Mark Knopfler: sonoridade cada vez mais focada no blues
Resenha - Privateering - Mark Knopfler
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 17 de setembro de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Mark Freuder Knopfler completou 63 anos no último 12 de agosto. A banda que o tornou famoso, o Dire Straits, encerrou as atividades há 17, em 1995. Desde então, o vocalista e guitarrista gravou diversos álbuns solos e trilhas para filmes, distanciando-se cada vez mais do som que o consagrou e o tornou conhecido em todo o mundo.
"Privateering" é o sétimo disco solo de Knopfler. O trabalho é duplo e traz generosas vinte faixas. A sonoridade é calcada no folk blues e no country, com a inclusão de instrumentos como sanfona, banjo, violino e órgão, entre outros. Esse direcionamento é até certo ponto surpreendente, visto que a música do trabalho é profundamente inspirada e calcada no universo sonoro norte-americano, e Mark Knopfler, pra quem não sabe, é escocês (ele nasceu em Glasgow). Porém, desde a dissolução do Dire Staits, Knopfler tem caminhado para uma sonoridade cada vez mais focada no blues.
Um ponto que chama a atenção é o quanto a voz de Mark Knopfler adquiriu um timbre mais grave e sombrio nos últimos anos. Em algumas canções, parecemos estar ouvindo faixas de algum disco de Leonard Cohen ou de Bob Dylan. Para efeitos de comparação, para situar o ouvinte, há uma similaridade entre as composições de Privateering e o disco gravado por Bruce Springsteen em homenagem a Pete Seeger, "We Shall Overcome: The Seeger Sessions" (2006). O clima é interiorano, bucólico, com canções contemplativas e meditativas, que trazem um Knopfler avaliando a sua própria vida.
O principal mérito de "Privateering" é agregar elementos da música celta ao blues, fazendo surgir um som diferente e único. Em certos aspectos um trabalho que aproxima-se de um esforço arqueológico, as vinte composições de "Privateering" revelam um Mark Knopfler muito mais completo e profundo do que o que conhecemos através do pop do Dire Straits. Esse contraste, essa diferença, entre universos sonoros tão díspares pode fazer com que os ouvintes casuais do Dire Straits não curtam ou não entendam "Privateering", julgando-o, apressada e equivocadamente, como "monótono" e "caipira". Azar deles, pois estarão deixando de curtir um dos discos mais interessantes dos últimos anos.
Um bluesman escocês apaixonado por country: essa é a nova cara de Mark Knopfler, e "Privateering" traduz de maneira certeira o atual momento do músico. Surpreendente, em todos os (bons) sentidos.
Faixas:
CD 1
Redbud Tree
Haul Away
Don’t Forget Your Hat
Privateering
Miss You Blues
Corned Beef City
Go, Love
Hot or What
Yon Two Crows
Seattle
CD 2
Kingdom of Gold
Got to Have Something
Radio City Serenade
I Used to Could
Gator Blood
Bluebird
Dream of the Drowned Submariner
Blood and Water
Today is Okay
After the Beanstalk
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música gravada pelo Iron Maiden que foi uma "dor de cabeça" para Paul Di'Anno
O álbum mais vendido da história e que nunca chegou ao primeiro lugar das paradas
O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
Pastor que "inspirou" Iron Maiden, Genesis e Ozzy Osbourne morre aos 86 anos
Por que Angra não chamou Marco Antunes de volta, segundo Rafael Bittencourt
Bangers Open Air 2027 define data para anúncio do lineup completo
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
O dia em que Brian May e Tony Iommi viram Eddie Van Halen brincar com uma guitarra
O músico que só gostava do Pink Floyd na fase Syd Barrett
O álbum que Robert Plant acredita que ajudou a salvar o Led Zeppelin
Ex-baixista do Death Angel, Dennis Pepa enfrenta câncer em estágio 4
A música do Guns N' Roses que nasceu diferente das outras, segundo Duff McKagan
Os 5 melhores discos do Metallica, segundo o Classic Rock History
"Não consigo mais fazer isso"; a cruel frase que Freddie Mercury disse a Brian May
Tom Araya, vocalista do Slayer, não é ateu, acredita em Deus e fez a Primeira Comunhão
A resposta de Renato Russo a quem compara Legião Urbana com Engenheiros do Hawaii


Os 3 artistas considerados "rock de tiozão" pelo baixista do Nirvana Krist Novoselic em 1992
A música que Mark Knopfler escreveu na noite que John Lennon foi assassinado
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



