Andreas Kisser não descarta futuros shows do Sepultura após a turnê de despedida
Por Bruce William
Postado em 18 de abril de 2026
A turnê de despedida do Sepultura ainda está em andamento, mas Andreas Kisser já foi perguntado sobre aquilo que inevitavelmente acompanha qualquer anúncio desse tipo: existe chance de a banda voltar a fazer algum show no futuro? Em entrevista ao Metal On Tap, o guitarrista não tentou vender certeza absoluta. Pelo contrário. Disse que não descarta nada, embora tenha deixado claro que a decisão atual é parar.
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Andreas disse: "Cara, eu não descarto nada. É irrelevante dizer se [a aposentadoria] vai ser para sempre ou se vamos voltar. O importante é que vamos parar agora. Precisamos desse descanso, porque organizamos tudo em torno disso. Precisamos do nosso tempo - precisamos de tempo para olhar em outra direção."
Com isto, Andreas evita aquele discurso solene demais de "nunca mais". Ao mesmo tempo, ele não está prometendo retorno, mas também não parece interessado em transformar a despedida numa sentença gravada em pedra. O ponto central, para ele, é que o Sepultura precisa encerrar esse ciclo agora. Depois de décadas de estrada, turnês, discos, mudanças de formação e uma história pesada dentro do metal, a pausa aparece como necessidade real, não como truque de marketing.
Na mesma resposta, ele fez uma comparação que ajuda a entender sua visão, pois bandas mudam, pessoas mudam, contextos mudam. Hoje, a decisão é parar. Amanhã, pode surgir um show especial, uma homenagem, um evento pontual ou simplesmente nada. Andreas parece mais preocupado em preservar a liberdade de não fechar todas as portas do que em criar suspense artificial. "O Sepultura não vai morrer". E ele citou o Motörhead como exemplo de banda que continua viva mesmo sem Lemmy e sem turnês. A ideia, portanto, é separar a existência simbólica da banda da atividade prática. O Sepultura pode deixar de rodar o mundo, mas não deixa de existir na memória, no catálogo e no impacto que construiu.
O guitarrista também reconheceu que o futuro fica em aberto. "Vamos explorar territórios diferentes e tal. E o futuro, vamos lidar com ele quando chegar. Quer dizer, as possibilidades estão sempre abertas." Em seguida, brincou com a quantidade de bandas que anunciaram despedidas e depois voltaram de alguma forma. "Não acho que temos poder para fazer oito turnês de despedida, mas quem sabe?", disse, rindo, antes de citar nomes como Scorpions, Ozzy Osbourne, Kiss, Mötley Crüe e Slayer.
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