MTV: livro conta como ela mudou a face do Heavy Metal
Por Nacho Belgrande
Fonte: site do LoKaos Rock Show
Postado em 03 de fevereiro de 2012
GREG PRATO, autor de livros como "Grunge Is Dead: The Oral History Of Seattle Rock Music", "Touched By Magic: The Tommy Bolin Story" e "A Devil On One Shoulder And An Angel On The Other: The Story Of Shannon Hoon And Blind Melon" lançou em 2012 um livro sobre a MTV.
"MTV Ruled The World: The Early Years Of Music Video" é o primeiro livro da história a focar-se somente nos anos em que o canal se solidificou, especificamente desde o lançamento da MTV até quando seu grupo original de VJs saiu do canal.
Composto de 70 entrevistas totalmente novas – cedidas por gente do naipe de Rob Halford, Geddy Lee, Joe Elliott, Phil Collen, Bruce Kulick, Rudy Sarzo, Warren DeMartini, Lita Ford, Eric Bloom, Carmine Appice, Herman Rarebell, MarkyRamone, Jello Biafra e Pete Angelus (diretor dos vídeos do VAN HALEN e DAVID LEE ROTH) – o livro não é somente um relatório esclarecedor dos primórdios da MTV e das histórias por de trás de seus maiores vídeos, mas também da indústria musical, importante desenvolvimentos do mercado, e dos anos 80 em geral.
"MTV Ruled The World: The Early Years Of Music Video" inclui capítulos intitulados "Van Halen" (que se concentram no making of e na opinião das pessoas sobre os clipes da banda), "Def Leppard (e Mutt Lange)" (que se concentram no making of e na opinião das pessoas sobre os vídeos do DEF LEPPARD e como era trabalhar com o produtor Mutt Lange), "Videos: Heavy Metal" (que inclui histórias de bastidores de vários vídeos populares de heavy metal dos anos 80) e "Kiss Unmasks On MTV" (que inclui as memórias do público sobre quando o Kiss tirou as máscaras na MTV em 1983).
Alguns trechos traduzidos do livro:
Joe Elliot (DEF LEPPARD): "No meio das gravações de ‘Pyromania’, nós estávamos começando a ouvir Cliff Burnstein, que era um de nossos co-empresários, o que ficava baseado nos EUA, sobre esse canal que estava começando a tocar o clipe de ‘Bringin’ On The Heartbreak’. Nós provavelmente só dissemos, ‘Beleza, OK. Que seja. ’ Porque estávamos pesadamente concentrados em fazer um novo disco. Mas eu acho que uns três meses depois disso, nós recebemos um Telex – lembram deles? – de Cliff, dizendo, que as vendas de ‘High N’ Dry’ tinham dobrado em quatros meses. ’ Nós tínhamos passado de aproximadamente 250 mil cópias para disco de outro. E nos perguntamos, ‘Por quê?! ’ E ele disse, ‘Bem, é esse lance da MTV’"
Rob Halford (JUDAS PRIEST): "Em um período muito curto de tempo, ela ficou enorme, e todo mundo queria entrar na MTV. Daí ela ficou lotada. Você tinha que se alinhar de modo absolutamente correto em relação ao lançamento do seu single, disco ou turnê. Todo mundo queria entrar na programação da MTV. Era como a (rodovia) 101 na hora do rush em Los Angeles. Todo mundo estava rastejando para conseguir uma vaga no seu horário, por causa do valor e da importância da coisa. Não nos demos conta, mas quando você voltava pros EUA, havia mais gente. Havia mais fãs. Você estava vendendo mais discos. E era por causa da MTV."
Rudy Sarzo (QUIET RIOT, OZZY OSBOURNE, WHITESNAKE): "Por volta de 1981, se você quisesse fazer sua banda progredir, você tinha que ir de cidade em cidade, de rádio em rádio. Eu vivi isso depois enquanto excursionava com Ozzy Osbourne. Estrategicamente, sair em turnê era um pouco diferente também, porque você basicamente ficava numa mesma área. Vamos dizer que você tocasse no nordeste. Você passava umas quatro semanas tocando naquela área do nordeste dos EUA. Enquanto isso, quando a MTV veio, você podia pular os mercados tipo ‘C’ e alguns do tipo ‘B’ e se espalhar mais pras áreas cosmopolitas."
Carmine Appice, (VANILLA FUDGE, BLUE MURDER, OZZY OSBOURNE): "’Bark At The Moon’ foi muito louco, porque eu e Ozzy estávamos gravando o álbum em Nova Iorque. Eu na verdade fui o produtor assistente em ‘Bark At The Moon’, a princípio. E daí fomos de Concorde – eu e Ozzy – para Londres. Era um vôo de três horas, então não sofremos muito com o fuso horário. No dia seguinte, nós estávamos nesse hospício antigo, onde gravamos o vídeo. Aquela foi uma experiência insana, porque enquanto Ozzy estava sendo maquilado – o que demorou umas quatro ou cinco horas – nós estávamos no set de filmagens, andando, bisbilhotando, dando uma geral pelo lugar. Era um pico bem feio. Estava caindo aos pedaços. Era um hospital psiquiátrico de verdade. Nós achamos embriões humanos em garrafas dentro de armários. Estava abandonado, e tinha uns 200 anos de idade, ou mais. Era um lugar assustador pra fazer aquele clipe. E daí eles mostraram a cena da chuva. Estávamos do lado de for a do funeral, e eles estavam derramando água em nós, para parecer chuva. Estava frio pra cacete ali! E estávamos vestindo essas cartolas, e você vê a água pingando delas. Depois que essas cenas foram feitas, nós tivemos que ser cobertos por toalhas. Foi difícil para Ozzy, porque ele teve que colocar aquela maquilagem. Qualquer diversão que aquilo pudesse ter sido foi anulada por quatro ou cinco horas."
Bruce Kulick (KISS): "Fomos pra Inglaterra (para filmar o clipe de ‘Tears Are Falling’). Eu sempre amei estar na Inglaterra. Eu lembro que estávamos usando um diretor de clipes que sabia como fazer coisas bem grandiosas. Eu adorei que ele queria mostrar a mim e ao solo de maneira dramática, mesmo que fosse pra fazer ‘o lance de chuveiro’, e de repente, eu estou fazendo o que parece uma propaganda de shampoo! Mas foi ótimo. Mesmo apesar de sabermos que era pra rolar de cara no primeiro e único take, eu segui as instruções, e não fiquei muito preocupado da guitarra se molhar, porque, hey, eu era um astro do rock, então a gente arruma a guitarra. A gente enxuga ela. Eu curti o set, achei ele bem legal. Eu fiquei muito feliz como resultado. Eu estava muito orgulhoso da banda naquela época. Eu estava feliz em ser um ‘astro do vídeo’. O vulcão que eu achei muito engraçado. Graças a deus ele funcionou e detonou na hora certa. Tudo deu muito certo. Fomos pra Inglaterra porque, na época – em 1985 – o dólar valia mais que a libra, então um vídeo de 100 mil dólares custaria apenas 75 mil lá. Eu gostei deles terem usado uma garota de aparência comum (no papel feminino principal do vídeo), ao invés de alguma vagaba stripper."
O livro tem 427 páginas e custa 25 dólares. O número de catálogo é ISBN # 978-0-578-07197-8.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 músicas que nenhum metaleiro consegue ouvir sem fazer air drums
A canção de uma banda clássica de rock que Brian May considera um exemplo perfeito de pop
Gravação de ensaio do Guns N' Roses em 1986 vaza online
Guitarrista garante que o R.E.M. não fará turnê de reunião; "Não preciso de dinheiro"
As bandas brasileiras que se apresentarão no Wacken Open Air 2026
Os 18 álbuns de rock e metal mais aguardados até o fim de 2026, segundo a Loudwire
Aquiles Priester é batizado: "Toda a glória seja dada a Deus! Dia maravilhoso"
4 bandas clássicas da Irlanda que todo fã de rock precisa conhecer
A reação de Rafael Bittencourt ao saber que Baden Powell recusou a Casa Branca
Slash considera o final de "Sabbath Bloody Sabbath" a coisa mais pesada que ouviu na vida
Edu Falaschi apresenta "Mi'raj & The Legacy Tour" em São Paulo no Tokio Marine Hall
A banda que Steven Tyler aponta como verdadeira criadora do heavy metal
A única banda de metal que Paulo Ricardo realmente curte: "Muito bons músicos"
Judas Priest venderá edição de 50 anos de "Sad Wings of Destiny" em shows

4 músicas de heavy metal que têm exatamente 4min44 de duração
A banda que ajudou a popularizar o nome do heavy metal e quase afundou por versões falsas
A banda que realmente criou o heavy metal, de acordo com Eric Clapton
O disco ideal para começar a ouvir heavy metal, segundo o WatchMojo
5 músicas de heavy metal que são maiores que as próprias bandas
A reclamação que deu origem ao título de um dos grandes clássicos do heavy metal
5 músicas de heavy metal que até quem não gosta conhece
O vocalista que entrou em uma banda clássica no pior momento possível para o heavy metal
5 músicas de heavy metal que todo tiozão brasileiro se lembra com carinho
A música que foi feita para preencher espaço em disco e virou um dos maiores clássicos do rock
David Gilmour elege a canção mais perfeita de todos os tempos


