Quietos: os membros calmos de grandes bandas de rock

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Por Tiago Abreu
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Eles fizeram e fazem história no rock. Apesar de geralmente serem tidos como tímidos, introvertidos, fechados e até mesmo subestimados, na maioria das vezes foram peças fundamentais para o sucesso das bandas nas quais faziam parte. Confira abaixo alguns músicos de grandes bandas que geralmente são tidos como "quietos".

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George Harrison (THE BEATLES)

George Harrison talvez seja o mais conhecido dos supostos "quietos". Integrante fundamental para os BEATLES, acabou, de certa forma ofuscado pela dupla Lennon/McCartney. É claro, no início da banda, as composições de George não se equiparavam aos seus colegas de banda, mas aos poucos a situação foi mudando.

Nos últimos anos dos BEATLES, Harrison acabou influenciando toda a banda a visitar a Índia, e suas composições, cada vez mais ganhavam destaque e competiam com as de McCartney e Lennon. Mas George não tinha espaço. As poucas músicas do cantor lançadas pela banda foram sucessos absolutos - como "Something" e "Here Comes to Sun". No fim da banda, ressentido, lançou logo um álbum triplo com todas as canções que ele escreveu pros BEATLES e que foram rejeitadas. "All Things Must Pass" se tornou um dos álbuns clássicos, não somente do rock mas de toda a música, e o músico logrou uma carreira solo de sucesso.

Harrison era tido como um músico que não gostava muito de dar entrevistas e fazer turnês. Fortemente ligado à questões espirituais, era tido como alguém muito tímido e reservado. Porém, entre amigos era muito falante.

Richard Wright (PINK FLOYD)

Apesar de cada integrante do PINK FLOYD ter sua singularidade, Richard Wright é uma figura interessante. Primeiro, que quando se trata de Floyd, os elogios parecem se centrar na proficiência lírica de Roger Waters, a técnica de David Gilmour ou até mesmo a psicodelia de Syd Barrett. As vezes até o Nick Mason é mais lembrado, como grande colecionador de carros, ou o único integrante que ficou na banda do início até o final ininterruptamente. Ocorre que, foi necessário Wright morrer para que até seus companheiros de banda reconhecerem que ele foi subestimado e que, na verdade ele foi a alma da banda. The Endless River, lançado este ano é uma homenagem a ele.

Richard era, dentre todos os integrantes da banda, o mais "estudado". Gostava muito de jazz e trouxe essa influência para o PINK FLOYD. Sua participação foi fundamental para a composição de músicas como "Us and Them", "Shine on you Crazy Diamond" e "Echoes". Afirmava não se considerar um bom letrista, e geralmente deixava esta parte nas mãos de Roger. Foi o principal vocalista e compositor do grupo após a expulsão de Syd, até David e Roger entrarem em cena e "dominar". A partir de "Animals", as contribuições do músico diminuíram a praticamente zero. Seu casamento ia mal, e as tensões com Roger aumentaram. Foi expulso do grupo em 1979, e retornou oficialmente em "The Division Bell".

Possui dois álbuns solos gravados. "Wet Dream", de 1978 é, talvez o melhor disco solo de um integrante do PINK FLOYD. Sobre o disco, mais tarde Waters disse: "Rick escreve essas coisas singulares, mas as mantém em segredo e depois as coloca em seus álbuns solo, que ninguém nunca ouviu. Ele nunca as partilhou. Era algo inacreditavelmente estúpido."

John Deacon (QUEEN)

John Deacon faz jus ao estereótipo de que os baixistas geralmente são os integrantes mais "ignorados" das bandas. O músico entrou na banda quando o Smile, de Brian May e Roger Taylor havia acabado, e estavam fundando o QUEEN com a entrada de Freddie Mercury. John acabou se tornando o baixista perfeito pro grupo: talentoso, inteligente, quieto e responsável. Enquanto Freddie, Brian e Roger encaravam uma luta de egos quase constante, Deacon permanecia fazendo o que sabia de melhor. Cada álbum do Queen, a partir de "Sheer Heart Attack" continha uma ou duas canções de Deacon. Muitas se tornaram sucesso, como "You're my Best Friend" (escrita para sua esposa em 1975), "Another One Bites The Dust", "I Want to Break Free" e outras. Ele não cantou em nenhuma de suas músicas, sempre entregando-as para Mercury gravar os vocais. Segundo Freddie, o músico sabia separar perfeitamente a vida pessoal da profissional, era altamente produtivo no processo criativo da banda e era o elemento que neutralizava o excesso de loucuras dos demais membros.

Nos últimos anos do QUEEN, a banda viveu vários problemas, principalmente no que tange à depressão de Brian May e a posterior AIDS de Freddie. Nesta época, John e Freddie escreveram muitas músicas juntos. Deacon ficou arrasado pela morte do cantor, e desde 1997, ano que oficialmente o QUEEN teve seu fim, o baixista se afastou do mundo da música. "Ele é um homem muito doce, como um irmão mais novo, eu amo ele [...]", disse Freddie em uma entrevista.

John Deacon, em muitas vezes é tão subestimado que dificilmente aparece nas listas de melhores baixistas.

John Paul Jones (LED ZEPPELIN)

John Paul Jones não era simplesmente o baixista do LED ZEPPELIN. Também sendo o tecladista, talvez foi o integrante da banda mais responsável pelo ecletismo no som do grupo. Com muitas influências de jazz e soul, é considerado um dos maiores baixistas do rock, influenciando vários outros nomes grandes, como o próprio John Deacon.

De todos os integrantes do LED ZEPPELIN, Paul sempre foi o mais "quieto". Durante uma época, devido as intensas viagens do grupo, John Paul Jones quase saiu da banda para trabalhar como músico em uma igreja. Mas ele continuou até o fim.

Atualmente é integrante do THEM CROOKED VULTURES.

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