Leprous: Mistura de Pink Floyd e Tool e uma pitada de black metal
Resenha - Tall Poppy Syndrome - Leprous
Por Marcio Machado
Postado em 11 de janeiro de 2017
Nota: 8 ![]()
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O Leprous hoje já é uma banda bastante consistente, já tendo em sua trajetória, quatro álbuns de estúdio, e um ao vivo gravado no ano passado. Em seu debut, "Tall Poppy Syndrome", gravado lá em 2008, a banda que se iniciou como os músicos de apoio que integravam o Emperor, mostraram ao que viriam, não sendo só mais um banda dentro do Prog Metal, em momento algum se fechando ao estilo, mas agregando outros demais. Oriunda da Noruega, o berço do black metal, e jamais negando suas raízes, incorporando vários elementos do gênero a sua música, e com toques do industrial, aliados a potente e bonita voz de Einar Solberg,vocalista e tecladista, o Leprous da um pontapé inicial em melhor forma, discorrendo técnica e criatividade em um álbum que para se ouvir do começo ao fim sem pular uma única canção.
Numa mistura de Pink Floyd e Tool, e uma pitada de black metal, em apenas oito faixas, mostram como é possível ser criativo e criar uma identidade dentro de um estilo que já parece saturado, Einar e sua gangue alternam melodias grudentas a peso, vocais mansos a guturais, a passividade do rock progressivo a insanidade do black metal. Desde seu começo em "Passing", que já dá o ar melancólico que permeia até hoje o som dos caras, percebemos que havia um potencial enorme ali, e que sim, a banda alcançaria bons frutos de seu trabalho.
"Phanton Pain" e "Dare You" continuam no mesmo clima de peso e certa melancolia, no lado mais gótico da banda, ambas canções de alto nível e cheio de mudanças rítmicas, dignas de causar inveja até aos capitães do gênero, e volto a dizer, como a voz de Einar soa gostosa de se ouvir nessas canções, hora se assemelhando à Vortex (ex-Dimmu Borgir, Borknagar) casa perfeitamente com suas melodias.
"Fate" abre com um belo trabalho de violão, numa música belíssima, que tem um solo bastante inspirado e melódico.
"He Will Kill Again" já abre como digna de figurar em um álbum dessas bandas de black metal sinfônico, e até mesmo uma passagem mais agressiva em seu meio invoca o estilo e trazendo suas origens a tona, para dar vez a partes bastantes progressivas, chefiadas pelo tecladista, e continuando no metal Satã, "Not Even A Name" já abre e nos remete diretamente a uma música do Cradle of Filth, mas é só uma faixada, pois há tantas nuances dentro dessa música que é impossível rotula-lá sendo pertencente à um único gênero, e a mescla entre vocais e rasgados é espetacular, dando um tom caótico na faixa, candidata a melhor do álbum.
A faixa título trata-se de um instrumental carregado, com clima pesado e uma breve passagem de grunhidos e vozes perto de seu final, e "White" fecha o disco trazendo de novo várias mudanças de ritmo, encadeadas algumas vezes por um sintetizador de sonoridade bastante presentes, vocais sobrepostos, outro solo de guitarra espetacular, peso e bateria fuzilando com pedais duplos.
Apesar de ainda não ser tão grande como outros nomes, o Leprous teve um início espetacular e prova que ainda há muito o que ser mostrado, muito o que ainda se ouvir desses noruegueses que de músicos de apoio, conquistaram seu lugar como uma banda real e que continuem por muitoa e muitos anos com preciosidades como este "Tall Poppy Syndrome".
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