Dream Evil: Entrevista exclusiva com o baixista Peter Stålfors

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Taí um exemplo de banda que deu certo. Mal lançou um debute aclamadíssimo por imprensa e ‘metalheads’, e já volta, nove meses depois, com Evilized, um trabalho que, como pode ser visto, foi agilizado para pegar carona na turnê com seus conterrâneos do Hammerfall e a mais nova revelação do power prog, Masterplan. Passado este giro, o Dream Evil já está de malas prontas visando voltar ao Japão, e para comentar essa nova fase, levamos um papo exclusivo com Peter Stålfors, um sujeito pra lá de atencioso. Completam o time os guitarristas Fredrik Nordstrom (também um conhecido produtor) e o grego Gus G., o baterista Snowy Shaw (ex-King Diamond/Mercyful Fate) e o vocal Niklas Isfeldt.

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Por Leandro Testa

Whiplash – Da primeira vez que escutei o Dragonslayer, enviei uma mensagem de felicitação para o Dream Evil, pois aquele permaneceu dentro do meu CD-Player por um bom tempo; e em resposta, você (Peter) foi muito gentil comigo. Tendo lançado um segundo opus e considerando que a banda está em franca ascensão, você acha que é importante encontrar um tempo para manter esta interação ativa? Você é responsável por isso na banda?

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Peter Stålfors / No momento, eu estou responsável pelas correspondências da banda. Na verdade, eu venho fazendo isso desde que começamos, mas a intenção é que haja um rodízio entre nós. Acho importante no mínimo tentar responder todas as mensagens que recebemos de nossos fãs, pois sei que eu me sentiria muito bem se tentasse fazer isso com a minha banda favorita e eles me dessem uma resposta. Mas está ficando cada vez mais difícil arranjar um tempo para isso, já que estamos sempre recebendo mais e mais mensagens.

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Whiplash – Para qualquer "lugar" que olhamos, o DE foi considerado como "Revelação do Ano 2002", com uma grande diferença sobre os outros. Obviamente, a banda deve e irá crescer mais ainda, entretanto, quando o Niklas convidou-o e o DE deu início a tudo, você esperava que as coisas aconteceriam tão rápido?

Peter / Foi em fevereiro de 2000 quando o Niklas me ligou e pediu para eu tocar numa demo com Fredrik e Gus, ou seja, mais de dois anos antes do lançamento do Dragonslayer, e, de qualquer modo, acho que isso aconteceu bem rápido... O Niklas me disse que Fredrik tinha, na época, contatos com um selo japonês que estava bastante interessado, então eu realmente achava que lançar o álbum levaria muito menos tempo do que dois anos... Mas eu continuo tendo problemas em entender quando as pessoas dizem que nos transformamos em uma grande banda... é muito estranho pra mim.

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Whiplash – Li alguns comentários no website do DE sobre o quão excelente foi a turnê que passou pela Alemanha, Dinamarca, Noruega e pelo seu país, Suécia, basicamente os que vocês devem ter visitado na oportunidade passada. O Masterplan lançou um debute magnífico e o Hammerfall gravou um álbum não tão bom quanto o Glory to the Brave, mas bom o bastante, e isso deve ter trazido alguns fãs extras desta vez. Você sente que o DE agarrou a oportunidade de deixar a sua marca num novo público e como foi a resposta daqueles que já estavam familiarizados com o Dragonslayer, considerando que o Evilized apenas tinha sido lançado dez dias antes do primeiro show?

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Peter / Ah, sim! Tivemos uma grande resposta dos novos fãs, e acho que esta tour promoveu muito bem o DE. Li um monte de mensagens de novos fãs, que nos descobriram nesta tour e acabaram comprando os dois álbuns. Alguns dos fãs mais velhos, ou seja, os que já haviam escutado o Dragonslayer, nos disseram que nós tocamos muito pouco e que eles queriam escutar mais músicas... Mas mesmo que quiséssemos fazer isso, seria algo impossível porque éramos uma das duas bandas de abertura.

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Whiplash – Apesar do Evilized parecer um tanto apressado pelo motivo da turnê, o que você achou do resultado final em geral, considerando ainda que o Snowy pôde contribuir mais desta vez, especialmente com você, por estarem juntos na ‘cozinha’?

Peter / (risos) Acredito que nos saímos muito, muito bem, e continuo o escutando bastante. Creio que ele não é tão fácil de se enjoar como o Dragonslayer foi, para mim pelo menos... É ótimo o fato de todos nós termos escrito músicas no Evilized, de modo que parece ainda mais como um álbum de toda a banda.

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Whiplash – O Evilized tem letras mais maduras e novamente uma grande distribuição de músicas, diferentes entre si. Quero dizer, temos uma abertura tipicamente ‘power’, uma canção mais pesada, e o Evilized é mais forte neste aspecto, um tema tradicional, uma faixa-título ‘mid-tempo’ matadora, um refrão extraordinário na seguinte, e de volta ao andamento cadenciado de um modo fantasmagórico, uma balada, uma bem na linha Scorpions e assim por diante... e o ouvinte se vê "obrigado" a apertar o ‘play’ repetidamente dada a sua variedade, o que evita que fiquemos cansados dele. Tirando as bônus japonesas, o DE costuma gravar somente as canções que se encaixariam no contexto geral ou vocês gravam um monte delas e escolhem as que farão jus ao CD, de olho nesta diversidade?

Peter / Quando nos sentamos com as idéias que tínhamos e discutimos sobre quais as músicas valeriam a pena estar no Evilized, eu acho que tínhamos umas vinte e cinco delas, ou algo assim, para escolher. Então, desde a pré-produção nós as pegamos e gravamos só aquelas, pois não tínhamos tempo para mais nenhuma.

Whiplash – A partir de um certo momento na minha vida, eu achava que mais nenhuma balada iria me impressionar tanto e foi aí que veio a "Losing You" para arruinar tal previsão. Mas agora, vocês voltaram a fazer isso com a "Forevermore", que por si só já vale a aquisição do álbum, apesar de não ser a minha preferida dentre todas, desta vez (e o DE é muito bom nisso). Qual das duas vocês vem tocando ‘ao vivo’ e como é a reação do público? Suponho que eles as cantem do fundo de seus pulmões...

Peter / Tocamos a "Losing you" no Japão... Eu vi pessoas na platéia com lágrimas nos olhos e isso realmente teve um forte impacto em mim. Decidimos não tocar nenhuma balada na tour com o Hammerfall devido ao curto tempo que nos foi dado, meia hora.

Whiplash – Você pode me dizer quem veio com aquela idéia em "Made of Metal", "Eu sou metal pra cacete e assim é a minha mulher" e aí ela responde "Eu sou a mulher dele...", quando alguém diz "Cale a boca!". Essa é uma canção só pra se divertir, no intuito de prestar homenagem aos ‘metalheads’ ao mesmo tempo?

Peter / O Fredrik e o Snowy vieram com essa idéia para a "Made of Metal". O Fredrik sempre diz que a música deveria fazer você ficar com vontade de beber umas cervejas e ir pr’uma festa... Então, eu acho que esta é o tipo de música de festa e, é claro, um tributo àqueles verdadeiros ‘metalheads’ por aí. Então, você está absolutamente certo.

Whiplash – Ah, a propósito: eu vi no website algumas fotos engraçadas de vocês. Vocês são sempre assim? Ouvi dizer sobre uns conflitos dentro do estúdio... Isso se deve ao fato de que o Fredrik os produziu novamente? Ele mencionou depois das gravações do Dragonslayer de que ele se sentira muito pressionado em fazer um ótimo trabalho, ao passo que ele parece ser um perfeccionista...

Peter / (risos) Nós compartilhamos em tipo de humor muito estranho na banda e nos divertimos muito quando estamos juntos. Os conflitos a que você se refere são simplesmente um pouco da merda que sempre acontece durante as situações estressantes... Você fica estressado quando grava catorze músicas em apenas duas semanas.

Whiplash – Você costuma escreve várias coisas para o DE. Eu gostaria que o Magnus Rosén pudesse ter a mesma oportunidade no Hammerfall, pois estive em seu workshop, assim como na sessão de autógrafos do dia seguinte, e o seu estilo ‘jazzy’ me deixou perplexo. Já que vocês parecem ser amigos (ele é uma pessoa muito legal) e sua técnica geralmente impressiona outros músicos, qual a sua opinião mais abrangente sendo também um baixista?

Peter / Magnus é um cara muito legal e ele é bastante habilidoso como baixista. Eu não sou muito ligado no estilo ‘jazzy’, assim como ele é. Não entrarei muito nas técnicas de composição do Hammerfall, já que eu não sei muito a respeito disso.

Whiplash – Você treina todos os dias, assim como ele?

Peter / Não. Não todos os dias.

Whiplash – E no seu tempo livre, você também segue os seus sentidos para outros estilos musicais, ou você é ‘Hard/Heavy’ em tempo integral?

Peter / Não, eu escuto um monte de outras coisas. Quando tinha uns vinte anos de idade, eu só escutava Heavy Metal, mas acho que descobri que outros tipos de música também podem ser legais de se escutar.

Whiplash – Tirando os álbuns clássicos, o que você tem escutado ultimamente, e o que você recomenda?

Peter / O último disco que comprei foi o do Audioslave. Eu realmente gosto da voz do Chris Cornell. Geralmente não escuto muitas músicas... prefiro escrevê-las eu mesmo...

Whiplash - O DE está prestes a cair nas estradas japonesas novamente, agora com o Kamelot, o que será extremamente favorável pra vocês, haja visto que eles acabaram de atingir a 15ª posição nos rankings oficiais na Terra do Sol Nascente (nota: esta entrevista foi concedida em 20 de março). Você tinha ciência disto e está familiarizado com o som deles, o qual considero um dos melhores nestes dias? Estamos falando de possíveis shows ‘sold-out’ (esgotados)...

Peter / Eu não tinha a mínima idéia. Nunca escutei Kamelot e sequer sabia que eles eram grandes no Japão.... Acho que o primeiro show será no Banana Hall em Osaka, onde já tocamos da última vez e estava quase cheio quando nós mesmos fomos ‘headliners’. Então creio que desta vez ele estará lotado.

Whiplash - E que tal se juntar ao Firewind algum dia desses. Isso seria possível?

Peter / Não sei.... (pensativo). Isso talvez seria estranho, já que o Gus também está no Firewind. Nunca conversamos sobre isso.

Whiplash - Muitas opiniões incríveis acerca da performance do DE no Wacken, fizeram nós, os brasileiros, querermos vê-los ainda mais em cima de um palco, já que aquela somente era, mais ou menos, a quarta aparição do DE até então. A impressa mencionou que vocês trouxeram o ‘Wet Stage’ abaixo e espero que isso possa acontecer, da mesma forma, logo por aqui... Desejo a vocês uma boa sorte. E é isso: agora lutarei contra os meus sonhos mais aterrorizantes... (risos)

Peter / Uau! Eu nunca li esta resenha, mas ela parece ser das boas... (risos). Creio que crescemos um pouco no palco desde então. Aprendemos muito durante a tour com o Hammerfall em fevereiro. Seria bem legal fazer uma turnê sul-americana algum dia. Recebo várias mensagens de fãs brasileiros e sempre me sinto muito mal em dizer a eles que não sabemos quando iremos para aí. Tudo o que posso dizer é que espero que não demore tanto. E... lute seus sonhos mais maléficos muito bem... para que não fique tão possuído pelo mal [nota: Evilized - (risos)]

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