"RökFlöte", do Jethro Tull, é um dos grandes álbuns de 2023
Resenha - RökFlöte - Jethro Tull
Por Isaias Freire
Postado em 19 de janeiro de 2024
Meu primeiro contato com o Jethro Tull foi em 1979 com disco "Bursting Out", o primeiro álbum ao vivo e o 12° da discografia. Naquela época era comum lançar um ao vivo só depois de vários discos de estúdio. Isto dava margem ao grande e caro mercado dos bootlegs (mas esta história fica para um outro artigo). Confesso que gostei do disco e gosto até hoje, porém, não me entusiasmou a ponto de correr atrás de toda a discografia. Possuo uma meia dúzia, o que, comparado aos seus 31 álbuns lançados, não é muito. Depois tive a oportunidade de assisti-los em setembro de 1990 no Canecão, sentadinho em uma mesa tomando um whisky enquanto os caras tocavam bem na minha frente. Foi ótimo.

A banda de Ian Anderson ficou 19 anos sem lançar algo novo e, de uma hora para outra, resolveu tirar a poeira e lançar dois discos seguidos: em 2022 o "The Zealot Gene" e em 2023 o "RökFlöte".
"RökFlöte" apresenta fortes influências de Jethro Tull, flautas que nos remetem a Jethro Tull e levadas que nos lembram Jethro Tull. Ou seja, o disco é um clássico de Ian Anderson e sua banda, sem tirar nem pôr. Todo o álbum foi pensado e trabalhado em cima da mitologia nórdica, a primeira e última possuem passagens faladas em islandês antigo tirado de um texto do século 13, chamado "Poetic Edda".
O disco poderia figurar entre os melhores da banda em sua melhor fase: década de 70. "Volupso" soube mesclar o texto nórdico com o folk inglês. "Hammer on Hammer" está no nível musical de "Aqualung", "Wolf Unchained" mostra disposição invejável para uma turma de 70 anos, enquanto "The Perfect One" mostra toda a ideia do folk rock do Jethro. Um grande disco transposto da década de 70 para o início do século 21.
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