A condição de Ricardo Confessori pra aceitar convite de Luis Mariutti: "Se for assim, eu faria"
Por Gustavo Maiato
Postado em 30 de abril de 2026
Os reencontros ligados ao universo do Angra voltaram a ganhar força em 2026. Em março, Luis Mariutti usou as redes sociais para fazer um convite público a antigos companheiros de banda, em meio à retomada do repertório de fases marcantes do grupo.
Na postagem, o baixista, também lembrado por sua passagem pelo Shaman, chamou nomes como Rafael Bittencourt, Ricardo Confessori e Kiko Loureiro para participarem de sua turnê. O convite veio de forma aberta e direta: as portas estariam abertas para que todos relembrassem juntos aquele momento da carreira, bastando "só escolher a data".

A movimentação reacendeu a curiosidade dos fãs sobre uma possível reunião em torno de discos clássicos, especialmente num período em que o legado do Angra voltou ao centro das atenções com shows especiais, celebrações de fases antigas e a própria retomada da era Rebirth. Nesse contexto, Ricardo Confessori foi perguntado no Ibagenscast se toparia dividir o palco com Mariutti e outros ex-colegas para celebrar "Holy Land" ou outras fases históricas da banda.
A resposta do baterista foi clara: ele não fecha a porta para uma participação, mas impõe uma condição objetiva. Segundo Confessori, ele não recebeu esse convite de forma pessoal. "Esse deles especificamente eu não recebi nenhum convite pessoalmente", afirmou. Depois, ironizou o formato do chamado, tratado por ele como algo amplo e pouco direto: "Mandaram um recado aí, genérico aí, né? 'Ah, quem quiser tá convidado aí, qualquer cidade escolhe uma aí'".
Mais importante do que isso, porém, é o formato da proposta. Confessori deixou claro que não quer entrar em turnê comemorativa. "Se o cara tá fazendo uma turnê, eu não quero participar", disse. Em seguida, reforçou: "Essa é minha resposta". A fala se encaixa numa crítica mais ampla que ele vinha fazendo ao excesso de celebrações e excursões ancoradas em nostalgia, algo que, na visão dele, muitas vezes acaba se estendendo além do necessário.
Por outro lado, o baterista se mostrou aberto a um encontro mais restrito e simbólico. "Mas se for um negócio para um show, pontual, eu faria. Pontual eu faria", afirmou. A ideia que lhe parece aceitável é a de uma apresentação única, especial, sem desdobramento em estrada. Tanto que ele próprio imaginou o cenário: "Vai ter um show com você, tá? Beleza, vamos aí. Vamos fazer o negócio, a formação do disco. Imagina: reúne Kiko, Rafael, Luiz…"
Confira a entrevista completa abaixo.
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