O álbum pop dos anos oitenta que conquistou o coração de Ozzy Osbourne
Por Bruce William
Postado em 24 de novembro de 2025
Na maior parte do tempo, quem convivia com Ozzy Osbourne em casa ouvia basicamente Beatles tocando o dia inteiro. É o que contam os filhos Jack e Louis Osbourne. Mas, em meio a essa trilha sonora previsível para alguém da geração dele, um disco dos anos 1980 acabou entrando para a lista de obsessões pessoais do Madman: "So", álbum que Peter Gabriel lançou em 1986, com faixas como "Sledgehammer", "Big Time", "In Your Eyes" e o dueto "Don't Give Up", com Kate Bush.
A história veio à tona no podcast Trying Not to Die, apresentado por Jack Osbourne. Convidado do episódio, Louis lembrou que o pai passou uma fase completamente vidrado no disco de Peter Gabriel. Ele contou que, em casa, "So" tocava sem parar: "Naquela época, o pai era obcecado, principalmente pela parte de produção musical, com o álbum 'So' do Peter Gabriel. Deus, como a gente ouviu esse disco... o pai era completamente fissurado nele. A maior parte da nossa vida foi ouvindo Beatles, Beatles, Beatles o tempo todo, mas esse foi um dos álbuns de que ele mais gostou.". Jack ainda revelou que Ozzy tinha uma queda por Kate Bush por causa do dueto em "Don't Give Up".
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O interesse por aquele álbum também encontra eco em outra história recente envolvendo um guitarrista de peso, relembra a Loudwire. Wolfgang Van Halen contou que "So" era o disco favorito de todos os tempos de Eddie Van Halen, e escolheu justamente "In Your Eyes" como música de casamento em homenagem ao pai. Ou seja: o mesmo álbum que chamava a atenção de Ozzy pela combinação de melodias fortes e produção refinada também ocupava um lugar especial na prateleira de um dos grandes nomes da guitarra.
No podcast, Jack e Louis aproveitaram para abrir um pouco mais o jogo sobre o que Ozzy realmente ouvia longe do microfone. Segundo eles, muita gente imagina que ele passava o tempo mergulhado em metal e hard rock, mas a rotina era bem diferente. Jack explicou que o pai respeitava o rock pesado, entendia o gênero e a própria importância na carreira dele, porém se interessava mais por música com grande trabalho de produção e melodia. Louis completou dizendo que, nos anos 1980, Ozzy ouvia bastante Tears for Fears e outras bandas pop da época.
Já nos últimos anos, a lista de preferidos dele se afastava ainda mais do estereótipo do "príncipe das trevas". Jack comentou que Ozzy passou por uma fase forte ouvindo Michael Jackson com frequência. Louis citou dois nomes que, segundo ele, realmente deixaram o pai impressionado: "Vou te dizer quem realmente, realmente, realmente deixou ele de queixo caído: a Adele. Ele era enorme fã. Ele ficava profundamente impressionado com a extensão vocal dela e com o jeito que ela canta. Ele ficava realmente muito impactado... e com a Amy Winehouse também. Ele ouvia Amy Winehouse o tempo todo. Mas, nos últimos 20 anos, elas são provavelmente duas das maiores vozes que saíram do Reino Unido."
Outras vozes femininas também entravam nessa lista de favoritos. Jack mencionou a admiração do pai por Annie Lennox e contou que Sharon Osbourne chegou a insistir para que Ozzy fizesse um álbum de duetos com algumas das cantoras de que mais gostava. A ideia, segundo ele, foi discutida em diferentes momentos, mas acabou não se concretizando. Mesmo assim, o interesse por esse tipo de parceria mostra que ele não se limitava ao universo do metal quando pensava em música.
Quando o assunto voltava para o rock, os filhos lembram que Ozzy mantinha o ouvido em alguns poucos nomes. Jack citou que ele ouvia AC/DC com frequência e, de vez em quando, colocava Metallica ou Guns N' Roses. Ainda assim, o retrato que aparece no relato dos dois é o de um fã de música que, em casa, se deixava levar mais por arranjos bem construídos, timbres de estúdio e grandes vozes do que pelos riffs pesados que o público acostumou a associar ao seu nome - com um disco de Peter Gabriel, lançado em 1986, ocupando lugar especial nessa coleção particular.
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