Sabaton: Suecos detonam novamente em disco com música sobre a FEB

Resenha - Heroes - Sabaton

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Por Bruno Gava Tramontina
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Nota: 9


O novo álbum da banda sueca de power metal, Sabaton, intitulado "Heroes", é deveras excelente, não somente pelas letras impressionantes sobre acontecimentos históricos da segunda guerra mundial, mas também pela brilhante melodia das músicas em geral.

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O álbum é iniciado por "Night Witches" que possui um ritmo contagiante, e é, sem dúvidas, uma das melhores canções do "Heroes", especialmente porque empolga os ouvintes de forma imediata. O disco logo segue com "No Bullets Fly", que na realidade, é aquele tipo de música que não importa quantas vezes você ouça, pois não enjoará de maneira alguma, além de contar com um refrão simplesmente fabuloso.

Bem, agora devo avisá-los que o momento mais fenomenal de todo o álbum chegou - para os brasileiros, obviamente -, por um simples motivo: a música é sobre a FEB (Força Expedicionária Brasileira) e "Smoking Snakes" é o nome da canção, merece destaque, pois relata a história de três heróis brasileiros (drei brasilianischen helden), que lutaram com muito orgulho por nosso país e deram suas vidas na batalha. Porém, devo confessar que ao mesmo instante, provoca uma frustração pelo fato de apenas ter conhecimento desta história por meio de uma banda sueca, é uma pena que o Brasil não reconheça os verdadeiros "heróis" da pátria.

Aliás, vale mencionar que um verso da música está em português: "Cobras fumantes, eterna é sua vitória" (o mais impressionante é que não consigo retirar esta frase da cabeça).

A próxima faixa, é "Inmate 4859", que para ser sincero, lembra e muito por sinal "Ruina Imperii" (canção do álbum Carolus Rex) e é, digamos assim, audível, visto que peca em originalidade, além de possuir uma instrumental monótona. Em seguida, podemos acompanhar uma genial obra de arte, conhecida por "To Hell and Back", que, na realidade, foi inspirada em Audie Murphy, um dos maiores soldados da história das guerras, tendo a oportunidade de receber diversas medalhas por seu desempenho nas mais diversas campanhas. O clipe também não passa despercebido, pois retrata as dificuldades enfrentadas pelos soldados no "pós-guerra".

Seguindo para a próxima faixa, que aliás é até complicado de explicar com palavras, o que sinto com "The Ballad of Bull", uma vez que a composição nos faz relaxar e pensar sobre os mais diversos tópicos... infelizmente penso que poderia ser menos repetitiva, talvez com um solo de "arrebentar os ossos", ou até mesmo uma insanidade "A la Sabaton", pois acaba se tornando tediante com o tempo. A próxima aventura de "Heroes" é "Resist and Bite", que por ser um single, é evidentemente mais comercial, então não provoca faíscas nos ouvidos, se formos analisar mais a fundo, nem mesmo o relato desta música é o mais assustador, ou criativo.

"Soldier of 3 Armies" é a próxima, e já arrebenta de início, com uma encantadora introdução de baterias, e os vocais do Joakim estão mais do que excelentes nesta faixa, e é exatamente por este tipo de canção que tenho orgulho de ouvir Sabaton. Aliás, até o tema da música, é uma completa absurdidade, pois nunca nem sequer imaginei que um soldado conseguiria lutar por três diferentes exércitos. "Far From The Fame" dá sequência a esta doideira, e, olha, pra ser honesto, se já consideram esta múisca excelente na versão de estúdio, recomendo que ouçam a versão ao vivo, pois supera toda e qualquer expectativa.

E para finalizar o álbum com chave de ouro, nada melhor que "Hearts of Iron", que além de estrofes muito bem escritas, apresenta um solo tranquilo e suave, perfeito para o fim, sem contar, as ótimas aparições de "7734" e "Man of War". Entretanto, com a maior honestidade, o cover de "For Whom The Bell Tolls" não me surpreendeu, porque a instrumental não chega a ser emocionante, e não oferece nostalgia ao ouvinte, e admito que a versão original é muito superior (e olha que nem sou um grande fã de Metallica, tanto que é a banda que eu considero menos interessante do "Big Four"), mas foi apenas uma tentativa dos suecos, nada que atrapalhe o álbum.

Veredicto: Um álbum grandioso, que apesar de não superar seu antecessor "Carolus Rex", é um "baita álbum" que diverte aos mais diversos fãs de metal.


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