MTV: livro conta como ela mudou a face do Heavy Metal

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Por Nacho Belgrande, Fonte: site do LoKaos Rock Show
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O casting original de VJs da MTV estadunidense
O casting original de VJs da MTV estadunidense

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GREG PRATO, autor de livros como “Grunge Is Dead: The Oral History Of Seattle Rock Music”, “Touched By Magic: The Tommy Bolin Story” e “A Devil On One Shoulder And An Angel On The Other: The Story Of Shannon Hoon And Blind Melon” lançou em 2012 um livro sobre a MTV.

“MTV Ruled The World: The Early Years Of Music Video” é o primeiro livro da história a focar-se somente nos anos em que o canal se solidificou, especificamente desde o lançamento da MTV até quando seu grupo original de VJs saiu do canal.

Composto de 70 entrevistas totalmente novas – cedidas por gente do naipe de Rob Halford, Geddy Lee, Joe Elliott, Phil Collen, Bruce Kulick, Rudy Sarzo, Warren DeMartini, Lita Ford, Eric Bloom, Carmine Appice, Herman Rarebell, MarkyRamone, Jello Biafra e Pete Angelus (diretor dos vídeos do VAN HALEN e DAVID LEE ROTH) – o livro não é somente um relatório esclarecedor dos primórdios da MTV e das histórias por de trás de seus maiores vídeos, mas também da indústria musical, importante desenvolvimentos do mercado, e dos anos 80 em geral.

“MTV Ruled The World: The Early Years Of Music Video” inclui capítulos intitulados “Van Halen” (que se concentram no making of e na opinião das pessoas sobre os clipes da banda), “Def Leppard (e Mutt Lange)” (que se concentram no making of e na opinião das pessoas sobre os vídeos do DEF LEPPARD e como era trabalhar com o produtor Mutt Lange), “Videos: Heavy Metal” (que inclui histórias de bastidores de vários vídeos populares de heavy metal dos anos 80) e “Kiss Unmasks On MTV” (que inclui as memórias do público sobre quando o Kiss tirou as máscaras na MTV em 1983).

Alguns trechos traduzidos do livro:

Joe Elliot (DEF LEPPARD): “No meio das gravações de ‘Pyromania’, nós estávamos começando a ouvir Cliff Burnstein, que era um de nossos co-empresários, o que ficava baseado nos EUA, sobre esse canal que estava começando a tocar o clipe de ‘Bringin’ On The Heartbreak’. Nós provavelmente só dissemos, ‘Beleza, OK. Que seja. ’ Porque estávamos pesadamente concentrados em fazer um novo disco. Mas eu acho que uns três meses depois disso, nós recebemos um Telex – lembram deles? – de Cliff, dizendo, que as vendas de ‘High N’ Dry’ tinham dobrado em quatros meses. ’ Nós tínhamos passado de aproximadamente 250 mil cópias para disco de outro. E nos perguntamos, ‘Por quê?! ’ E ele disse, ‘Bem, é esse lance da MTV’”

Rob Halford (JUDAS PRIEST): “Em um período muito curto de tempo, ela ficou enorme, e todo mundo queria entrar na MTV. Daí ela ficou lotada. Você tinha que se alinhar de modo absolutamente correto em relação ao lançamento do seu single, disco ou turnê. Todo mundo queria entrar na programação da MTV. Era como a (rodovia) 101 na hora do rush em Los Angeles. Todo mundo estava rastejando para conseguir uma vaga no seu horário, por causa do valor e da importância da coisa. Não nos demos conta, mas quando você voltava pros EUA, havia mais gente. Havia mais fãs. Você estava vendendo mais discos. E era por causa da MTV.”

Rudy Sarzo (QUIET RIOT, OZZY OSBOURNE, WHITESNAKE): “Por volta de 1981, se você quisesse fazer sua banda progredir, você tinha que ir de cidade em cidade, de rádio em rádio. Eu vivi isso depois enquanto excursionava com Ozzy Osbourne. Estrategicamente, sair em turnê era um pouco diferente também, porque você basicamente ficava numa mesma área. Vamos dizer que você tocasse no nordeste. Você passava umas quatro semanas tocando naquela área do nordeste dos EUA. Enquanto isso, quando a MTV veio, você podia pular os mercados tipo ‘C’ e alguns do tipo ‘B’ e se espalhar mais pras áreas cosmopolitas.”

Carmine Appice, (VANILLA FUDGE, BLUE MURDER, OZZY OSBOURNE): “’Bark At The Moon’ foi muito louco, porque eu e Ozzy estávamos gravando o álbum em Nova Iorque. Eu na verdade fui o produtor assistente em ‘Bark At The Moon’, a princípio. E daí fomos de Concorde – eu e Ozzy – para Londres. Era um vôo de três horas, então não sofremos muito com o fuso horário. No dia seguinte, nós estávamos nesse hospício antigo, onde gravamos o vídeo. Aquela foi uma experiência insana, porque enquanto Ozzy estava sendo maquilado – o que demorou umas quatro ou cinco horas – nós estávamos no set de filmagens, andando, bisbilhotando, dando uma geral pelo lugar. Era um pico bem feio. Estava caindo aos pedaços. Era um hospital psiquiátrico de verdade. Nós achamos embriões humanos em garrafas dentro de armários. Estava abandonado, e tinha uns 200 anos de idade, ou mais. Era um lugar assustador pra fazer aquele clipe. E daí eles mostraram a cena da chuva. Estávamos do lado de for a do funeral, e eles estavam derramando água em nós, para parecer chuva. Estava frio pra cacete ali! E estávamos vestindo essas cartolas, e você vê a água pingando delas. Depois que essas cenas foram feitas, nós tivemos que ser cobertos por toalhas. Foi difícil para Ozzy, porque ele teve que colocar aquela maquilagem. Qualquer diversão que aquilo pudesse ter sido foi anulada por quatro ou cinco horas.”

Bruce Kulick (KISS): “Fomos pra Inglaterra (para filmar o clipe de ‘Tears Are Falling’). Eu sempre amei estar na Inglaterra. Eu lembro que estávamos usando um diretor de clipes que sabia como fazer coisas bem grandiosas. Eu adorei que ele queria mostrar a mim e ao solo de maneira dramática, mesmo que fosse pra fazer ‘o lance de chuveiro’, e de repente, eu estou fazendo o que parece uma propaganda de shampoo! Mas foi ótimo. Mesmo apesar de sabermos que era pra rolar de cara no primeiro e único take, eu segui as instruções, e não fiquei muito preocupado da guitarra se molhar, porque, hey, eu era um astro do rock, então a gente arruma a guitarra. A gente enxuga ela. Eu curti o set, achei ele bem legal. Eu fiquei muito feliz como resultado. Eu estava muito orgulhoso da banda naquela época. Eu estava feliz em ser um ‘astro do vídeo’. O vulcão que eu achei muito engraçado. Graças a deus ele funcionou e detonou na hora certa. Tudo deu muito certo. Fomos pra Inglaterra porque, na época – em 1985 – o dólar valia mais que a libra, então um vídeo de 100 mil dólares custaria apenas 75 mil lá. Eu gostei deles terem usado uma garota de aparência comum (no papel feminino principal do vídeo), ao invés de alguma vagaba stripper.”

O livro tem 427 páginas e custa 25 dólares. O número de catálogo é ISBN # 978-0-578-07197-8.

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Post de 21 de outubro de 2016

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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