"Megadeth sem mim é a banda solo de Dave Mustaine", diz David Ellefson
Por João Renato Alves
Postado em 09 de julho de 2026
Durante aparição no Trunk Nation, programa do radialista Eddie Trunk no sistema de rádio SiriusXM, David Ellefson voltou a falar sobre a possibilidade de se reunir com o Megadeth na tour de despedida. O músico não fechou a porta, mas também deixou claro ver a banda como algo diferente quando não está presente – o que já aconteceu em dois ciclos, incluindo o atual.
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"Quando não estou no Megadeth, sempre encaro a banda como se fosse o projeto solo de Dave. É simplesmente assim que eu vejo. Não que seja bom, ruim ou qualquer outra coisa, é apenas diferente. A sensação é diferente daquela do Megadeth com Ellefson e Mustaine juntos. Até já sugeri no passado: 'Por que não trazemos o Jeff Young, o Chris Poland, outros integrantes remanescentes, Nick Menza ou até o Marty Friedman? Por que não transformamos isso em algo maior?' Foi depois que Asia e Yes fizeram exatamente isso - e com enorme sucesso. Eles meio que uniam as duas bandas em turnês, porque o cenário era muito diferente.
Bandas novas como Lamb of God e Killswitch Engage estavam dominando a cena. O thrash metal estava, digamos, vivendo um retorno nos anos 2000. Mas acho que, hoje em dia, antes de montar algo dessa magnitude - especialmente com um legado que envolveu tantos integrantes fundamentais, onde cada formação e cada álbum tinha seus próprios fãs... e nós sabemos bem disso como fãs do Kiss; afinal, existe o Kiss dos anos 70, o Kiss dos anos 80, versões diferentes, e cada uma atrai seu próprio público... então, para mim, sim: se a decisão dependesse de mim, com certeza eu faria isso. Mas, claro, essa é a minha opinião, e eu me dou bem com todo mundo. Então, quem sabe como isso poderia acontecer?"
Ellefson ainda fez questão de deixar claro que se dá bem com a formação atual do grupo, incluindo seu substituto James LoMenzo. "Não tenho nada contra ninguém que está tocando com Dave agora. São músicos certamente competentes e gente boa. Eu e o Kiko (Loureiro) levamos Dirk (Verbeuren, atual baterista) para a banda em 2016. Como o Chris Adler estava voltando para o Lamb of God, precisávamos de um baterista em tempo integral, já que ele não conseguia conciliar os dois trabalhos. O próprio Chris nos passou o contato, fizemos o teste e viabilizamos tudo. E o Dirk merece a vaga, claro.
Sempre elogiei o LoMenzo. Fiquei surpreso por conseguir tocar esse tipo de música, pois não era a bagagem musical dele com a qual estava familiarizado, mas certamente tem feito um trabalho muito bom. E podemos manter uma relação amigável em relação a essas coisas. Então, não guardo mágoa nenhuma. Mas, como eu disse, para mim, o som é diferente. Quando sou eu e o Dave, é uma versão do Megadeth - é a versão original, dos anos 80 e 90, e depois retomada em... sei lá... de 2010 a 2021. O som é simplesmente diferente. É isso aí. A banda segue em frente. E para mim está tudo bem. Quer dizer, eu continuo recebendo meu pagamento e meus royalties, então que continuem trabalhando (risos). Para mim, está ótimo."
De qualquer modo, a ideia de um reencontro dificilmente se concretizará. Dave Mustaine já declarou em entrevistas que não pretende chamar antigos membros para a tour de despedida do Megadeth. O giro deve se estender, no mínimo, até o final do ano que vem.
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