Eluveitie: fôlego novo para um estilo extremamente saturado

Resenha - Everything Remains (As It Never Was) - Eluveitie

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Por Júlio André Gutheil
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Com este novo trabalho, o Eluveitie conseguiu colocar decididamente seu nome entre os gigantes do Folk Metal, não só europeu como também mundial. O grupo suíço consegue reunir neste “Everything Remains (As It Never Was)” todos os elementos que já os consagravam como grande expoente do gênero: tem um pouco do peso e da velocidade de debut “Spirit”, um tanto das melodias melhores trabalhadas de “Slania” e bem mais da celticidade que se ouviu no experimental “Evocation I: The Arcane Dominion”.
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De certa forma, eles conseguiram criar uma equação perfeitamente balanceada entre todos esses elementos, atinge um nível de maturidade musical muito interessante, nos mostrando um fôlego novo para um estilo que vem ficando extremamente saturado. “Everything Remains (As It Never Was)” é um disco que não se parece com nenhum dos outros já lançados, é diferente, tem arranjos bem diferentes, mas que mantem a essência e o espírito que a banda sempre teve. E conseguir algo assim, já garante muitos pontos prós para a banda!

Mas vamos às faixas: “Otherworld” é uma introdução soturna, com narração melancólica enfeitada por gaitas e flautas que lhe garantem um clima quase místico e hipnótico. A faixa-título, “Thousandfold” (Single com um clipe muito bacana), “Nile” e “The Essence of Ashes” formam uma sequência de muito peso, flautas aceleradas e variações muito interessantes de vocais que ão um clima inovador ao som da banda.

Em seguida chega a instrumental e belíssima “Isara”, que soa quase como mágica. “Kingdome Come Undone” retorna com o peso e a violência, e mais uma vez se ouve nitidamente o amadurecimento musical atingindo pela banda. “Quoath the Raven” e “(Do)Minion” seguem na mesma batida de força, velocidade e intensidade; na sequência mais um interlúdio instrumental (também lindo) “Setlon”, que rapidamente dá lugar para a cavalgante “Sempiternal Embers” e a quase dançante “Lugdunon”.

E para fechar com chave de ouro um epílogo instrumental emocionante, “The Liminal Passage”, que tem uma aura de despedida, triste, que dá a imagem de alguem se afastando em meio a névoa....

Ainda vale ressaltar a arte gráfica muito elegante e bonita assinada por Travis Smith e Manuel Vargas. A fonte das letras do encarte parecendo runas ficou algo fabuloso!

Por fim, um álbum maravilhoso, que pode não ser perfeito mas mesmo assim pode ser encarado como o melhor trabalho destes suíços muito competentes.

Track List:
1. Otherworld - 1:57
2. Everything Remains (As It Never Was) - 4:25
3. Thousandfold – 3:20
4. Nil – 3:43
5. The Essence of Ashes – 3:59
6. Isara – 2:44
7. Kingdome Come Undone – 3:22
8. Quoath the Raven – 4:42
9. (Do)Minion – 5:07
10. Setlon – 2:36
11. Sempiternal Embers – 4:52
12. Lugdunon – 4:01
13. The Liminal Passage – 2:15

http://www.myspace.com/eluveitie
http://www.eluveitie.ch/

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Sobre Júlio André Gutheil

Nascido em Feliz, interior do Rio Grande do Sul, de origem alemã e com 20 anos de idade. Grande fã de Blind Guardian, Paradise Lost e Opeth, além de outras várias bandas de diversos estilos distintos. Pretende cursar jornalismo e também se dedicar o máximo possível à crônica do mundo Heavy Metal. Escreve no blog www.metalmeltdowndiscos.blogspot.com. Twitter: @jagutheil.

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