Resenha - Straight Between the Eyes - Rainbow

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Por Allan Jones
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Nota: 8


Este é o álbum de maior sucesso de toda a carreira do Rainbow. Algumas pessoas irão contestar esta afirmação, citando a fase clássica com Dio e tudo mais, mas o fato é que com "Straight Between The Eyes", o Rainbow ganhava o status de grande nome. O que era antes o projeto do ex- guitarrista do Deep Purple se tornava uma grande potência do hard rock mundial. Talvez movidos pelo Hit "Stone Cold", o Rainbow estourou definitivamente nop Japão e nos E.U.A, os maiores mercados da indústria fonográfica.

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Neste disco, estreiava o tecladista David Rosenthal que substituia (a altura) o talentoso Don Airey. Este álbum também foi o segundo com o jovem vocalista norte americano chamado Joe Lynn Turner, que substituiu o apenas razoável Graham Bonnet. Joe estreiou no álbum "Difficult to cure" mas apenas refez os vocais que haviam sido gravados por Graham. Os músicos se mostravam em forma, Joe e Bobby se mostravam mais soltos em relação ao álbum anterior.

O play abre com "Death Alley Driver", canção que mostra que a banda não estava para brincadeiras. A disputa acirrada ente guitarra e teclado demonstra isto.

"Stone Cold", balada que Joe compôs para sua ex-mulher, estourou no mundo todo, e falando-se em cifras e execução, é o maior hit da história do Rainbow.

"Bring on the night" vem logo após e surpreende, pois quando imaginamos que vá surgir uma música fraca, aparece a que talvez seja a melhor canção do álbum. Forte e empolgante, a bateria de Bobby Rondinelli brilha nesta música, que estranhamente não costumavam tocar ao vivo.

"Tite Squeeze" é o tipo de música desnecessária. Sua levada um tanto quanto enjoativa faz o ouvinte imaginar que ela poderia ter ficado de fora ou então ser colocada no final do disco.

"Tearin out of my Heart" é mais um sucesso do álbum. Joe e Ritchie mostram seus lados sensíveis. É a típica música para trilha sonora de filme romântico.

"Power", com um riff dançante, é um hard rock descompromissado para pegar FM. O resultado é perfeito. A música era presença garantida nos shows da banda, apesar de não ser a predileta dos fãs.

"Miss Mistreated", mais uma música falando sobre mulheres, tem uma levada meio pop onde brilha o arranjo de cordas feito por Blackmore e Glover.

Em "Rock Fever" o rock n 'roll toma conta. Uma música muito forte com um refrão excelente, a tentativa de criar um hit do rock n'roll, que infelizmente não pegou... injustamente, por que a música é excelente.

Chegamos ao final do disco. Em "Eyes of Fire" surge um clima de nostalgia. Esta música tem um bom arranjo, uma levada medieval no estilo do velho Rainbow. A diferença é que Ronnie James Dio não está mais lá, e por mais que Joe se esforce para soar como o Rainbow antigo, a voz dele não é a mais indicada para aquele tipo de música.

Apesar de muitos fãs torcerem o nariz para esta fase final do Rainbow, é inegável que esta tenha sido uma fase muito produtiva, em que a banda colocava músicas nas paradas, invadia as FMs e lotava os shows.




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Sobre Allan Jones

É carioca, tem 23 anos e ouve rock desde pequeno. Suas principais influências são dos anos 70 e 80. Fez vários trabalhos relacionados ao rock, desde programas de rádio até promoção de eventos. Além disso, é músico e também faz trabalhos relacionados ao teatro. Oficialmente trabalha para a secretaria de fazenda de uma prefeitura de um município do Rio. Atistas prediletos: Kiss, Alice Cooper, Van Halen, Todd Rundgren, Asia, Kansas, Journey e as bandas do cenário do hard oitentista.

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