Renato Tribuzy: A volta absolutamente triunfal do vocalista em 2005

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Por Rafael Carnovale e Thiago Sarkis
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Na época em que o vocalista Renato Tribuzy saiu do Thoten pouco se sabia sobre o seu retorno ao metal. Quando, como, onde ocorreria? As informações disponíveis davam conta de um projeto chamado "Execution", mas também nada de tão concreto, ou melhor, nenhuma notícia que representasse a grandeza do que estava sendo preparado.

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A volta absolutamente triunfal ocorre agora em 2005 num álbum contando com as participações de Bruce Dickinson (Iron Maiden), Kiko Loureiro (Angra), Roland Grapow (Masterplan), Michael Kiske (Place Vendome - ex-Helloween), Chris Dale (Sack Trick), Roy Z (Tribe Of Gypsies), Mat Sinner e Ralf Scheepers (Primal Fear), e Dennis Ward (Pink Cream 69).

A constelação ganha mais uma estrela importante em escala mundial, o próprio autor e idealizador do trabalho, Renato Tribuzy. Além de reunir estes monstros sagrados, fê-los brilhar com belíssimas composições.

O Whiplash! traz aos seus leitores tudo sobre este lançamento bombástico através das palavras de Tribuzy, que também comentou música brasileira, suas influências, Angra, e a turnê de Pain Of Salvation e Evergrey no Brasil.

Whiplash! - Antes de tudo um esclarecimento... a banda se chama Tribuzy ou é apenas um CD solo?

Renato Tribuzy - Na verdade o nome Execution jamais foi cogitado como nome de banda. Ele era o nome do álbum mesmo, desde o princípio, mas como eu não sabia qual seria o nome da banda ainda, soltava as novidades falando só que o Execution isso, o Execution aquilo, e daí criou toda essa confusão (risos).

Whiplash! - Gostaria de parabenizá-lo então por esse belíssimo "Execution". Devo dizer que certamente o início dele foi fundamental para como o conceituei no final. A faixa-título e também de abertura é pesada e já chega com guitarra, bateria, e baixo estourando pra tudo quanto é lado. Como você pensa esse começo do CD? Havia mesmo um objetivo de atingir o ouvinte e dar o recado de cara com uma música direta e pesada?

Tribuzy - Obrigado, fico feliz que tenha gostado. Na verdade isso era uma coisa que eu tinha em mente desde o começo. Nada de introduções e coisas assim. Todo mundo faz isso, e eu queria voltar com aquela sensação que você tem ao colocar o "Powerslave" do Iron Maiden no aparelho de CD e 'BOOM', "Aces High" estourando as caixas. Eu sempre adorei isso, acho que introduções são mais para shows em si.

Whiplash! - Os primeiros press-releases de "Execution" informavam que o CD seria um 'mix' de vários estilos, incluindo heavy, death, new-metal e música brasileira. E agora temos em mãos um disco predominantemente heavy metal. O que mudou desde a concepção inicial?

Tribuzy - Na verdade nada (risos). Eu encontro tudo isso dentro do CD, só que quando essas novidades saíram as pessoas levaram muito ao extremo, achando que teriam coisas eletrônicas e tudo mais no álbum. Acho muitos riffs de death em músicas como a própria "Execution". A "Lake Of Sins" tem uma levada que me lembra um pouco new metal, e a "Absolution" abre com ritmo brasileiro; então está tudo aí, só que bem dosado e sem exageros.

Whiplash! - A primeira vez em que conversamos sobre "Execution" foi no show do Shaaman e convidados. Nesta época você já possuía algo preparado? Como foi o processo de composição e de gravação?

Tribuzy - Sim me lembro desse papo (risos). Na época eu já tinha o álbum todo criado, só faltava terminar as letras. Eu queria que a música do Bruce Dickinson, por exemplo, tivesse uma letra que parecesse ser escrita por ele, mas que, ao mesmo tempo, fosse uma surpresa para os ouvintes. Na "Beast In The Light" tem um momento que escrevi para Bruce que é "I was the beast", me referindo a todo o momento que ele passou ao entrar no Iron Maiden e de cara já gravar o "The Number Of The Beast". Imagina, mal você entra numa banda, o mundo te chama de satanista e te odeia (risos). Então esse tipo de coisa eu procurei colocar nas letras, algo particular para o convidado, mas que ao mesmo tempo fosse uma surpresa para o cara que escuta. Já respondi umas quatro entrevistas na Europa onde os caras citam esse momento do Bruce falando aquela frase, o que me deixa muito feliz, pois significa que consegui alcançar o ponto que desejava quanto às letras.

Whiplash! - O instrumental de "Beast In The Light", contando com Roy Z na guitarra, traz um "feeling" muito bacana que em diversos momentos lembra as glórias máximas do Iron Maiden. Nessa preparação do instrumental, você já pensava nos vocais do Bruce Dickinson, assim como fez na letra da música?

Tribuzy - Sim, essa foi a única música do álbum que escrevi sabendo para quem era. Eu não imaginava ninguém mais cantando essa música que não fosse o Bruce.


Whiplash! - Você nunca temeu as pressões que poderiam surgir por estar gravando um CD tão complexo e de logística tão elaborada como este? Com o álbum já lançado, você não acha que as participações especiais podem ofuscar um futuro segundo CD sem convidados?

Tribuzy - Isso é engraçado, pois eu realmente não temi nenhuma pressão durante o processo de preparação do álbum em si, mas na verdade eu ainda não havia vivido algo tão grande quanto o "Execution". Eu não tinha idéia da dimensão da coisa. Hoje em dia sim me sinto muito mais pressionado. Quanto ao segundo álbum, não penso desta forma, pois o "Execution" é um disco com convidados extraordinários, mas o mais legal é que sempre que alguém vem me falar da música preferida, escolhe a "Web Of Life", "Forgotten Time" ou "Aggressive", todas músicas onde eu canto sozinho. Isso mostra que as participações atraíram as atenções das pessoas, mas quando elas compram o CD, ele ganha por si só, pelas músicas em si. Eu me preocupo mais em conseguir escrever um álbum tão legal quanto este que qualquer outra coisa. Isso sim me pressiona mais (risos).

Whiplash! - Por sinal, você planeja manter a idéia de ter vários convidados em seus CDs? Alguma música ficou de fora por você não conseguir o contato com o vocal ou instrumentista que havia planejado para a mesma?

Tribuzy - Não, de forma alguma. Eu coloquei todas as músicas que escrevi no CD. Não pretendo fazer um segundo álbum com convidados, mas claro que se algum dos músicos que tocou comigo estiver a fim de participar do próximo álbum eu vou achar ótimo.

Whiplash! - Durante todo o álbum há o desenvolvimento de determinados elementos que, pelo menos ao meu ver, contornam música e cultura brasileiras. Temos alguns artistas trabalhando nesse sentido no metal nacional, e acho que devemos nos orgulhar bastante disso. Como você vê essa ligação do folclórico brasileiro com a música pesada? No seu caso, de que maneira essas idéias surgem e são introduzidas nas composições?

Tribuzy - Eu achava que um álbum como o "Execution" ficaria muito mais interessante se tivesse algo como a "Absolution", pois era um disco que traria os maiores ícones do metal europeu no mesmo CD e seria bem diferente ver um deles cantando um ritmo que não fosse metal. Daí surgiu a idéia do inicio da "Absolution". Fiquei muito animado em escutar o Kiske (N. do E.: Michael Kiske, atual Place Vendome, ex-Helloween) cantar em cima de um ritmo tipicamente brasileiro como o baião.

Whiplash! - Ainda sobre "Absolution"... inicialmente há alguns elementos do baião mesmo e que se sobressaem, mas a música parece interrompê-las abruptamente para entrar com "riffs" e passagens cortantes. Isso foi algo proposital?

Tribuzy - Sim, no momento do início da música, o personagem do Michael Kiske está sofrendo com tudo que estamos fazendo com o planeta. Ele ainda se encontra no paraíso se preparando para vir a terra me doutrinar, então tem todo o clima light, mas obscuro ao mesmo tempo, pois é um momento de dúvida para ele; é um peso em suas costas tentar acertar o caminho de algumas almas a mando do próprio Deus. Até mesmo um anjo sentiria pressão nesse momento, então assim que ele acaba de se preparar, sai do paraíso e entra no plano terrestre, é quando tudo fica pesado, brutal e agressivo e onde o meu personagem começa a questioná-lo sobre sua fé. A música acompanha toda a letra.

Whiplash! - Em diversos instantes, o Angra vem como uma grande referência no álbum. Faço uma comparação positiva até pelo uso competente dos elementos que já mencionei. Acredito também que existam, em outros aspectos, enormes diferenças. De qualquer forma, você diria que o Angra é uma banda que te inspirou, apesar de você não seguir exatamente o metal melódico? Quais outros conjuntos podem ser mencionados como influências para "Execution"?

Tribuzy - Acho o Angra uma banda fantástica e que reúne alguns dos melhores músicos do estilo no Brasil, mas honestamente o baião da "Absolution" não foi baseado no Angra. A harmonia daquele momento é super dark, obscura, e as pessoas têm que lembrar que o baião é um ritmo tipicamente brasileiro, não um ritmo criado pelo Angra (risos). Mas com certeza quando cito bandas que me influenciaram coloco eles na lista, pois são fantásticos. Para escrever o "Execution" me voltei aos álbuns que escutava quando mais novo, aos álbuns que me fizeram querer ser um músico, querer aprender a cantar e coisas assim, então posso citar Iron Maiden, Metallica, Queensryche, Judas Priest e por aí vai.

Whiplash! - Como você disse, há um lado bem dark e pesado, que observamos no instrumental, mas também em letras de músicas como "Nature Of Evil" e "Aggressive". O que te inspirou na composição destes temas em específico?

Tribuzy - Na verdade eu não procurei um núcleo para compor. Por exemplo, não pretendia que o "Execution" tivesse algum tema ou história que ligasse o álbum todo, eu simplesmente escrevia aquilo que o instrumental que já estava pronto me pedia, e não tinha como pegar a harmonia de uma música como a "Aggressive" e não transformá-la em 'aggressive' (risos). As coisas que escrevi são realmente fortes em alguns casos e em alguns países elas falam bem fundo, pois têm haver com a realidade que eles estão vivendo no momento, mas isso não foi proposital. Simplesmente eu não tinha como não falar de toda essa maluquice que estamos vivendo hoje em dia, essa matança em escala global, que para mim, infelizmente, é só o começo. Um "intelecto" como aquele (N. do E.: George W. Bush) jamais poderia ter sido presidente de uma nação tão poderosa quanto os USA, e depois que ele foi reeleito realmente me preocupei com o mundo. A política de guerra que ele criou transformou o planeta num lugar perigoso. E ele não pára, agora já esta querendo trazer a guerra para o nosso lado mexendo com Cuba, transformando o planeta inteiro num enorme campo de guerra, criando a política da Execução ou como eu falo no álbum, "Execution times".

Whiplash! - Algumas letras são bem interessantes e introspectivas como "Web Of Life". Em que você se baseou para criar o conceito de "Execution", considerando este caráter pessoal do projeto?

Tribuzy - Na honestidade. A "Web Of Life" fala de pessoas que não acreditaram em mim, que me subestimaram o máximo possível enquanto estive por baixo, mas o álbum em si traz uma conotação bem política, quase todo ele fala do que penso, do rumo que o mundo está tomando.

Whiplash! - Aproveitando a deixa, não poderia me esquecer da turnê que vem por aí com duas bandas que exploram estes aspectos no limite máximo, Pain Of Salvation e Evergrey. Qual a sua opinião sobre estes conjuntos e o que esperar desses shows?

Tribuzy - O Pain Of Salvation eu conheci através de um amigo meu, o Eduardo, guitarrista do Nordheim, que simplesmente idolatra os caras e realmente me fez escutar (risos). É uma banda excelente, com características fantásticas tanto no instrumental quanto nas letras. Já o Evergrey eu infelizmente não conheço bem. Só escutei uma música até hoje e me pareceu muito bom. Acho que serão ótimos shows e sem sombra de dúvidas surpreendentes.

Whiplash! - Voltando a "Execution", sua voz reluz no álbum com muita potência em notas realmente difíceis, tanto no agudo quanto no grave, e ao mesmo tempo bastante interpretação. Durante um momento de nossa história, vivemos um exacerbo com vocalistas de alcance e técnica incríveis, mas que simplesmente deixavam para trás outros fatores. Qual a sua opinião sobre este papel mais emotivo e diferenciado da voz na música, indo além da técnica pura e seca?

Tribuzy - Obrigado, isso realmente foi algo que me foquei bastante desde o primeiro momento que comecei a escrever as melodias de voz do "Execution". Por se tratar de um álbum sério, com letras sérias, ele tinha que ser interpretado com vontade e acima de tudo com alma. Acho que uma música sem interpretação é somente uma leitura em voz alta. Você precisa mostrar para as pessoas que estão escutando a letra que você está realmente sofrendo com aquilo, como em "Lake Of Sins", ou que você está com ódio como em "Execution" e "Aggressive", ou mesmo que você está simplesmente se divertindo como em "Beast In The Light". Você precisa ser sincero com aquilo que canta, mas isso também vem do fato de eu ter crescido escutando esse tipo de artista: Bruce Dickinson, Glenn Hughes, Michael Kiske, Geoff Tate, e outros. Todos eles são tecnicamente perfeitos, mas o coração sempre está lá, você sempre entende o que eles querem passar.

Whiplash! - Como você cuida da sua voz? Faz algum trabalho especial?

Tribuzy - Faço alguns exercícios, mas o que realmente funciona para mim é ensaio. Se estou sempre cantando, minha voz está sempre bem.

Whiplash! - Em "Execution", sua voz transita do agudo com vozes dobradas até o mais agressivo no dueto com Bruce Dickinson em "Beast Of Light". Você parece ter se desafiado ao extremo neste CD. Como fará para reproduzir os vocais ao vivo, principalmente as vozes dobradas e os duetos?

Tribuzy - Eu não me desafiei no CD, apenas cantei o que achei que a música pedia, e em alguns casos elas pediam para me dar trabalho (risos). Mas ao vivo não me preocupo com a reprodução fiel dos backings ou dobras, pois o grande barato de um CD 100% metal como o "Execution" é ser assim ao vivo também. Se eu me preocupar com cada mínimo detalhe perderei essa característica rústica que o álbum tem. De qualquer maneira, o pessoal da banda já está fazendo alguns dos backings e está bem legal. Quanto às dobras como em "Execution", por exemplo, que canto as estrofes com voz aguda e voz grave, sempre procuro usar as agudas ao vivo, pois elas têm mais energia.

Whiplash! - Entre as melhores partes de "Execution" eu citaria com facilidade os solos de Kiko Loureiro. Técnica e musicalidade ele tem de sobra, mas não sei porque cargas d'água sua música parece ter aberto um outro campo de trabalho a ele, no qual eu nunca o havia imaginado. Os timbres são acertados, e é possível notar referências muito diferentes daquelas que ouvimos do Kiko no Angra. Há algo dos melhores momentos de Kirk Hammett no Metallica, também da dupla Smith / Murray em fases mais remotas, e até das guitarras do Deep Purple, tanto Morse, quanto Blackmore. Como foi esse trabalho de Renato Tribuzy e Kiko Loureiro? Ele participou do processo de composição, improvisou, deu idéias, criou além do que estava escrito? Qual a avaliação que você faria desse trabalho?

Tribuzy - Ele é um ótimo músico e um dos melhores guitarristas do mundo para mim. Alguns solos e duetos eu já tinha em mente e cantava ou tocava na guitarra para ele entender o caminho, mas outros eu falava, "cara essa base pede um solo Kirk Hammett, pois eu havia imaginado um solo na linha X ou Y", daí ele entendia e fazia o Kirk Loureiro ou Kiko Hammett (risos). Trabalhamos assim em vários momentos do álbum, mas alguns solos ele criou sem direcionamento como "Aggressive" e "The Attempt". Acho que aí ele já havia sido infectado pelo o que eu procurava e fez exatamente o que eu teria pedido a ele para fazer. É uma pena que ele já tenha banda e que seja logo uma banda tão grande (risos).

Whiplash! - Outros pontos altos estão nos duetos com Michael Kiske em "Absolution" e Mat Sinner na "Nature Of Evil". Você se posta de maneira totalmente diferente nestas duas músicas, adaptando-se ao estilo vocal de cada um. Como foi este trabalho consigo mesmo para se adequar e fazer com que todos soassem bem, mesmo detendo estilos tão distintos?

Tribuzy - Voltamos àquela questão da interpretação. O Kiske e eu representamos personagens na "Absolution", que é a única música do álbum com essa intenção. O meu personagem é mais agressivo, demoníaco, daí vem a forma que criei para cantar nessa música. Já com o Mat Sinner, eu escutei muito a "Nature Of Evil" com ele, e não conseguia dar outra interpretação além daquela que ele já havia criado, então acabei interpretando de forma parecida com a dele. Isso tudo para mim foi maravilhoso, pois aprendi muito tendo que me preparar assim. Não é nada fácil imaginar que você vai cantar uma música com Bruce, Mat e Kiske. Você PRECISA se preparar (risos).

Whiplash! - Além de todos os nomes que já falamos, tivemos a participação de Roland Grapow (Masterplan) e Chris Dale (Sack Trick). Gostaria que você nos falasse do contato que teve com cada um deles e de como viu os resultados dessas parcerias.

Tribuzy - Eles são ótimas pessoas. Eu já falava com o Roland por ICQ e tive a oportunidade de fazer um show com ele em SP, onde ficamos mais amigos. Eu já sabia como ele trabalhava e que faria um ótimo solo. Já o Chris é um dos meus melhores amigos. Ele é uma pessoa adorável e que me ajuda muito sempre que pode. Estive na Inglaterra no início do ano e fiquei na casa dele durante uma semana. Foram alguns dos dias mais engraçados da minha vida (risos).

Whiplash! - Por falar em Chris Dale, você pensa em participar de um disco do Sack Trick no futuro? Houve essa conversa? Seria algo no mínimo curioso, pois aquela banda é completamente maluca...

Tribuzy - Na verdade eu já participei (risos). Não sei quando o álbum sairá, mas eu cantei a faixa "Blue Ice Cream" no CD ao vivo deles, o que foi muito legal, pois ficou super diferente da original e como sempre, bem Sack Trick (risos).

Whiplash! - Você está contando com os talentosos músicos do Nordheim para a turnê de "Execution". A idéia é manter esta banda fixa, inclusive em estúdio?

Tribuzy - Sim, é o que eu pretendo fazer. Na verdade quero muito gravar o segundo CD com eles, acho que ficara maravilhoso.

Whiplash! - Quais são os planos para turnê em 2005?

Tribuzy - Começaremos em Setembro no Recife, daí teremos Aracaju, Campina Grande e outras datas que ainda não tenho aqui, mas sei que já temos alguns shows agendados até Dezembro.

Whiplash! - Voltando no tempo, você deixou o Thoten no meio de uma turnê brasileira. A banda recrutou Riq Ferris (ex-Sigma 5) como vocalista e seguiu em frente. Por que você saiu da banda, e como analisaria o trabalho atual do Thoten? Conversei com membros da banda e eles desejavam muito que "Execution" fosse um grande sucesso.

Tribuzy - O Thoten estava crescendo bastante na época, precisavam de alguém 100% focado no trabalho, e infelizmente eu não poderia ser esse alguém, pois estava muito concentrado no "Execution". Fico feliz que eles tenham conseguido outro cantor disposto a isso, pois após todos os anos que passamos ralando, eles tinham que seguir em frente. Nunca escutei nada do novo trabalho deles, só conheço aquilo que eu estava escrevendo na época em que deixei a banda, e acho muito legal o rumo que o álbum estava tomando. Se continuar o mesmo caminho será muito legal.

Whiplash! - Renato, obrigado pela entrevista e ótima sorte. Este espaço é seu para deixar uma mensagem para os visitantes e leitores do WHIPLASH! Rocksite...

Tribuzy - Muito obrigado a vocês pela ótima entrevista e ao Whiplash! pelo apoio que vem dando ao álbum desde o começo. Muito obrigado também a todos que tiraram um tempo do seu dia para ler a entrevista e a todos que vêm comprando o álbum. Muita saúde para todos.

Site Oficial - http://www.tribuzy.com




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