"March of the Unheard" do The Halo Effect explora mistura de death melódico e metal melódico
Resenha - March Of The Unheard - Halo Effect
Por Fabricio Cunha
Postado em 06 de fevereiro de 2025
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O álbum "March of the Unheard" do The Halo Effect é uma jornada musical que explora uma mistura envolvente de death melódico e metal melódico, combinando elementos que remetem à sonoridade de bandas como Amorphis e Dark Tranquillity, e obviamente, do próprio In Flames, já que boa parte dos integrantes já tocaram na banda

O álbum abre com "Conspire To Deceive" em uma introdução atmosférica ao som do teclado, que logo dá espaço para guitarras distorcidas em uma pegada que remete ao Amorphis. O vocal gutural entra com intensidade, enquanto o pré-refrão constrói uma crescente de tom até alcançar um refrão grandioso, destacando os teclados. Um solo melódico e técnico complementa a faixa com perfeição.
Em "Detonate", a faixa apresenta uma abordagem mais pesada com guitarras duplicadas que dão profundidade ao arranjo. O vocal se adapta bem às mudanças de tom, criando uma dinâmica impressionante e bem estruturada. A escolha de várias camadas as guitarras duplicadas traz grande impacto sonoro.
A música "Our Channel To The Darkness" inicia com uma guitarra acústica que rapidamente transita para uma a guitarra distorcida que dá todo o tom e peso da música, com riffs rápidos, o vocal acompanha muito bem a melodia e mantém o peso da música, a construção da música é muito boa e flui bem.
Em "Cruel Perception", a introdução é marcada por uma bateria galopante e guitarras melódicas que dá lugar a momentos de calmaria com guitarras sem distorção e tanto quanto "acusticada" que contrapõe a dissonância do vocal. O refrão quebra essa tranquilidade com um aumento no tom das guitarras, enquanto o vocal permanece constante. Essa alternância mantém a faixa dinâmica e cativante.
"What We Become" traz riffs de guitarras dobrados e uma base mais grave, esta música força até o vocal a baixar o tom gutural para se mantém no tom proposto pela melodai. A faixa ganha corpo com a adição de teclados que trazem uma nova dimensão sonora, resultando em um momento de destaque no álbum.
A faixa "This Curse of Silence" inicia com os teclados tomando a forma da música e um pequeno coral, que logo em seguida tem um pequeno solo de guitarra e posteriormente a dobra de guitarras e o acréscimo da percussão com uma subida de tom com corais, que dá o tom para a mudança de melodia, o qual começa com guitarras melódicas e depois o vocal gutural e um boa condução da bateria que utiliza muito dos pedais duplos, o "pré-solo" utiliza as guitarras para uma condução ao solo, que torna o solo bem melódico e contemplativo.
A música que dá o nome ao álbum tem um fade-in inicial das guitarras que dá o tom para uma música acelerada e melódica. O vocal se alterna entre tons harmônicos e guturais, criando uma dinâmica que lembra Dark Tranquillity, já que também é vocal da banda. A combinação de melodia e peso é um dos pontos altos do álbum.
Em "Forever Astray" há uma introdução com pegada de gothic metal liderada pelos teclados que dão esse tom à música e que evolui para uma sonoridade que transita entre death metal melódico, black metal sinfônico e gothic metal. Os vocais limpos e "ecolizados" no refrão dão um toque experimental que destaca a faixa como uma das mais ousadas do álbum, já que a música transita de um death e black metal sinfônico até mesmo um gothic metal.

"Between Directions" começa com uma introdução poderosa, esta faixa combina riffs pesados e vocais guturais que conduzem à construção de um refrão grandioso e melódico. A tonalidade pesada é acompanhada por uma melodia envolvente, criando um contraste impactante.
Uma das faixas mais complexas, "A Death That Becomes Us", ela utiliza guitarras melódicas em tons altos com acompanhamento vocal que alterna entre momentos rápidos e cadenciados. A mistura de velocidade e melodia cria uma experiência única.
Em "The Burning Point, uma das músicas mais pesadas e atmosféricas do álbum, a intro já começa com peso das guitarras e do próprio vocal, que tem um refrão mais melódico, mas a base principal da música são os riffs pesados e rápidos, o que torna uma música de grande versatilidade.
O álbum encerra com "Coda", uma faixa acústica que transmite um tom de despedida. Com uma base tranquila e solos bem executados, é um fechamento melódico que reflete o espírito contemplativo do trabalho.
"March of the Unheard" é contemplativo e marca um retorno sensacional do The Halo Effect, a obra que mistura death melódico e metal melódico com grande habilidade. As guitarras são o destaque principal, com arranjos intrincados e solos cativantes. O vocal gutural adiciona peso às faixas, enquanto os teclados e corais trazem momentos de grandiosidade e experimentação.
A alternância entre momentos intensos e passagens melódicas cria um álbum dinâmico e cheio de nuances. Para fãs de bandas como Amorphis e Dark Tranquillity, este é um álbum imperdível, o ano já começa bem com a adição desse álbum as playlists.
Pra mim é 8/10
Outras resenhas de March Of The Unheard - Halo Effect
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O ícone do metal progressivo que considera o Offspring uma piada
64 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em abril
A banda brasileira com músicos ótimos e músicas ruins, segundo Regis Tadeu
Músicos da formação clássica do Guns N' Roses se reúnem com vocalista do Faster Pussycat
Os 20 maiores riffs de guitarra da história, segundo o Loudwire
Os 30 melhores discos de heavy metal lançados nesta década, segundo a Louder
Luis Mariutti se pronuncia sobre pedidos por participação em shows do Angra
Fabio Lione dá resposta curta e "sincerona" a fã que questionou hiato do Angra
Quando uma turnê do Metallica virou um fiasco, e eles partiram atrás do Lemmy
O melhor disco do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Soava muito pesado"
Roland Grapow: "Eu não me importo mais com fórmulas, só quero fazer Metal"
Se os celulares existissem nos anos 80, o Metallica não teria lançado o "Master of Puppets"
O álbum que vendeu pouco, mas quem comprou montou uma banda; "Eram ideias bem simples"
As 35 melhores bandas brasileiras de rock de todos os tempos, segundo a Ultimate Guitar
Andreas Kisser afirma que irmãos Cavalera não querem participar de último show do Sepultura


The Halo Effect lança clipe do single "Lest We Fall"
Mikael Stanne relaciona a existência do Dark Tranquillity e do In Flames a Tomas Lindberg
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes


