Steve Harris: British Lion é mais rock mainstream que Metal

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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Mais de uma década no forno, o disco de 10 faixas traz STEVE HARRIS colaborando com uma nova banda – o vocalista Richard Taylor, os guitarristas Graham Leslie e David Hawkins e o baterista Simon Dawson – e é descrito pelo baixista como ‘hard rock setentista Britânico influenciado pelos anos 70’.

Falando com exclusividade para a revista inglesa Classic Rock de Montreal, durante uma turnê norte-americana de 34 datas, Harris promete que o British Lion terá algumas surpresas para os fãs do Maiden, dizendo: “Eu não sei o que as pessoas estão esperando, mas provavelmente não é isso.”

Entrevista a PAUL BRANNIGAN

Classic Rock Magazine: As pessoas podem ficar surpresas em saber que há um disco solo de Steve Harris a caminho…

SH: Sim, e eu acho que isso é bom: é uma chance que eu tive de manter um pouco de mística. O álbum tem sido feito ao longo de uma quantidade ridiculamente longa de tempo, mas conseguimos mantê-lo em segredo e isso tem sido até meio divertido.

CRM: E como o ímpeto para formar o British Lion surgiu?

SH: Começou com Graham Leslie vindo até a mim com uma fita cassete de músicas – o que mostra quanto tempo atrás foi isso – e eu achei que eram muito boas, então eu disse que tentaria ajudar essa banda com algo. Eu acabei de empresário deles e os produzindo e escrevendo com eles, apesar deu manter o fato em segredo, a ponto de até algumas pessoas na banda não saberem. De qualquer modo, quando a banda implodiu, eu pensei, ‘Bem, eu tenho que fazer algo com isso’, porque eu achava que as músicas eram muito fortes.

CRM: Em 1992, você disse à RAW MAGAZINE que você estava capitaneando uma banda jovem chamada British Lion: era a mesma banda?

SH: Sim, foi como a coisa se originou. Ao longo dos anos, eu mantive contato com Richie e Graham, e daí Richie estava trabalhando com outro guitarrista chamado David Hawkins, que é um cara muito talentoso, e daí começamos a compor juntos. Então no disco há seis faixas escritas com Richie e David, há uma só comigo e Richie, e nas outras estamos eu, Richie, Graham e uns outros caras que estavam por perto naquela época.

CRM: Então por que esse é o momento para um álbum solo de Steve Harris?

SH: Porque está pronto, está finalmente, enfim pronto. Os caras têm esperado muito pacientemente por anos por mim, e tem sido muito frustrante por certas vezes, mas o que eu posso fazer, se estou ocupado com o Maiden: As pessoas já me disseram, ‘Você vai ficar com isso ao invés do Maiden?’, e eu respondo, ‘Claro que não! O Maiden sempre vai ser a prioridade, sempre foi e sempre será, mas é muito interessante e empolgante tentar coisas novas.

CRM: Ninguém lendo isso terá ouvido ao British Lion ainda: como você descreveria o som da banda?

SH: Bem, o que eu penso e o que as outras pessoas acharão podem ser duas coisas diferentes, mas eu diria que é mais rock ‘mainstream’ do que Metal, soa bem Britânico, muito influenciado pelos anos 70 e bem comercial… mas pelo lado bom de comercial. Tem todo tipo de coisa rolando com referências ao The Who e ao UFO e algumas bandas clássicas do rock bretão, mas não vai ser um disco de rock progressivo como alguns podem estar esperando.

CRM: Há uma atmosfera bem nostálgica no álbum em certos momentos: O British Lion é uma homenagem à música com a qual você cresceu?

SH: Você poderia dizer que sim, suponho eu, mas aí você poderia dizer a mesma coisa sobre o Maiden. Mas sim, quanto mais velho você fica, mais nostálgico você é: você se torna mais consciente de sua própria mortalidade e começa a pensar em coisas estranhas e maravilhosas… especialmente quando você toma umas canecas de Guiness!

CRM: Talvez, inevitavelmente, haja elementos do som clássico do Maiden no álbum. O que deteve uma música como ‘Us Against The World’ de acabar num disco do Maiden?

SH: Porque ela fora escrita com outras pessoas. Não há maneira de eu levar qualquer coisa pro Maiden que tenha sido composta com gente de fora porque não há sentido nisso: há muitos grandes compositores no Maiden e não precisamos ou queremos de nenhuma ajuda.

CRM: Algumas pessoas ficarão confusas sobre o porquê de você precisar fazer um disco solo, já que o Maiden sempre foi a sua banda: pode-se dizer com certeza que dentro do Maiden você pode fazer o que quiser?

SH: Bem, não, no Maiden não é bem assim. Sim, no começo, a maioria das músicas eram minhas, mas passamos por eras diferentes com pessoas diferentes compondo, tem havido mais e mais colaborações. E eu acho que tem sido importante pro Maiden fazer isso ao invés deu ditar tudo. Mas eu tenho uma sacola cheia de idéias, tantas que eu não conseguiria gravá-las todas ao longo de minha vida, e tentei algumas outras coisas diferentes nisso, porque eu tinha tempo para experimentar.

CRM: Você sairá em turnê com o British Lion?

SH: Sim, digo, quais são minhas alternativas, tocar baixo acústico sozinho? Vamos sair em turnê com certeza. Mas não há shows agendados ainda, porque ainda não sabemos o que temos. Eu sei que tocaremos em casas noturnas, o que é ótimo porque eu não toco nelas faz anos, mas nós tocamos pra 200, 400 ou 600 pessoas? Eu ficaria plenamente feliz com 200 pessoas por noite, isso seria brilhante, mas eu simplesmente não sei.

CRM: Quais suas expectativas pro álbum?

SH: Honestamente, eu não sei que reação ele vai causar. E isso me anima muito. Mesmo com o Maiden, eu não crio expectativas e esse é um lance muito diferente: isso é sair da zona de conforto do Maiden e descobrir o que está rolando no mundo real.

CRM: O British Lion vai liberar outras pessoas no Maiden para fazer mais coisas solo?

SH: Eu acho que Bruce irá fazer outro disco: estávamos falando de meu álbum dia desses e eu acho que ele se ligou que faz mais de 10 anos que ele gravou um. Então provavelmente está na hora dele fazer outro. Talvez isso prove para todos que você pode estar no Maiden e fazer outras coisas também. E com certeza haverá outro disco do British Lion. Eu quero fazer mais coisas com o Maiden, obviamente, mas se alguns dos caras decidirem que eles não querem fazer muita coisa no futuro, então eu também tenho isso: é minha válvula de segurança, porque o que mais eu vou fazer: Eu quero botar pra fuder tanto quando for possível antes deu morrer.

O álbum do British Lion será lançado pela EMI no dia 24 de Setembro.

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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