Futebol: os poucos roqueiros brasileiros do esporte
Por Caroline Mocellin
Fonte: Globo Esporte
Postado em 12 de novembro de 2011
Roqueiros perdidos no mundo da bola. É assim que eles se sentem. Em uma tribo onde o samba e o pagode predominam, eles não são apenas diferentes. Eles jogam "contra" a tendência e são fãs confessos dos acordes pesados da guitarra. No lugar de Exaltasamba, Sorriso Maroto e outros grupos que fazem a cabeça da imensa maioria dos companheiros, são eles que aumentam o som e ditam o ritmo.
Adilson Warken - Volante do Grêmio.
Adilson faz parte de um grupo pequeno entre os jogadores de futebol. Quando o assunto é música, ele prefere um rock n'roll. No Olímpico, assim como na maioria dos estádios brasileiros, predominam o sertanejo e o pagode, ou samba.
"Eu sou roqueiro. O pessoal zoa de mim, me chamam de 'alemão roqueiro', mas não me sinto ofendido. Também ouço sertanejo, eles que não curtem rock" – contou.
Adilson listou as cinco bandas indispensáveis no seu playlist:
1- Guns N' Roses
2- Deep Purple
3- Led Zeppelin
4- Pearl Jam
5- Ramones
Em uma reportagem ao programa Globo Esporte, ele conta que é fã de Guns, principalmente do guitarrista Slash. Na reportagem ele mostra sua enorme coleção de posters, CDs e DVDs. De tamanho fanatismo, comprou itens em um leilão pela internet que o próprio Slash fez: um quadro pintado a óleo que o Slash ganhou de um fã, e um disco de platina do 'GNR - Live Era'.
No final da matéria ele finaliza afirmando que sua música preferida é Paradise City.
Rafael Sóbis - Atacante do Fluminense
Da infância aos 15 anos, o atacante admite que passeou por outras batidas até "selecionar melhor" o que realmente agrada seus ouvidos.
"Lembro que tinha evento de samba, pagode, e estava no meio, mesmo sem saber se gostava ou não. Mas a medida que vamos crescendo, passamos a selecionar mais. Hoje, estou nesse meu mundo quase que solitário."
A opção pouco comum para os boleiros faz com que o jogador do Fluminense sofra com a provocação de companheiros. Em vestiários antes dos jogos, o som do pandeiro e do cavaquinho impera, seja ao vivo ou em aparelhos de som. A rotina, por sua vez, não fez com que ele se aproximasse de nenhuma banda do gênero.
"Eles me chamam de doidão. Acham que todo mundo que ouve rock é doido. Pelo amor de Deus! E sempre que colocam as músicas deles provocam: 'Escuta aí, Sobis'."
A paixão pelo rock está marcada na pele, e bem exposta para todo mundo. No pescoço, Sobis reproduziu uma tatuagem do baterista Travis, da banda Blink 182, uma de suas preferidas.
"Gosto muito de Blink 182, The Killers, Strokes... São muitas bandas. Meu iPod tem cinco mil músicas. Tenho quase tudo. Metallica, Dire Straits, bandas antigas. Tenho tudo de Beatles, até Raul Seixas."
Rogério Ceni - Goleiro do São Paulo
Ao contrário dos jogadores que passam o tempo jogando videogame, Ceni pertence ao grupo dos que preferem uma boa música nos momentos de descanso.
"Comecei a tocar na concentração, como hobby. Tive umas dez aulas. Sempre quis aprender para tocar 'Wish You Were Here', do Pink Floyd" diz o rocker, que também arrisca acordes na guitarra.
Fã assumido de rock, Rogério Ceni foi responsável pela trilha sonora do Morumbi em seu milésimo jogo pelo clube. Antes e depois do jogo, e no intervalo, o som que se ouvia no estádio eram músicas selecionadas pelo goleiro. Eram elas:
1. AC/DC - Highway To Hell
2. Dire Straits - Sultans Of Swing
3. Lynyrd Skynyrd - Simple Man
4. Midnight Oil – Beds Are Burning
5. Meat Loaf – I'd Do Anything For Love
6. Scorpions – Still Loving You
7. Whitesnake – Here I Go Again
8. AC/DC – Burnin' Alive
9. Pink Floyd- Another Brick In The Wall
10. Counting Crows – Mr. Jones
11. Guns N' Roses – Paradise City
12. AC/DC – You Shook Me All Night Long
13. Metallica – Nothing Else Matters
14. Elvis Presley – Suspicious Minds
15. U2 – I Still Haven't Found What I'm Looking For
16. AC/DC – Ride On
17. Guns And Roses – Sweet Child O' Mine
18. Creedence Clearwater Revival – Proud Mary
19. Tina Turner – The Best
20. AC/DC – Hells Bells
A trilha sonora até gerou confusão no vestiário. Segundo o arqueiro, ele teve de "vetar" os pagodes que os seus companheiros de clubes queriam ouvir antes do duelo.
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