Quando Steven Tyler teve a chance de ser John Lennon, apesar de por apenas um breve instante
Por Bruce William
Postado em 06 de junho de 2025
No fim dos anos 1970, o Aerosmith já era uma das bandas mais incendiárias dos Estados Unidos, mas Steven Tyler ainda carregava os mesmos sonhos dos tempos em que imitava seus ídolos diante do espelho. Como muitos de sua geração, ele cresceu em meio à invasão britânica, absorvendo tudo de Beatles, Stones, Yardbirds e companhia. Então, quando surgiu o convite para participar de uma homenagem cinematográfica ao "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", a conexão foi imediata — e emocional.
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O projeto era ambicioso: um filme inspirado no universo dos Beatles, com a trilha conduzida por George Martin, o próprio produtor da banda. Apesar de reunir nomes como Bee Gees, Alice Cooper e Earth, Wind & Fire, o resultado final foi desastroso. Mas para Tyler, nada disso importava quando entrou no estúdio para gravar "Come Together". Ali, atrás do microfone, não era só mais um cover. Era o momento de homenagear diretamente a banda que o inspirou a cantar.
Durante a sessão, Tyler sentiu algo raro. Ao entoar os primeiros versos e enxergar George Martin do outro lado do vidro, teve uma percepção que o marcou profundamente. "Por um nanossegundo, eu fui o John", disse mais tarde, conforme relembra a Far Out. Era como se, por um breve instante, todo o caminho percorrido — dos clubes de Boston até ali — fizesse sentido. O aval de Martin, somado à aura da gravação, transformou aquela performance em algo muito além de profissional.
A versão de "Come Together" gravada pelo Aerosmith acabou se destacando como uma das poucas faixas realmente memoráveis do filme. Mesmo diante de versões mornas e bizarras de outros artistas envolvidos, Tyler entregou uma das interpretações mais viscerais já feitas dessa música. O baixo pulsante do original se manteve como base, mas a voz rasgada e o peso da banda deram nova energia à canção, aproximando-a do universo do hard rock sem perder a essência.
O filme fracassou, mas a gravação sobreviveu — e Tyler guardou aquele momento como um dos mais especiais de sua carreira. Não foi preciso uma multidão, nem o telhado da Apple. Bastou um microfone, um estúdio e a sensação inconfundível de estar, ainda que por um segundo, na pele de alguém que mudou sua vida para sempre.
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