Iron Maiden: cinco das melhores canções que fecham álbuns

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Por Felipe Holanda
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A Donzela de Ferro é uma banda percussora no estilo de canções conceituais e longas, utilizando a história para intensificar o seu som. Geralmente, essas faixas são as que finalizam algum LP especifico. Aqui, fizemos um especial com as 5 melhores últimas músicas de cada disco do grupo.

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Difícil não existir no mundo do metal uma banda que não tenha influencias algumas do Iron. As músicas longas e conceituais em finais de álbum são um dos marcos do conjunto, que carrega uma legião de fã, músico ou não, o desde o início da década de 80.

5- Mother Russia

No álbum "No Prayer for the Dying" encontramos uma pérola chamada "Mother Russia" que fecha o disco em grande estilo. Com ótimas linhas de corda e de vocal, a faixa é obrigatória para qualquer fã do Iron Maiden que se preze. Destaque também para o sintetizador utilizado e o teclado, que foi executado por Michael Kenney.

A temática trata da ideologia de vida dos do Império Russo entre 1546 e 1917. Como na estrofe em que Dickinson enche o peito de diz: "Mother Russia, dance of the Tsars". Tzar, em português, era o título dos antigos imperadores da Russia e Tsarissa ou czarissa, o termo usado para designar a imperatriz.

Antes do final, um espetacular solo executado por Dave Murray, cheio de melodias e variações antes de um final fantástico. Com teclado, baixo e guitarra e um timbre que é impossível não chamar a atenção do ouvinte.

4- Hallowed By Thy Name

Na banda, um dos maiores incentivadores das canções longas e conceituas é o baixista e maior compositor de todo o sexteto. Em suas composições, Steve Harris expressa toda a sua inteligência e versatilidade. Um grande exemplo é a oitava e última canção do "The Number of the Beast", chamada "Hallowed Be Thy Name".

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A letra fala sobre um homem que se encontra preso nos seus próprios sonhos, enquanto Bruce Dicksinon faz uma das interpretações mais marcantes da história e narra um verdadeiro poema escrito por Harris. Destaque também para os questionamentos da letra, que diz: If there's a god then why has he let me go?", em uma clara crítica aos religiosos, foco principal de toda a música.

O vibrato utilizado na voz de Bruce se transformou em um dos marcos da carreira da banda. Um alcance que, talvez, nunca tinha sido visto naquela época. Sim, Sim, Sim, santificado seja vosso nome.

3- The Rime of the Ancient Mariner

Na sequência, nada mais nada menos que épica "The Rime of the Ancient Mariner", com mais de treze minutos de duração. A inspiração para esta música veio do poema homônimo de Samuel Taylor Coleridge, poeta inglês que o revelou no final do século XVIII.

Nesta memorável obra da literatura inglesa é narrado o sofrimento de um velho Marinheiro durante uma penosa e inusitada viagem até o seu retorno para casa.

Toda aventura é contada por um velho lobo do mar, que, ao invadir uma cerimônia de casamento, hipnotiza os presentes para despejar sua triste ladainha sobre um dos convidados presentes na tripulação.

o o navio voltou a se dirigir para as águas mais quentes ao Norte.
Sozinho, o Marinheiro iniciou sua jornada para terra firme. Encontrou um barco que o levou de volta enquanto seu antigo navio afundava. Ao retornar ele percebeu que sua missão era contar sua história em todos os lugares onde fosse para que todos pudessem escutá-la.

2 - To Tame a Land

A última canção do "Piece of Mind", gravada em 1983, é mais uma aula de história. Uma faixa que não tem como não se sentir extasiado. As linhas de baixo compostas por Steve e a ótima dicção vocal de Bruce são fora do comum. Um verdadeiro petardo que fecha o quarto álbum de estúdio gravado pelo Maiden.

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A inspiração para a música veio de um romance de ficção científica "Duna", publicado em 1965 pelo escritor e jornalista americano, Frank Patrick Herbert, que aborda um futuro distante no meio de um império intergaláctico feudal em expansão, onde os temas são política, religião, ecologia e tecnologia.

Os humanos são completamente dependente do uso da especiaria "melange", substância responsável por aumentar a saúde e longevidade, e que é produzida por gigantes criaturas conhecidas como "Vermes de Areia". O ambiente de "Duna" é notável por não possuir computadores, já que a religião do império proíbe o uso de máquinas pensantes, temendo que estas possam destruir a humanidade.

A concepção original da banda era que a canção fosse nomeada simplesmente de "Dune", mas tiveram que trocar para "To Tame A Land", pois Frank Herbert não autorizou, e mesmo após uma última tentativa de Steve Harris, pregando o quanto isso seria ótimo para a promoção do livro, o escritor disse que não gostava de bandas de Rock, muito menos das pesadas, e especialmente, do Iron Maiden.

1- Alexander the Great

Provavelmente, nove em cada dez fãs do Maiden tem um desejo que nunca foi realizado: ouvir "Alexander the Great" ao vivo. No que tange à minha opinião, não é diferente. A faixa é o ápice da banda, seja pela melodia ou pela parte lírica. Uma verdadeira aula de Heavy Metal Melódico, com uma letra inspiradíssima de Harris.

Como o nome já deduz, a música fala sobre a vida de Alexandre o Grande, rei da Macedônia que conquistou um vasto império, venceu os persas e difundiu a cultura grega por onde passou.

Alexandre, o Grande (ou Magno), foi filho do imperador Fellipe II da Macedônia. Nasceu entre 20 e 30 de julho de 356 a .C, na região de Pella na Macedônia. A narrativa inicial da canção teria sido dita por Fellipe a ele, quando ele tinha 15 anos de idade. "My son, ask for thyself another kingdom, for that which I leave is too small for thee".

Durante uma longa viagem para a região da Índia, alvo de sua próxima conquista, seu exército recusou prosseguir, pois os combatentes estavam muito cansados. Voltaram para a Babilônia, planejando invadir a Arábia. Porém, contraiu uma febre e faleceu aos 33 anos de idade.

Enquanto o Iron Maiden não encerra as atividades, os fãs como este que aqui vos fala ainda esperam uma execução da canção ao vivo. Sem dúvidas, seria de arrepiar. Afinal, estamos falando de uma obra prima da longínqua banda inglesa que é apontada como um ícone do Heavy Metal.




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Sobre Felipe Holanda

Futuro jornalista recifense, baixista e apaixonado por heavy metal.

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