Terrorizer: Um dos mais sujos e indispensáveis do Metal Extremo

Resenha - World Downfall - Terrorizer

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Por David Torres, Tradução
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Surgido em 1987, das cinzas da banda de Thrash/Black Metal Majesty, o Terrorizer é um dos grandes nomes do Metal Extremo mundial. Executando uma sonoridade completamente direcionada ao Grindcore e ao Death Metal, a banda contava inicialmente com uma formação composta por grandes nomes dessas duas vertentes do Metal Extremo, sendo eles o vocalista/guitarrista Oscar Garcia (Nausea, atualmente no Terrorizer LA), o finado guitarrista Jesse Pintado (que já tocou nas bandas Napalm Death, Lock Up, Brujeria e Resistant Culture) e o baterista Pete "Commando" Sandoval (ex-Morbid Angel). Após lançarem duas demos no ano de 1987, "Demo '87" e "Nightmares", além de um "Split" com o Nausea, lançado no ano seguinte, os músicos da banda foram incentivados pelo baixista Shane Emburry (famoso por tocar no Napalm Death, Brujeria e diversas outras bandas e projetos) a assinar com a gravadora inglesa independente especializada em Metal, Earache Records e gravar o seu primeiro registro de estúdio.

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Shane venerava as demos gravados pelo trio e então, em 13 de novembro de 1989, é lançado um dos trabalhos mais importantes e influentes da música pesada, "World Downfall". O álbum conta com a participação especial do "frontmen" do Morbid Angel, David Vincent, tocando o baixo nesse "debut". Esse também foi um dos primeiros discos produzidos por Scott Burns, que com o passar dos anos tornou-se um dos produtores mais reconhecidos do Death Metal, tendo trabalhado ao lado de grandes ícones do estilo. Hoje é o aniversário desse grande petardo do Metal Extremo e seu aniversário não poderia passar em branco.

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Possuindo uma grandiosa e engajada arte de capa que capta exatamente o que o registro significa, esse "debut" abre de forma magistral, com a poderosa "After World Obliteration". Logo de cara somos bombardeados com uma introdução mirabolante, recheada de "riffs" sujos e explosivos, além de variações de andamento matadoras, nos convidando para uma experiência do mais genuíno caos em forma de música. Os vocais urrados de Oscar Garcia são maravilhosos e precisos. A "cozinha" de baixo e bateria encabeçada por David Vincent e Pete "Commando" Sandoval é simplesmente massacrante e a guitarra de Jesse Pintado é outro espetáculo à parte. "Storm of Stress" abre lentamente, com "riffs" sendo tocados de forma pausada, dando espaço para ouvirmos o baixo de David Vincent claramente. Segundos depois, um novo genocídio sonoro se inicia, martelando nossos ouvidos com impiedosos "riffs" e estrondosos "blast beats".

A bateria de Sandoval e o baixo de Vincent rapidamente abrem caminho para um "riff" cadenciado e avassalador de Jesse Pintado, abrindo assim a estupenda "Fear of Napalm". Novamente temos uma introdução fenomenal, que convida o ouvinte a "banguear" incessantemente. Pouco depois, o andamento da música novamente se altera e nos leva para mais uma sessão da mais genuína pancadaria. A igualmente truculenta "Human Prey" vem logo em seguida e mantém a atmosfera caótica e violenta com precisão, contando com mais uma brutal sessão de palhetadas insanas e "blast beats" desvairados.

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A fantástica "Corporation Pull-In" é mais uma empolgante faixa, recheada de "riffs" e levadas destruidoras de bateria. Tudo muito bem acompanhado pelos urros cavernosos de Garcia, cuja voz "rasga" os autofalantes a cada verso cantado. O álbum prossegue de forma brilhantemente insana, com as "arrasa-quarteirões" "Strategic Warheads" e "Condemned System" mantendo o mesmo peso, agressividade e rapidez das composições anteriores. O baterista Pete Sandoval e o guitarrista Jesse Pintado iniciam "Resurrection", que abre com um "riff" cadenciado que em questão de segundos leva o ouvinte a mais uma hecatombe nuclear disfarçada de música. "Riffs" e mais "riffs" intensos são disparados sem dó e piedade e os "blast beats" e levadas frenéticas de bateria continuam e ainda mais violentos.

A empolgante "Enslaved by Propaganda" se inicia de forma cadenciada e ganha ainda mais peso e velocidade conforme a música caminha. É uma faixa que novamente traz um primoroso trabalho de guitarra, bem como um desempenho impecável de baixo e bateria e vocais monstruosos do início ao fim. "Need to Live" é a décima faixa e mais uma vez nossos tímpanos são triturados violentamente com mais uma sequência absurdamente infernal de "riffs" e "blast beasts" que jamais se cessam, muito pelo contrário, apenas ficam ainda mais vorazes e dementes. Pesadíssimas linhas de bateria e "riffs" truculentos de bateria abrem "Ripped to Shreds", mais uma típica composição Death/Grind, possuindo um começo mais contido e balanceado e que implode logo após, dando início a um novo holocausto.

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A pancadaria não para e sem tempo para respirar ou segurar o fôlego, temos mais uma sequência de faixas realmente assassinas: "Injustice", "Whirlwind Struggle" e "Infestation" não desapontam em um milésimo de segundo sequer e apenas mostram ainda mais o poderio de fogo desses mestres da brutalidade. O "gran finale" fica reservado para a clássica "Dead Shall Rise" (que foi regravada anos depois para o segundo álbum da banda, "Darker Days Ahead", de 2006) e a igualmente mortal faixa título, "World Downfall". O que dizer sobre essas duas faixas?! Mais uma lição de como se fazer um tremendo Deathgrind. "Riffs" impecáveis e imundos, "cozinha" de baixo e bateria calibrada do início ao fim e vocais brutalmente fenomenais. Uma excelente forma de encerrar um excelente trabalho como esse.

Em 2005, Jesse Pintado e Pete Sandoval ressuscitaram o Terrorizer, lançando um álbum em 22 de agosto de 2006, "Darker Days Ahead", através do selo da Century Media Records e agora contando com Tony Norman no baixo e também na guitarra e Anthony "Wolf" Rezhawk nos vocais. Infelizmente, uma fatalidade acontece no mesmo ano. O guitarrista Jesse Pintado falece em 27 de agosto do mesmo ano, apenas quatro dias após o lançamento do segundo álbum do grupo, em decorrência de uma insuficiência hepática.

Já em 2012, o Terrorizer lança o seu terceiro e até então último álbum, "Hordes of Zombies", através da gravadora Season of Mist e novamente trazendo Pete "Commando" Sandoval na bateria, Anthony "Wolf" Rezhawk como vocalista e acrescentando mais um membro, o guitarrista Katina Culture. David Vincent mais uma vez figura como baixista convidado. Atualmente, o Terrorizer conta com o baixista e vocal de apoio Sam Molina, os guitarristas Lee Harrison e Katina Culture, além do vocalista Anthony "Wolf" Rezhawk e do baterista Pete "Commando" Sandoval, que permanecem na banda desde o seu retorno às atividades. "Darker Days Ahead" e "Hordes of Zombies" são bons álbuns, mas não conseguem trazer o mesmo espírito caótico do clássico "debut" da banda. Ainda assim, são álbuns que vale a pena escutar, especialmente quem é fã da banda ou simplesmente de Metal Extremo. Sujo, rápido, direto e incrivelmente visceral, "World Downfall" é um dos muitos trabalhos da música pesada que guarda consigo um belo legado que certamente jamais será esquecido.

01. After World Obliteration
02. Storm of Stress
03. Fear of Napalm
04. Human Prey
05. Corporation Pull-In
06. Strategic Warheads
07. Condemned System
08. Resurrection
09. Enslaved by Propaganda
10. Need to Live
11. Ripped to Shreds
12. Injustice
13. Whirlwind Struggle
14. Infestation
15. Dead Shall Rise
16. World Downfall

Oscar Garcia (Vocal)
Jesse Pintado (Guitarra) (R.I.P. 2006)
Pete "Commando" Sandoval (Bateria)

Músico especialmente convidado:
David Vincent (Baixo)


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Sobre David Torres

Moderador e criador nas páginas Mundo Metal e The Old Thrash Metal, tem como estilo predileto o bom e velho Thrash Metal e procura sempre conhecer mais e mais acerca do estilo, assim como do Rock/Metal como um todo e as suas mais variadas vertentes e subgêneros.

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