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Por Pedro Clark, Fonte: Shadowside, Press-Release
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Nesse mês de dezembro, a banda de metal SHADOWSIDE concedeu uma entrevista onde fala um pouco sobre o futuro, sua tour européia e outros assuntos.

Que o álbum "Inner Monster Out" é um excelente álbum de metal e um dos melhores nacionais, todos já sabem e concordam. Gostaria de saber o que o público pode esperar da banda no futuro. Há a previsão de um novo álbum em breve? Sobre o "Inner Monster Out", além da faixa "Habitchual" alguma outra faixa ganhará um videoclipe?

Dani Nolden: Fico muito feliz que você goste e nos coloque entre os melhores. Sinceramente, quando estávamos compondo o álbum, não pensávamos em algo assim, pensávamos apenas em fazer o melhor possível para nós naquele momento, algo que nós gostássemos, que curtíssemos fazer e tocar ao vivo. A única regra era que tinha que ser pesado (risos). Sem dúvida alguma, vamos manter essa forma de trabalho... vamos continuar compondo em grupo, com toda a banda opinando em tudo, de forma espontânea, sem pressionar por uma certa direção musical, mantendo apenas nossas características que não conseguiríamos mudar e que, felizmente, nossos fãs também gostam, que é o peso, a energia, a música direta, a união da intensidade do metal extremo com as melodias marcantes. Continuaremos nesse caminho, mas gostamos do desafio pessoal de precisarmos encontrar algo surpreendente, que choque as pessoas, não adianta fazermos outro álbum igual, pois as pessoas já sabem que isso, o "Inner Monster Out", nós sabemos fazer. Agora temos a missão de fazer algo ainda melhor, que nem as pessoas, nem nós mesmos, sabemos que somos capazes. Com certeza será divertido e imagino que começaremos a gravar no ano que vem, se tudo der certo.

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Fabio Buitvidas: Nós não sabemos o que virá num próximo álbum em termos de direcionamento musical e lírico porque cada trabalho é resultado direto da influência do momento em que ele é feito. O "Inner Monster Out" foi composto e gravado tendo uma tour no meio que foi com o WASP, gravamos o álbum apenas alguns dias após terminarmos a longa tour e estávamos afiadíssimos após tocar quase todos os dias por toda a Europa e isso fez toda a diferença pois estávamos ainda com a vibração da tournée. Além disso havia a expectativa em função de estarmos gravando com o Fredrik e todo o processo foi o ponto alto de nossa carreira, ao menos para mim, tudo esteve perfeito e conspirou para que produzíssemos um excelente trabalho.

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Hoje estamos mais entrosados, pois o núcleo da banda permanece o mesmo desde então e tivemos agora esta turnê com o Helloween e Gamma Ray que foi ainda maior e melhor que a anterior com o WASP. Mas já se foi algum tempo desde a gravação do Inner e você está sempre mudando ainda mais hoje em dia que tudo caminha muito rápido em função de como a informação chega até nós. Em termos musicais posso falar a meu respeito...eu não mudei minhas preferências desde que comecei nisto... gosto das mesmas coisas há anos e tenho muita dificuldade em me acostumar com as novidades do meio musical... o que eu gosto e quero ouvir é aquilo que eu ouvia quando adolescente. Porém, o restante da banda tem sua referência já para os anos 90 e 2000 e isso faz uma enorme diferença na hora de compor porque simplesmente não há uma conexão direta e aquela empatia imediata e é isso que faz com que tenhamos o tipo de som que você ouve porque as influências são tão díspares que beiram ao caos. O que é a morte para a maioria das bandas é o que nos mantém funcionando, a tal das diferenças musicais. Isto posto posso lhe dizer que, com o Inner Monster Out, conseguimos nos encontrar musicalmente e agora é só lapidarmos isto e continuar fazendo a música de que gostamos.

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Dani Nolden: Quanto ao videoclipe, acredito que não haverá mais no quesito "Inner Monster Out", além da faixa "Habitchual", que ganhou um clipe meio que por acaso. Já estamos praticamente no final do ciclo do Inner Monster Out, portanto não pensávamos mais em fazer outros clipes... porém um grupo de alunos da Unimonte, através do Vitor Telles Carransa, nos ofereceu um videoclipe, pois são estudantes de cinema e o TCC deles seria um videoclipe. Como Vitor já era fã de Shadowside, ele perguntou se toparíamos "ganhar" esse videoclipe e aceitamos na hora. Ele foi o diretor, as ideias foram muito interessantes, fizemos por enquanto uma espécie de curta-metragem em plano sequência inspirado nos filmes do Tim Burton. Essa versão já fez a pré-estreia em Santos na apresentação do TCC deles, eles foram aprovados e elogiados pelos professores. Como as datas estavam apertadas e nosso baterista Fabio estava na França, acompanhando a Fafá de Belém, pra quem ele trabalha como produtor de palco, tivemos que filmar mesmo assim, portanto nessa primeira versão, não há a banda tocando. Por isso, ainda filmaremos em Janeiro. Faremos as cenas da banda tocando junto a esse curta metragem que tem uma história pesada sobre os mais diversos vícios.

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Conforme a própria banda vem divulgando nas redes sociais, o vídeo de "Habitchual" foi gravado nas ruas do Centro Histórico da cidade de Santos. O porquê da escolha deste local?

Dani Nolden: A banda é de Santos e nunca gravamos um clipe que representasse a cidade... como as cenas da atriz Rida Principessa seriam externas, pensamos no Centro Histórico de Santos que tem uma arquitetura muito bonita e interessante, além de um toque de abandono, infelizmente... cenário perfeito para a situação, que demonstra tanto beleza quanto desespero.

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A banda já pensa em lançar algum CD/DVD "ao vivo"?

Dani Nolden: Está nos planos, mas queremos fazer algo realmente interessante, não apenas gravar um show e lançar. Nós filmamos o show na Via Marquês, em São Paulo, com 3 câmeras, porém não será para um DVD, vamos soltar isso em breve de forma gratuita no YouTube. O DVD, quando sair, será algo grandioso, do jeito que o público merece. Estamos esperando a hora certa e a possibilidade de fazer isso acontecer.

Se não estou enganado, a última apresentação da banda, em Santos, foi em 2012, com o Teatro Guarani lotado, muita gente ficou de fora, infelizmente. Gostaria de saber quando o público santista poderá vê-los novamente, uma vez que a banda é santista?

Dani Nolden: Esse show em Santos foi o primeiro da turnê do Inner Monster Out! O público santista nos verá com certeza na próxima turnê, talvez antes em uma ocasião especial... mas é 100% certo que no lançamento do álbum, faremos uma festa de encontro com os fãs em Santos e um show. Antes disso, se for possível, faremos um lançamento oficial do clipe de "Habitchual"... não necessariamente com show, mas quem sabe tocando algumas músicas... a galera tem que ficar ligada porque sempre fazemos algo em Santos!

Em relação a recente tour europeia. Qual foi o fato mais interessante ocorrido para a banda? O que vocês podem comentar a respeito dos "titãs" do power metal Helloween e Gamma Ray?

Fabio Buitvidas: Só o fato de estarmos inseridos naquele contexto já é demais! É uma vitória para a banda, mas não apenas porque é também uma vitória para todas as bandas do Brasil, pois isso valoriza a todos nós e fortalece o cenário como um todo. Não é nada fácil ter esta oportunidade porque, geralmente, as bandas escolhidas para isso são bandas que estão no mesmo selo ou management e, veja só, nós, além de não termos qualquer ligação, ainda somos de um lugar muito distante... há a barreira cultural, da língua e, quando você está viajando por todo um continente convivendo diariamente com as mesmas pessoas por dois meses sem dormir, sem se alimentar direito isso é um perigo e eles não podem se dar ao luxo de trazer uma banda que cause problemas. Com toda essa oportunidade que nos foi dada posso dizer que cada segundo desta tour foi o melhor segundo de nossas vidas, um atrás do outro, a oportunidade de tocar em grandes arenas e de ter como audiência caras que sempre foram nossos heróis e que estavam lá, tomando uma caipirinha conosco, conversando sobre como se manter saudável enquanto almoçávamos, ou ter uma séria conversa com o baterista do Helloween onde ele se mostrava preocupado por eu "bater" forte demais nos pratos...coisas do dia a dia que você só tem nessa loucura que é fazer uma tour internacional com bandas de tanta experiência e importância.

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Há alguma(s) banda/artista que vocês gostariam de um dia trabalhar / tocar / ter algum projeto?

Dani Nolden: Não temos algo em mente no momento, existem muitos artistas, muitas bandas que admiramos, que gostaríamos de acompanhar em turnê, vários músicos que gostaríamos de talvez convidar para fazer uma participação conosco, não para usarmos seus nomes, apenas porque achamos que nosso som ficaria legal com eles... gostamos mesmo da troca de ideias, de trazer para a nossa música ideias diferentes e talvez levar um pouco do nosso mundo para outros artistas também. Mas não temos alguém específico em mente agora. Deixamos acontecer apenas. Se fizermos mais alguma música que acharmos que uma voz específica ou algum guitarrista vá soar legal e interessante conosco, com certeza o convidaremos.

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Complementando a pergunta acima: Poderiam citar algumas influências da banda?

Dani Nolden: Isso é ainda mais difícil de responder (risos). Não temos uma influência específica. Temos influência de tudo e de nada ao mesmo tempo. De tudo, porque tudo que gostamos de certa forma acaba nos inspirando e o que gostamos é algo muito variado, vai desde o pop dos anos 80 ao metal mais extremo. Nós gostamos de ouvir música, mas tudo que escutamos, acabamos transformando em metal porque apesar de gostar de ouvir várias coisas diferentes, não tem graça tocar se as guitarras não estiverem pesadas, se o som não tiver energia... e mesmo dentro do metal, cada um de nós ouve coisas completamente diferentes um do outro. Todos gostamos de quase tudo, mas aquelas bandas favoritas, não adianta... não batem. Um gosta de Venom, o outro de Pantera, eu de Skid Row e outro de Dream Theater (risos). Tudo isso acaba dando personalidade ao nosso som porque abraçamos essas diferenças musicais.

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Fabio Buitvidas: Eu não consigo ver uma influência da banda porque todos temos gostos diferentes... eu e o Raphael temos algo em comum que é gostar de muita coisa fora do Heavy Metal...no meio Metal, nós somos divergentes... como com todos na banda... minhas influencias são Queensryche, Venom e Slayer, mas não é por isso que você vai ver algo explícito destas bandas em nosso som justamente porque eu toco como Venom, por exemplo, em cima de algo totalmente desconhecido para mim, como Pantera, a banda favorita do Raphael e, isso faz com que o nosso som soe diferente de pantera e de Venom.

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A música brasileira em qualquer gênero é muito rica e bela. No caso do rock, não é diferente. Sempre tivemos grandes bandas e inclusive com reconhecimento internacional. Ainda assim, o rock e mais ainda o metal não é tão valorizado (quando é) pelas grandes mídias. Minha pergunta é: Qual foi a maior dificuldade encontrada para a banda poder ter tido seu devido reconhecimento nacional e internacional? Todos sabemos que os instrumentos musicais são muito caros por aqui, as casas de shows nem sempre tem a devida estrutura necessária...

Dani Nolden: A minha visão sobre o rock e metal brasileiro vai gerar uma bela polêmica... a maior dificuldade que a Shadowside encontrou, até hoje, não foi com falta de apoio, não foi com falta de fãs, foi com as próprias bandas. A tal "união" do metal nacional não existe. Não há nada de errado com você se preocupar apenas com o seu próprio trabalho, sem ter como objetivo ajudar os outros... é legal que se dê apoio aos outros, mas não é obrigação de ninguém. O problema é quando a galera começa a querer atrapalhar. Aqui no Brasil, basta uma banda conquistar um pouco mais de espaço e de condições de trabalho para ser atacada por outras bandas. Aqui as bandas não costumam exigir condições, nem estrutura e quando aparece uma banda que exige e recebe as tais condições, eles reclamam. E falamos de condições simples, equipamento de qualidade, produção de palco, coisas que o público merece porque está pagando pelo ingresso. E aí quando uma banda se recusa a tocar porque o equipamento não está de acordo, as outras bandas a chamam de fresca. E então o contratante do show que não colocou o equipamento correto vê esse tipo de atitude e, é claro, não aprende, porque a minoria exigiu condições. Se a maioria não exige, é porque realmente dá pra fazer... e não dá. Dá pra tocar, dá pra fazer um barulho, mas não é um espetáculo. Não é algo que vale R$40,00 e sem dúvida não é o que estamos fazendo no exterior. Não dá pra fazermos algo de qualidade no exterior e ter que vir pro Brasil, que é a nossa casa, pra apresentar algo mais ou menos. Não adianta investir no instrumento, como você falou, pra tocar sem um bom equipamento de palco. Só que estamos praticamente sozinhos nisso. São pouquíssimas bandas com mais ou menos 10 anos de estrada que pensam como a gente. Isso faz com que o meio seja muito amador, que continue sem estrutura, que tenha uma grande maioria de shows feito de qualquer jeito e isso não vai abrir espaço na mídia. O metal estrangeiro sempre vai ter espaço na mídia porque quando vem pra cá, vem com um espetáculo impressionante. Eles não trazem só música. O rock nacional, em português, idem. Já o metal brasileiro parece não ter direito de se estruturar... a menos quando toca lá fora. Essa é a complicação do Brasil, na minha opinião. No lugar de buscar melhores condições, as bandas preferem ficar onde estão e atacar quem está lutando por essas melhores condições. Não percebem que estão desvalorizando o próprio trabalho, o heavy metal brasileiro e os fãs, que merecem algo muito melhor do que é oferecido por aqui. Talento existe aqui no Brasil, está sobrando. Temos músicos e bandas incríveis... só falta parar com a rivalidade sem sentido.

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Muitas bandas usam o quesito "tempo de carreira" para determinar que banda merece mais e que banda é mais relevante. Tempo de carreira é algo honrável, que demonstra sua paixão pela música, sua determinação em seguir sua carreira, mas sinceramente, não é algo que possa ser usado para determinar o que sua banda merece. Tempo de carreira merece respeito, mas não dá mais direitos. São os fãs quem determinam o que sua banda merece. O fato de você ter 30 anos de carreira não te torna melhor que aquela banda que tem 10, nem mesmo melhor que aquela banda de "moleques" que está começando agora. Se você tem 30 anos de carreira e não consegue levar mais que 30 pessoas a um show na sua cidade natal, você não pode exigir mais que uma banda que lota uma casa pra mais de 500 pessoas, tenha ela 1, 10 ou 15 anos de estrada. Eu acho que uma banda nova que conquistou espaço e condições merece tanto respeito quanto bandas antigas, afinal boa música e shows matadores não tem idade.

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Fabio Buitvidas: Essa questão de ser reconhecido pela mídia mainstream é algo controverso.. Todos reclamam que a mídia não dá espaço para o Metal mas, quando dá e, se dá, todos reclamam... falam que a banda é isso ou aquilo. Você vê o Andreas do Sepultura... o cara é nada menos que o guitarrista do Sepultura, tocou com o Anthrax, teve oportunidade no Metallica, é reconhecido no mundo todo e, quando ele quer tocar com pessoas de fora do meio, é xingado por tudo e por todos. No Heavy Metal há também muita, mas muita, banda ruim e, fora, há muita coisa boa. Lembre-se que isso é subjetivo... o que você acha bom eu posso achar ruim e o fato de você achar bom não faz disto algo realmente bom porque outro pode achar ruim! As pessoas xingam axé, samba, pagode e todas estas músicas ditas populares do Brasil... eu não gosto, não me atrai e me irrita ouvir esse tipo de música mas não posso falar que é uma porcaria só porque EU não gosto... muito se reclama das pessoas que falam mal do Heavy Metal mas não podemos falar nada já que falamos mal deles também! Eu já vi muito monstro sagrado da MPB reverenciar o Sepultura ou então me tratar com extremo respeito em função do trabalho que minha banda faz.

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A dificuldade em conseguir algum reconhecimento é dentro do próprio meio porque há uma característica cultural aqui, de que tudo o que vem de fora é melhor que o daqui. Há coisas boas aqui, coisas boas lá fora e coisas ruins em qualquer lugar e isso em relação à música, pessoas, e qualquer bem de consumo. Enquanto houver essa mentalidade não haverá uma cena forte no Brasil como há na Suécia, na Finlândia, na Alemanha... como você pode desenvolver um trabalho se ninguém quer te ouvir? Claro que, se você tiver um trabalho fraco não tem que ter essa de reserva de mercado mas, se você tem potencial não vai conseguir se desenvolver porque vai morrer de fome antes que consiga gravar seu segundo álbum. Nós fomos nos desenvolvendo até chegar no Inner Monster Out, ouça o primeiro EP, quando eu ainda nem fazia parte da banda, e ouça o último CD... há uma constante evolução que somente foi possível porque nos mantivemos fortes e buscando crescer. E isso foi possível porque houve um interesse internacional na banda, tivemos grande aceitação nos Estados Unidos o que acabou por nos deixar um bom tempo fora do Brasil. Isso aconteceu fruto de nosso trabalho, divulgando, correndo atrás e não nos deixando abater pelas inúmeras dificuldades que aparecem pelo caminho. Mas isso foi um processo e só restou na banda, da formação do primeiro álbum, a Dani Nolden e eu justamente porque nem todos conseguem atravessar esse oceano de dificuldades e acabam desistindo porque, sim, é MUITO difícil. Não basta ter um bom trabalho se você não souber como mostrá-lo. Nós ainda temos um longo caminho pela frente mas estamos trabalhando para estar sempre tocando, lançando novos trabalhos e vivendo a vida que escolhemos.

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Sobre a estrutura das casas de shows... isso é algo muito simples. Um grupo de pagode coloca 5.000 pessoas numa casa, um grupo de Heavy Metal autoral que não seja do "primeiro" time, como Sepultura, Angra, coloca 500 pessoas. Uma banda cover, digamos, de Iron Maiden, coloca 2.000. Porque alguém vai investir em uma casa para ter 500 pagantes num show de Heavy Metal? A conta não fecha e isso é culpa nossa porque nós não fomentamos a cena. Preferimos assistir uma obscura banda vinda do Taiti a ver uma ótima banda de Porto Alegre que venha tocar em São Paulo por exemplo. Claro, há os heróis da resistência, aqueles que são fãs, que vão aos shows, que sabem dar valor... mas precisamos mais. Um show do Iron Maiden dá 70.000 pagantes! Há público para as bandas nacionais mas boa parte destes 70.000 só vão olhar para esta banda quando alguém no exterior fizer um elogio. Se houver público e se formos exigentes as casas vão ter que oferecer boa estrutura para todos, banda e público. Banheiros limpos, ar condicionado, sistema de áudio e iluminação decentes... tudo aquilo que encontramos na Holanda, na Suécia, nos EUA... mas o buraco é mais embaixo, começa lá de trás... péssimos políticos, falta de educação adequada, falta de saúde, o tal "jetinho"... tudo isso contribui para ser como é e, para mudar, tem que começar na base... educação, saúde, decência, cultura. O Heavy Metal nada mais é que um espelho de como uma minoria sofre nesse país... não pense que com o Jazz, por exemplo, seja diferente. O valor dos instrumentos só reflete o pouco caso que o país tem para com a cultura, a educação e mostra o que realmente nossos políticos buscam, enriquecimento e poder a todo custo.

Mas tem algo muito interessante... já vi locais onde o dono do bar, da casa de shows, tentou dar uma boa condição para os frequentadores e bandas e sabe o que aconteceu? Os próprios frequentadores repudiaram o que estava sendo feito para o conforto deles dizendo que aquilo não era "true" que Heavy Metal tem que ser tosco, com cerveja de má qualidade, com banheiros sujos... num exemplo da ignorância mais triste e básica destas pessoas que tiveram a oportunidade evoluir mas não quiseram. E olha que isso nada tinha a ver com o valor cobrado pela cerveja ou pela entrada.

Além do Shadowside, os integrantes da banda estão envolvidos em outros projetos? Sei que a Dani participa do Sphaera Rock Orchestra. Poderiam comentar a respeito?

Dani Nolden: Eu acho que isso nos permite explorar outras possibilidades, coisas que não funcionariam no Shadowside. Eu acabo me sentindo inspirada assim. Com o Sphaera Rock Orchestra, entro em um universo completamente diferente do Shadowside, não apenas porque estou cantando clássicos de outras bandas na forma de uma orquestra de câmara, mas também porque Sphaera Rock Orchestra será uma banda autoral também e tanto cantar quanto compor dentro da proposta do Sphaera será um desafio enorme, que me mantém desafiada e ao mesmo tempo, me inspira para compor com o Shadowside. Se eu não trabalhasse com outras coisas, acredito que a música do Shadowside aos poucos passaria a soar como uma cópia dela mesma. Quando trabalhamos com outras pessoas e mudamos de ares, não cansamos do que estamos fazendo, não temos necessidade de desviar da proposta do Shadowside. Desde que se organize as agendas com antecedência, trabalhar em duas bandas traz apenas coisas boas tanto para nós músicos quanto para os fãs.

Fabio Buitividas: Toquei nos primeiros dois álbuns da banda Pastore e este ano o vocalista, Mario Pastore, preferiu reformular a banda e seguir com novos integrantes. Assim eu e os remanescentes da banda estamos trabalhando em novo material, o que seria o terceiro álbum do Pastore na realidade, e em breve teremos este lançamento. Além disso tenho uma banda de rock chamada He Dog Sound que é a mesma banda que existiu cerca de 23 anos atrás e retomamos e também um novo projeto ainda sem nome com grandes músicos de Thrash Metal onde fazemos o mais puro Thrash Bay Area. Infelizmente meu tempo é escasso e as coisas andam devagar mas fiquem atentos que vem coisa boa por aí.

Para fechar, uma pergunta descontraída e para o guitarrista Raphael Mattos: Gostaria que você comentasse um pouco sobre a sua guitarra. Em particular, tenho interesse em saber o motivo dela ter as estampas marrons (semelhante a uma vaca) e qual set de pedais que você utiliza.

Bom, o motivo dela ser malhada foi uma época meio glam da minha vida. Um camarada, que tocava comigo, me apelidou de zebra por eu usar um visual mais carregado. Eu gostei do apelido e eu tinha acabado de mandar fazer aquela guitarra com um luthier aqui de Santos, resolvi comprar papel contact para transforma-la numa guitarra de zebra, mas como dava trabalho eu resolvi fazer de vaca que era muito mais simples. Quanto ao set de pedais é simples, uso podXtlive e o whammy da digitech.

Acompanho o trabalho da Shadowside desde o começo e desejo uma carreira longa e repleta de prestígio. Para encerrar, deixo o espaço livre para qualquer coisa que desejam falar ou acrescentar. Muito obrigado pela atenção e forte abraço para cada um, paz e rock 'n' roll _\m/

Muito obrigada ao Whiplash.net e a todos os fãs que sempre nos deixam palavras de apoio nas redes sociais, espero que todos tenham curtido o Inner Monster Out e continuem incomodando seus vizinhos com o CD no volume máximo (risos). Estamos fazendo vários shows pelo Brasil, então fiquem ligados na agenda do nosso site, pois estaremos em breve perto de vocês. Nos vemos na estrada!

Line-up:

Dani Nolden - vocal;
Raphael Mattos - guitarra;
Fabio Buitvidas - bateria;
Fabio Carito - baixo;

Perguntas elaboradas por Pedro Clark.
Agradecimentos:
Shadowside e Costábile Salzano Jr


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Sobre Pedro Clark

Pedro Clark, nascido em 1986 na cidade de Santos-SP. Formado em Análise de Sistemas. Amante do rock, apaixonado pelos gêneros grunge, hard rock, thrash, death, heavy, goth, doom e o que mais terminar com "metal". Comecei a colaborar com o site em 2013.

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