A grande omissão do Rock and Roll Hall of Fame segundo Steve Stevens
Por João Renato Alves
Postado em 24 de junho de 2026
Steve Stevens será induzido ao Rock and Roll Hall of Fame em 2026, junto de seu grande parceiro musical, Billy Idol. Ao Ultimate Classic Rock, o guitarrista falou sobre o que considera a grande omissão da instituição até hoje. Trata-se de um músico que já tem os requisitos para receber indicação desde 1995, mas até agora não foi sequer colocado em votação.

"Devemos a Keith Emerson toda essa tecnologia de sintetizadores que temos hoje. Ele foi o primeiro a ajudar a desenvolver o uso do Moog de uma forma que permitisse levá-lo para as turnês. Até então, Robert Moog nunca havia imaginado que o instrumento sairia da sala de aula ou do estúdio - aquele equipamento enorme e monolítico -, mas Keith o levou para a estrada."
As contribuições artísticas também não foram esquecidas. "A primeira música pop com um solo de sintetizador foi 'Lucky Man'. Sabe, não tenho nenhuma objeção quanto à inclusão do Emerson, Lake & Palmer, mas Keith Emerson... ele inventou o rock progressivo com o The Nice; eles foram os primeiros a fazer isso."
Nascido em Yorkshire, Inglaterra, Keith Noel Emerson era filho de um pianista amador. Começou a ter aulas aos oito anos, estudando música clássica. Com o pássaro do tempo, incorporou o jazz e o pop em suas influências.
Após algumas experiências em bandas locais, encontrou sucesso com o The Nice, adaptando peças clássicas ao rock e desenvolvendo teatralidade nas apresentações, o que serviu de referência para as gerações posteriores.
Em 1970, se juntou ao baixista Greg Lake e o baterista Carl Palmer na criação do ELP, um dos primeiros supergrupos da história. Em toda a carreira, venderam mais de 50 milhões de discos.
Paralelamente, lançou uma série de discos solos, colaborações e participou de projetos como o The Best. Antes, em 1969, havia integrado o Music From Free Creek, superjam que contou com Eric Clapton, Jeff Beck, Mitch Mitchell e Chuck Rainey.
Tirou a própria vida em 11 de março de 2016, aos 71 anos. Com problemas cardíacos, enfrentava depressão e alcoolismo. Também convivia com um trauma nos nervos da mão direita que influenciou o desempenho em suas derradeiras performances.
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