O músico que Joan Jett considera a personificação do verdadeiro rock and roll
Por Bruce William
Postado em 14 de outubro de 2026
Joan Jett construiu sua carreira em torno de uma ideia bastante simples: rock and roll precisa ter atitude, boas músicas e energia. Desde os tempos das Runaways, nos anos 1970, a cantora e guitarrista enfrentou preconceitos e resistências, mas nunca abandonou o estilo musical que escolheu ainda adolescente. E, quando procura um exemplo de alguém que reúne todas as qualidades essenciais de um verdadeiro roqueiro, ela aponta para um dos grandes pioneiros do gênero.
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O escolhido é Chuck Berry, músico americano que ajudou a estabelecer a linguagem do rock and roll durante os anos 1950. Para Jett, sua importância vai muito além dos riffs de guitarra que inspiraram incontáveis bandas. "Ele é a personificação do que significa ser um guitarrista, compositor e cantor de rock and roll", declarou a artista, em um elogio reproduzido até mesmo no site oficial de Berry.
A admiração é compreensível quando se observa a trajetória de Jett. Boa parte de seu repertório, tanto com as Runaways quanto com os Blackhearts, segue uma proposta de músicas relativamente curtas, guitarras marcantes e refrãos fáceis de acompanhar. Embora tenha incorporado influências do punk, do glam rock e do hard rock, a cantora nunca escondeu seu interesse pelo rock mais básico, aquele que Berry ajudou a popularizar com músicas como "Johnny B. Goode", "Roll Over Beethoven" e "Maybellene".
Em uma entrevista publicada em 2022 no LPM Music, Jett voltou a mencionar Berry ao explicar o que entendia por rock and roll em sua forma mais pura. "Rock and roll puro, como Chuck Berry. Ele combina com tudo. Nirvana, Mötley Crüe... tudo deriva dos grandes mestres", afirmou. Na mesma conversa, destacou Marc Bolan, do T. Rex, como uma de suas primeiras paixões musicais e uma influência importante em sua maneira de tocar guitarra.
Mas Joan também teve a oportunidade de conhecer Berry pessoalmente e dividir apresentações com ele. Em uma entrevista publicada em 2018, contou um episódio inusitado ocorrido nos bastidores de um show em St. Louis. Enquanto caminhava pelo estacionamento em direção ao palco, alguém a abraçou inesperadamente por trás. Ela reagiu instintivamente com uma cotovelada e só então percebeu que havia acertado Chuck Berry. Segundo Jett, não se tratava de uma abordagem sexual, mas de uma brincadeira que a pegou desprevenida.
Berry morreu em março de 2017, aos 90 anos, deixando uma obra que influenciou dos Beatles e Rolling Stones a inúmeras bandas de punk e hard rock. Para Jett, que também se tornou uma referência para gerações posteriores de mulheres no rock, aquela combinação de guitarra, composição e personalidade continua representando a essência do gênero.
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