Hard Rock e Heavy Metal: Os 10 álbuns mais subestimados
Por Danilo F. Nascimento
Fonte: VH1
Postado em 27 de junho de 2015
Por mais fiéis e obcecados que os fãs de hard rock e heavy metal possam ser, sempre haverão descuidos irreparáveis em relação à álbuns que poderiam ter se tornado clássicos, mas que naufragaram e foram colocados na sarjeta por esses próprios fãs.
Existem inúmeros álbuns que são superestimados, entretanto, existem também aqueles que são subestimados e negligenciados pelos fãs e a própria crítica especializada.
O que se segue agora é uma coleção de dez álbuns imponentes que, por motivos diversos, nunca foram peças impactantes para os fãs. Nunca será tarde demais para redescobrir álbuns que talvez tenham passado desapercebido em meio à extensa discografia de vossas bandas favoritas.
10. Done With Mirrors – Aerosmith (1985)
Aqui, o Aerosmith começava a se recuperar dos dias turbulentos vividos no final dos anos 70 e início dos anos 80. Como diriam Steven Tyler, Joe Perry e companhia: "Let The Music do The Talking".
Após as saídas dos guitarristas Joe Perry e Brad Whitford, em 1979 e 1981 respectivamente, os guitarristas voltaram a trabalhar juntos neste projeto conduzido pelo produtor do Van Halen, Ted Templeman. O álbum trazia uma sonoridade robusta, com riffs sujos e refrões contagiantes que só a formação original do Aerosmith era capaz de entregar. Tinha tudo para tornar-se um dos melhores álbuns da discografia da banda, entretanto, foi completamente ignorado pelos fãs e a crítica especializada da época.
09. Wild Dogs – The Rods (1982)
Se têm um grupo coadjuvante digno de fazer parte do panteão principal do Heavy Metal, é o The Rods. A banda, inclusive, conseguiu abrir shows do Iron Maiden na turnê do álbum "The Number Of The Beast", mas seus trabalhos foram completamente negligenciados pelos fãs de heavy metal da época, e parecem não terem sido descobertos até hoje.
08. Violation – Starz (1976)
A banda Starz é uma das favoritas de Eddie Trunk, líder do That Metal Show. A banda é natural de Nova Jersey e possuí ótimos registros, que vão do hard rock ao heavy metal, passando pelo rock progressivo e adicionando pitadas pitorescas de soft pop. Entretanto, nem todas essas qualidades foram suficientes para que os fãs de rock os notassem. Seus trabalhos foram completamente negligenciados.
07. Betty - Helmet (1994)
A banda Helmet surgiu em meio ao grunge de Seattle, nos anos 90. O grupo mesclava elementos do heavy metal, rock alternativo e do próprio grunge. Seu segundo álbum fora aclamado pela crítica, entretanto, o terceiro registro - Betty - foi, injustamente, ignorado pelos fãs da época.
06. Bang - Bang (1972)
Na época de seu surgimento, o Bang foi considerado "o Black Sabbath norte-americano". Estes headbangers da Philadelphia, lançaram um espetacular álbum homônimo, influenciado pelas mais variadas vertentes do rock n' roll. Era uma declaração feroz do bom e velho rock n' roll. O Bang poderia ter se tornado tão grande quanto as bandas de primeiro escalão do Heavy Metal, entretanto, o público da época não soube apreciar a obra prima construída pelo grupo.
05. Lock Up the Wolves - Dio (1990)
Ronnie James Dio dispensa apresentações. Porém, em 1990, os tempos eram outros. Os dias de glória proporcionados pelos clássicos "Holy Diver" e "The Last In Line" pareciam estar enterrados em um passado distante, e Dio precisa se reinventar, batalhar e seguir em frente ao seu modo. "Lock Up the Wolves" não fora bem recebido pelo público, nem pela crítica especializada, entretanto, se tivesse sido lançado alguns anos antes, ou alguns depois, certamente teria encontrado um público alvo capaz de admirar esta obra prima.
04. Danzig IV - Danzig (1994)
"Danzig III" havia sido um tremendo sucesso de público e crítica. Entretanto, em "Danzig IV", a imprensa alegava que a engrenagem estabelecida tão bem por Glenn Danzig em lançamentos anteriores, havia parado de funcionar. Bobagem. O fato de Glenn ter se aventurado em outras vertentes e trazido novas texturas para o álbum, em nada o torna um álbum ruim como os fãs e a crítica alegaram na época. "Danzig IV" é um lançamento dado como morto. Porém, esperamos que, um dia, o álbum possa caminhar entre nós, entre os vivos.
03. Power Metal - Pantera (1988)
O ódio que a maioria dos fãs do Pantera nutre por este álbum é algo incompreensível. Posteriormente, a banda foi considerada a melhor banda de Heavy Metal dos anos 90, e os seus lançamentos dos anos 80 foram completamente renegados. A performance da banda e de Anselmo neste álbum é formidável. "Power Metal" é um momento de transição na vida do Pantera, que ainda não era uma banda do escalão mainstream. A fama e os fãs vieram apenas após o lançamento de "Cowboys From Hell" em 1990. Fãs estes que negligenciaram completamente qualquer lançamento oitentista do grupo. E "Power Metal" foi, injustamente, "decapitado" pelos fãs da época, que o considerava um disco comum, sem nenhum traço marcante do que viria à ser conhecido como a era de ouro da banda.
02. Presence – Led Zeppelin (1976)
Na década de 70, o Led Zeppelin disputava o trono de melhor banda do planeta com o Pink Floyd e o Queen, e seus lançamentos eram irrepreensíveis. Entretanto, o lançamento de "Presence" em 1976, afastou uma boa parcela dos fãs da banda. Suceder o fabuloso "Physical Graffiti" era uma tarefa árdua que "Presence" não conseguiu cumprir. Isto é fato. Porém, o álbum apresenta momentos épicos, como nas espetaculares "Achilles Last Stand" e "Tea for One", por exemplo. Mas, variação de sonoridades encontradas no registro, não foram bem vistas pelos fãs. Até hoje, este é o álbum menos vendido do Led Zeppelin.
01. Born Again - Black Sabbath (1983)
Após a saída de Ronnie James Dio, Tommy Iommi tinha decidido fazer uma pausa nas atividades do Black Sabbath e montar um supergrupo chamado Born Again. O grupo contaria com os seus companheiros Geezer Butler e Bill Ward, e estava a procura de vocalistas. Muitos nomes foram cogitados na época. Entre eles, Robert Plant, Michael Bolton e David Coverdale. Mais tarde, Iommi escolheu Ian Gillan. Por exigência do empresário Don Arden, Iommi foi obrigado a manter o nome da banda como Black Sabbath. O guitarrista então, intitulou o álbum como Born Again. O álbum é obscuro e influenciou dezenas de gerações de bandas de death metal e heavy metal em geral. Porém, na época, os fãs e a crítica especializada negligenciaram completamente o álbum, alegando que a voz de Gillan não possuía absolutamente nenhuma química com as nuances sonoras do Black Sabbath.
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