Arctic Monkeys: sutil tanto nas letras quanto nos arranjos

Resenha - Humbug - Arctic Monkeys

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Por Fábio Cavalcanti
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Nota: 7

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


No mundo dos ativos integrantes do Arctic Monkeys, dois anos e meio sem lançar material novo pode ser considerado como um hiato, um período de longas férias. Nesse precioso meio tempo, a banda aproveitou para rever seus conceitos, e sua sonoridade. Chega a ser previsível imaginar que o quarteto, liderado por Alex Turner, iria tentar algo completamente diferente em seu novo trabalho. Obviamente, é exatamente isso que acontece no recém-lançado "Humbug"!
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Após dois ótimos trabalhos que mesclavam a atual tendência indie rock com toques criativos, letras "non-sense" e sonoridade alucinada e irreverente, a banda resolveu pisar fundo no freio dessa vez, e entregou um trabalho que deve ser escutado com mais atenção. Por sinal, a boa faixa de abertura "My Propeller" não engana o ouvinte, e mostra bem a essência geral do novo trabalho: sutil (tanto nas letras quanto nos arranjos), moderado e suave.

O primeiro single é "Crying Lightning", uma balada levemente retrô que começa sem grandes surpresas, mas termina de uma forma deliciosamente melancólica. A criativa "Secret Door" também começa sem grandes surpresas, mas termina como uma das mais belas músicas compostas pelo quarteto. Se falarmos em potenciais singles, temos uma ótima candidata: a linda balada "Cornerstone".

Misturando melancolia com um "quê" de sombrio, as faixas "Fire and the Thud", "Dance Little Liar", e "The Jeweller's Hand" se mostram como pontos fracos do álbum, nos fazendo perguntar: no que esses "macacos" estavam pensando quando trouxeram certas influências do The Last Shadow Puppets? Não que este projeto paralelo de Alex Turner seja ruim, mas pode-se notar que ele pertence a um universo totalmente à parte dos "Monkeys"...

De qualquer forma, ainda temos mais ótimas músicas em "Humbug": os divertidos rocks "Dangerous Animals" e "Potion Approaching", além da "pancadona" "Pretty Visitors" - que acaba soando deslocada da proposta do álbum, mas o salva de soar um tanto entediante. Em tais momentos, o sentimento de saudades dos primeiros álbuns é inevitável...

"Humbug" é um bom álbum, que mostra a criatividade - e possível genialidade - da banda ainda presente. Porém, ao lembrar que seus integrantes mal saíram da adolescência, e poderiam estar se divertindo com mais rocks "pra cima" por muitos e muitos anos, chega a ser estranho lembrar que um trabalho tão sério - e até "careta", para os antigos padrões da banda - pode levá-los a um rumo nada interessante em seus próximos trabalhos.

Então, fica a pergunta: e agora, Sr. Alex Turner?

Músicas:
1. My Propeller
2. Crying Lightning
3. Dangerous Animals
4. Secret Door
5. Potion Approaching
6. Fire and the Thud
7. Cornerstone
8. Dance Little Liar
9. Pretty Visitors
10. The Jeweller's Hands

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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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