Grunge e Rock Alternativo: TOP 06 melhores álbuns de 1996

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Por Brunelson T., Fonte: Rock in The Head
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O ano de 1996 foi amplamente visto como o último grande ano do rock alternativo e do grunge, com muitas bandas da era grunge entrando em hibernação ou se separando. O SOUNDGARDEN havia lançado, até então, o álbum final de sua carreira antes de se separarem em 1997. O STONE TEMPLE PILOTS entrou em hiato por 02 anos após a interrupção da turnê do seu 3º álbum. O SCREAMING TREES lançava o seu último álbum de estúdio... Enfim, 1996 era definitivamente o fim de uma era, e já que 2016 se foi, vamos dar uma olhada nos principais discos do grunge e do rock alternativo que foram lançados a 20 anos atrás:

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6) Banda: SCREAMING TREES
Álbum: “Dust” (7º disco)

“Dust” acabaria sendo o último álbum de estúdio do SCREAMING TREES, lançado enquanto a banda ainda estava em atividade - embora o grupo lançasse mais tarde uma coletânea de músicas que estavam destinadas para um novo álbum em 2000, mas que não foi lançado. “Dust” apresenta as canções mais tensas de sua discografia, como uma das melhores músicas do álbum, "Sworn and Broken", assim como o single, "All I Know", e sem dúvida, uma das melhores canções da banda, "Halo of Ashes".

5) Banda: RAGE AGAINST THE MACHINE
Álbum: “Evil Empire” (2º disco)

O álbum “Evil Empire” mostrou uma banda não aparentando nenhum sinal de queda em seu 2º disco, honrando o seu disco de estreia com clássicas canções como: "Bulls on Parade" e "People of The Sun".

4) Banda: SUBLIME
Álbum: “Sublime” (3º disco)

O vocalista/guitarrista, Bradley Nowell, morreu tragicamente devido a uma overdose de heroína antes que o SUBLIME pudesse lançar o seu álbum mais famoso. Mesmo sem qualquer tipo de turnê ou promoção, esse último álbum de estúdio tem levado a alcunha de ser um dos discos mais atemporais dos anos 90. As músicas "What I Got", "Wrong Way" e "Santeria", ainda são 03 das canções mais tocadas nas rádios alternativas há 20 anos. E a música do grupo é tão popular, que uma banda cover ainda seria capaz de encher alguns clubes noturnos.

3) Banda: SOUNDGARDEN
Álbum: “Down on The Upside” (5º disco)

O álbum “Down on The Upside” é, de longe, o disco mais aventureiro do SOUNDGARDEN. Em algumas partes o som pode sair desarticulado, mas definitivamente tem as músicas mais ambiciosas da banda: "Pretty Noose" é o clássico SOUNDGARDEN soando; "Blow up The Outside World" possui, sem dúvida, o refrão grudento mais memorável da banda; "Burden in My Hand" pode ser o hit de rádio mais forte do grupo (claro, especialmente de mãos dadas com a clássica canção "Black Hole Sun", lançada no 4º disco); "Boot Camp" tem algumas das letras mais fortes de Chris Cornell (frontman); "Switch Opens" é uma das músicas mais triunfantes do SOUNDGARDEN, sonoramente falando; enquanto que "Rhinosaur" e "Never The Machine Forever", possuem 02 dos riffs de guitarra mais memoráveis da banda. Finalmente, em "Dusty" e "Zero Chance", vemos um SOUNDGARDEN alcançando um novo nível de maturidade nas suas composições.

2) Banda: PEARL JAM
Álbum: “No Code” (4º disco)

De 1991 a 1994, o PEARL JAM teve uma das maiores corridas da história do rock - tanto artisticamente quanto comercialmente falando. Os 03 primeiros álbuns da banda, “Ten” (1991), “Versus” (1993) e “Vitalogy” (1994), apresentaram hits suficientes para fazer durar o PEARL JAM pelo resto de sua carreira. Em “No Code”, a banda facilmente poderia ter descansado em seus louros - tentado recriar o som desses 03 álbuns - mas em vez disso, eles fizeram o disco mais ousado de sua carreira até hoje. Este não é aquele tipo de álbum experimental que sacrifica a qualidade do seu compositor em nome de um novo som, mas sim, “No Code” ainda possui canções muito poderosas, com músicas que são abordadas a partir de um novo ângulo - tanto em forma sonora quanto lírica.

Eddie Vedder (frontman) é muito mais reflexivo nesse álbum ao invés da sua conhecida raiva desenfreada (embora ele ainda a apresente em algumas canções, como em "Habit"). A música que abre o álbum, "Sometimes", é o exemplo perfeito dessa nova experiência e serve como tese para o que virá adiante. "Hail Hail" mostra Vedder contemplando o porquê ele ainda está em um relacionamento que claramente não está funcionando, com frases como: "Há espaço para nós dois? / Nós dois separados? / Estamos presos por obrigação?" No geral, o álbum marcou um novo leque de opções para o PEARL JAM, sendo uma das razões pela qual a banda possui uma dedicada base de fãs fanáticos que sempre estão procurando pela discografia do grupo. O álbum “No Code” fornece músicas que ajudam a diversificar os setlists dos shows da banda.

1) Banda: STONE TEMPLE PILOTS
Álbum: “Tiny Music... Songs From The Vatican Gift Shop” (3º disco)

A música minúscula é uma das saídas sônicas e artísticas das mais grandes - quando um ato bem sucedido do rock dos anos 90 é merecidamente lembrado. O STONE TEMPLE PILOTS havia abandonado aquele som pesado com guitarras gordas e arrastadas - que fez a banda ser uma das ícones do grunge nos anos 90 em seus 02 primeiros álbuns, “Core” (1992) e “Purple” (1994) - e abraçou o rock psicodélico dos anos 60, BEATLES e até bossa nova neste 3º disco. Você pode imediatamente confirmar essas características com a curta música instrumental que abre o álbum, "Press Play", mostrando que será um disco diferente dos demais. O frontman da banda, Scott Weiland, apresenta a sua marca em caçar palavras perdidas em um novo nível, como nas canções, “Trippin' on a Hole in a Paper Heart” e "Seven Caged Tigers". Enquanto Weiland é capaz de viajar abstratamente em letras como essas, ele também contou uma bela história na romântica música, "Lady Picture Show", e na canção auto-consciente sobre a indústria fonográfica, "Adhesive".

Os irmãos DeLeo (baixista e guitarrista) e Eric Kretz (baterista) canalizam os ROLLING STONES na canção "Big Bang Baby" e outras bandas dos anos 60 durante todo o álbum, ao mesmo tempo em que dão à esta canção uma borda mordaz do grunge - o que a impede de soar nostálgica demais. Musicalmente falando, esse é o álbum que provou o STONE TEMPLE PILOTS como um dos atos mais diversificados dos anos 90, e por que eles um dia merecem ser introduzidos ao Rock’n Roll Hall of Fame.

PS: outras 02 bandas que merecem destaque:

· WEEZER – Álbum: “Pinkerton”
· TOOL – Álbum: “AEnima”

Os responsáveis são citados no texto. Não culpe os editores. :-)

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