Enslaved revela "Sea Shanties", single com as faixas "Fire Marengo" e "Anna Lovinda"
Por Nuclear Blast
Postado em 27 de março de 2026
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Hoje, os pioneiros do metal progressivo norueguês, Enslaved, têm a honra de revelar sua mais nova criação: duas gravações exclusivas de sea shanties (cantos de trabalho marítimos), realizadas em colaboração com o Storm Weather Shanty Choir. O coro é originário do Statsraad Lehmkuhl, o grandioso navio veleiro de Bergen, na Noruega.
As faixas intitulam-se 'Fire Marengo' e 'Anna Lovinda'. A primeira é uma canção tradicional de marinheiros, enquanto a segunda foi escrita pelo falecido marinheiro e ícone cultural norueguês Erik Bye.
O Enslaved explicou a origem da colaboração: "O Enslaved nasceu na costa oeste da Noruega, onde as montanhas mergulham no mar e a história é conduzida pelo vento e pelas marés. Bergen não é apenas uma cidade litorânea; é um limiar entre a terra e o oceano, entre o mito e a experiência vivida. Aqui, o mar não é cenário. É memória, trabalho, partida e retorno.
Um dos símbolos vivos mais poderosos desta herança é o Statsraad Lehmkuhl, o imponente navio de Bergen que ainda cruza os oceanos. Em torno dessa embarcação, a tradição dos shanties respira - canções nascidas do ritmo, das cordas, do sal e do esforço coletivo. Foi desse ambiente que surgiu o Storm Weather Shanty Choir.
Nossa conexão com o navio começou em 2014. Fomos convidados a compor e apresentar uma peça exclusiva no convés do Statsraad Lehmkuhl. Naquela noite, o metal ecoou pelo porto - um encontro entre a antiga tecnologia movida a vento e o moderno ritual amplificado. Não pareceu um contraste, mas sim uma continuidade.
Desde então, floresceu uma amizade, especialmente com Haakon Vatle, diretor da fundação do navio e um dos mais dedicados guardiões dessa tradição. Ele costuma dizer que os marinheiros foram os primeiros 'metalheads' - pessoas que enfrentavam as forças da natureza diariamente e respondiam a elas com música. Há verdade nisso. Os shanties não eram entretenimento; eram encantamentos funcionais - o ritmo como sobrevivência.

Em novembro de 2025, durante o concerto de 20 anos do coro em Bergen, unimos forças em 'Fire Marengo' e 'Anna Lovinda'. A colaboração não pareceu uma fusão, mas um reconhecimento - duas expressões da mesma herança costeira convergindo. Gravamos o material no início de 2026 para que esse encontro não fosse apenas efêmero, mas uma continuação.
Pois no centro - no mið - não encontramos isolamento, mas uma origem comum. Vento, ritmo, voz. O mesmo pulso que outrora movia velas, agora move amplificadores. O mar se lembra. E nós também."
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