Resenha - Come Taste The Band - Deep Purple
Por David Soares da Costa Oliveira
Postado em 03 de setembro de 2003
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Ano: 1975
Esse disco com certeza deveria entrar para a estória do Purple como um de seus grandes clássicos de todos os tempos. Primeiro disco da banda sem Blackmore na guitarra, esse álbum marcou o fim da banda no meio da década de setenta. Um ano antes Richie Blackmore havia deixado o grupo por não gostar do novo direcionamento que a banda estava tomando, mostrado com clareza em "Stormbringer" de 74. Chamaram, então, um velho amigo de Coverdale para assumir as seis cordas da banda, e esse foi o fabuloso Tommy Bolin.
O disco começa espetacular com "Comin’ Home", mostrando que a banda não tinha esquecido como se fazia o tipo de som que a consagrou. Depois vem "Lady Luck" que dá a leve impressão de que o disco não irá manter o nível, em termos de composições como mostrado na primeira faixa, o que não quer dizer que a música seja ruim. Na sequência, "Gettin’ Tighter" e "Dealer" são músicas fabulosas e que remetem ao melhor estilo apresentado no álbum anterior. Já "I need love" e "Drifter", seriam como a já mencionada "Lady Luck", talvez sendo "Drifter" um pouco melhor que essas outras duas. A partir daí "Love Child", "This Time Around" "Owed to ‘G’" e "You Keep on Moving", que fecha o disco, mostram um Purple inspiradíssimo e com muito a dizer ainda.
Bolin mostrou ser um excelente guitarrista, seja na sua performance mostrando um lindo timbre de guitarra com muito feeling, solos muito bem colocados e arranjos sensacionais como podemos conferir na última faixa, seja como compositor, já que ele escreveu mais da metade do álbum. Jon Lord e Ian Paice como sempre estão esplendorosos em seus instrumentos. E o que dizer da dupla Coverdale e Hughes? O primeiro, um barítono de extrema competência, afinadíssimo, interpretando as músicas como ninguém, com certeza o melhor trabalho vocálico dele no Purple. O segundo um baixista de altíssimo nível mostrando toda a sua versatilidade neste instrumento, recheando o disco com toques de blues, groove, soul music e hard rock. Quanto a sua voz... nada a se comentar, maravilhosa como sempre, alcançando notas em escalas fantásticas. O dueto que os dois fazem em "You Keep on Moving" é sinceramente o dueto mais lindo que já ouvi na vida. Talvez se essa formação tivesse continuado por mais algum tempo teria rendido grandes frutos ao Rock & Roll.
"Come Taste The Band" retrata uma banda em formação, sem 100% de entrosamento, mas que mesmo assim conseguiu fazer um disco excelente. Ouvi-lo não lhe faz sentir falta dos álbuns anteriores e nem de Richie Blackmore.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
As únicas três músicas do Sepultura que tocaram na rádio, segundo Andreas Kisser
Show do Guns N' Roses em Campo Grande é marcado pelo caos no trânsito
O país em que Axl Rose queria tocar com o Guns N' Roses após ver Judas Priest brilhar lá
Evanescence lança música inédita e anuncia novo disco, que será lançado em junho
Dave Mustaine afirma que setlists dos shows do Megadeth são decididos em equipe
Yes anuncia detalhes do seu novo álbum de estúdio, "Aurora"
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
Mike Portnoy passa mal e vomita durante show do Dream Theater
5 bandas dos anos 70 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
Bob Daisley chama de "verdadeiro crime" falta de crédito em clássico de Ozzy Osbourne
A música "fundamental" que mostrou ao Metallica que a simplicidade funciona
Andreas Kisser fala sobre planos para o pós-Sepultura e novo EP
Filho de Rick Wakeman, Adam declara seu amor pelo Marillion e Mark Kelly
Roger Waters procura vocalista para banda cover de Pink Floyd do filho


As músicas "melancólicas" e "épicas" que inspiraram "Fade to Black", do Metallica
Quando David Coverdale usou a voz para expulsar um urso de casa
Steve Morse revela como Ritchie Blackmore reagiu à sua saída do Deep Purple
Ritchie Blackmore explica por que saiu do Deep Purple: "Eram só interesses financeiros"
Angus Young disse que uma banda gigante era "um Led Zeppelin de pobre"; "isso é ridículo"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos


