Torture Squad: agressividade muito além da existência
Resenha - Torture Squad - Far Beyond Existence
Por Bruno Feliciano Vascontim
Postado em 27 de julho de 2017
Nota: 8 ![]()
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O oitavo álbum de estúdio da renomada banda paulistana TORTURE SQUAD, "FAR BEYOND EXISTENCE", foi lançado em 13 de Julho de 2017 e marca a estreia da vocalista Mayara Puertas no seu primeiro full-lenght com a banda.
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A faixa de abertura "Don't Cross My Path" abre com um excelente riff isolado de guitarra, e imagino que a banda abrirá com ela em seus setlists ao vivo, incentivando de cara um mosh intenso. Apesar do começo brutal, a música quebra e dá lugar a riffs variados e recheados de harmônicos articiais, viradas de tempo e ritmos inusitados, puro Death Metal Progressivo!

"Blood Sacrifice" é outra escolha perfeita para começo de um setlist ao vivo, com sua introdução temática indiana de quase 2 minutos e letras que abordam o hinduísmo. O refrão é brilhante e marcante, pra fazer puxar o coro do público, e momentos de blast beat pra quem quer a brutalidade martelando o cérebro. Tudo isso sem dispensar a carga técnica, carregado de mudanças de ritmos e um breakdown sensacional no final, com a performance matadora da Mayara repetindo o verso "I wish... impure souls".
Uma das minhas favoritas é a "Steady Hands", mais mid-tempo, com uma pegada que me lembrou um pouco OBITUARY, letras muito bacanas - cujo no verso é cantado "All you’ve built, all you’ve become and all you need will be made by steady hands" (Tudo que voce construiu, tudo que voce se tornou, e tudo que voce precisa sera feito com pulsos firmes) - e o riff inicial de guitarra que simplesmente não sai da minha mente. Me vi obrigado a reescutar essa faixa algumas vezes. A faixa título "Far Beyond Existence" é um death 'n' roll também excelente de se ouvir, com um peso equilibrado, mais um riff bem memorável e que em certos momentos soam uma reencarnação de CANNIBAL CORPSE.

A oitava faixa, "Cursed By Disease" foi lançado como lyric vídeo, e não me surpreende o motivo, já que nela se encontra de tudo: blast beats, refrão "grooveado", um solo sem vergonha (mais um dos solos do álbum que poderiam ter sido bem melhor trabalhados), e uma ótima linha de guitarra levada por uma batida de bateria que faz você bangear involuntariamente.
Pessoalmente, minhas impressões iniciais foram mistas. Algumas músicas como No Fate ou Hate são, na minha opinião, facilmente esquecíveis ou com riffs nada impressionáveis e no estilo "já escutei isso antes", que poderiam ter sido um pouco mais bem trabalhados para ter uma carga melódica ou enérgica melhor, com mais presença de solos e harmonias.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A performance da Mayara inicialmente me deixou com sentimentos dúbios, em alguns momentos me dando a impressão de que seu timbre não se encaixava muito bem no contexto instrumental ou que sua variação harmônica poderia ter sido maior (como em Hero for the Ages e You Must Proclaim), mas consegui digerir e captar melhor sua performance e o álbum como um todo após reescutar com mais cuidado.
As músicas geralmente apresentam muitas mudanças de andamento, ritmos e uma gama variada de riffs em uma mesma faixa que não são tão facilmente digeríveis na primeira audição. O mix "sujo e denso" de um death metal pesado que remete ao old school também pode ter influência nisso.
E, claro, vale a menção especial ao inusitado porém excelentíssimo cover "Just Got Paid" do ZZ TOP, com o Alex Camargo, do KRISIUN, nos vocais.

Aos amantes do metal extremo, tenho certeza que esse disco vai ser agradável e surpreendente aos ouvidos, com seu timbre sujo e distorcido das guitarras e um baixo presente e anasalado (que particularmente não gostei muito, mas serviu aos propósitos da mixagem). E caso você esteja cético ou tenha escutado uma vez e não curtido, dê mais uma chance. Vale a pena conferir essa nova fase da banda, que se apresenta em São Paulo no dia 12 de Agosto no Aquarius Rock Bar, e sairá em tour pelo Brasil inteiro com Hatefulmurder, Warcursed e Reckoning Hour a partir do dia 17 de Agosto.
Destaques: Blood Sacrifice, Steady Hands e Far Beyond Existence
Facebook:
https://pt-br.facebook.com/torturesquad

Formação:
Mayara "Undead" Puertas – Vocais
Rene Simionato – Guitarras
Castor – Baixo
Amilcar Christófaro – Bateria
Tracklist:
1. Don't Cross My Path
2. No Fate
3. Blood Sacrifice
4. Steady Hands
5. Hate
6. Hero for the Ages
7. Far Beyond Existence
8. Cursed by Desease
9. You Must Proclaim
10. Jut Got Paid
11. Torture in Progress
12. Unknow Abyss
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