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Jethro Tull: Discografia comentada

Por Tiago Meneses
Em 23/05/16

Existem bandas que os seus nomes se confundem com o nome dos seus líderes. Com certeza que em poucos casos existe uma ligação tão forte como é caso de IAN ANDERSON e o JETHRO TULL. Além de um grande letrista, junto à banda e através de sua flauta, criou obras de sonoridade única e difícil definição, atravessando décadas a frente de um dos grupos mais originais e influentes da história do rock progressivo.

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This Was (1968)

O álbum de estreia do JETHRO TULL, "This Was", apresenta a banda fazendo uma sonoridade blues-rock que pode ser colocada em algum lugar entre CREAM e TRAFFIC. Logo nos seus primeiros passos já nota-se que o diferencial da banda está na flauta nervosa de IAN ANDERSON e influenciada por KIRK ROLAND, tanto que a banda faz um cover do músico nesse álbum de estreia através de "Serenade To A Cuckoo". Outras músicas de destaque no álbum ficam por conta de "A Song For Jeffrey", "Beggar's Farm" e "My Sunday Feeling" que mostram uma mistura extremamente saborosa de blues-rock e folk. "This Was" pode não ser um álbum com a cara a qual a banda ficou mais conhecida, é menos progressivo, mas ainda assim uma grande estreia.

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Nota: 8

Stand Up (1969)

Após uma estreia já considerada animadora, a banda teve uma evolução na sonoridade no seu segundo álbum, "Stand Up". Considero não somente uma evolução, mas um dos melhores discos da banda. As composições estão em um nível mais elevado. A música de abertura, "A New Yesterday" é um heavy-blues com excelentes trabalhos de guitarra e um baixo agressivo com os toques clássicos da flauta de ANDERSON pra "amaciar" a faixa. "Bourée" é uma peça instrumental baseada na música de BACH com uma linha de baixo grandiosa e um ótimo solo de flauta. "Nothing is Easy" também merece destaque, novamente uma faixa com ótima linha de baixo, além de trabalhos impressionantes guitarra e flauta. "Look Into The Sun" e "Fat Man" são outros destaques de um álbum que de certa forma nos dá uma dica do som que a banda iria começar a abordar nos anos 70.

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Nota: 9

Benefit (1970)

O início dos anos 70 do Jethro Tull segue com uma evolução sonora, dessa vez basicamente definindo sua música dentro daquilo que seria a marca registrada da banda. IAN ANDERSON com a sua maneira única de tocar flauta e vocais singulares combinam perfeitamente com os violões elétricos e guitarras mais agressivas. "Nothing To Say" é uma das minhas músicas preferidas da banda, faixa que a passos curtos cresce em sua sonoridade, possui uma beleza única e incrível trabalho de guitarra. Outro destaque é "Teacher", uma canção bastante bonita, tem um excelente vocal de ANDERSON, linhas de baixos cativantes por parte de GLENN CORNICK, teclados psicodélicos e uma flauta virtuosa. "With You There to Help Me" é um clássico subestimado, belos acordes de guitarra, uma flauta aguda em contraste de um vocal grave. Ainda que a banda não esteja no seu ápice de criatividade, com certeza "Benefit" é um dos seus trabalhos mais valiosos.

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Nota: 9

Aqualung (1971)

"Aqualung" em termos de ser uma obra ambiciosa, passa longe, mas é de uma musicalidade extremamente rica e acessível. A maioria das composições alterna entre blues, rock e folk sob um trabalho esplendoroso de guitarra elétrica de MARTIN BARRE e a flauta poderosa de ANDERSON. A música "Aqualung" possui uma grande mudança de clima, passando pelo folk, momentos com mais suingues, pianos onipresentes, vocais poderosos e ótimo solo de guitarra. "Locomotive Breath" é outro clássico do grupo com introdução de um piano com influência jazz, excelente trabalho de guitarra e flauta, além da interpretação característica de ANDERSON. Outros pontos altos desse álbum sem falhas ficam por conta de Cross-Eyed Mary", "My God" e "Mother Gose.

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Nota: 10

Thick As A Brick (1972)

Com certeza a maior obra-prima da banda. Lindas peças acústicas medievais, tanto por parte dos violões quanto dos teclados. Momentos mais pesados que nos remetem ao Hard Rock, influências folclóricas. ANDERSON sempre com uma maneira ímpar de interpretação vocal e belas ideias no violão. Mas sem dúvida, JOHN EVANS é a grande surpresa, os teclados são completos e carrega o peso de todo o álbum, e não uma nota redundante ou sons desnecessários, tudo está certo em seu lugar. MARTIN BARRE tem participação crucial, especialmente nas partes pesadas quando sua guitarra acrescenta personalidade e força para a música. BARRIEMORE BARLOW nas baquetas é sempre rigoroso, embora ele não brilhe, executa o que é necessário para manter a seção rítmica com o baixo de JEFFREY HAMMOND que faz um excelente apoio. Sem dúvida entra pro rol de discos perfeitos, um dos álbuns mais fundamentais da história do rock progressivo.

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Nota: 10

A Passion Play (1973)

Como em "Thick as a Brick" aqui a banda criou uma longa obra dividida em duas partes. "A Passion Play" remete em alguns momentos ao som da VAN DER GRAAF GENERATOR por conta de suas partes de órgão e sax. BARRE optou usar mais o violão do que a guitarra, tendo uma participação mais discreta no álbum, mas não menos brilhante. A cozinha não é preguiçosa e trabalham de forma bastante eficaz. E claro, a flauta de ANDERSON é sempre um destaque sendo executava de maneira às vezes emotiva e outras vezes mais enérgica. Vejo "A Passion Play" como um dos discos mais grandiosos do JETHRO TULL, grande musicalidade, letras, conceito e onde se encontram uma das melhores composições da banda. Uma obra que cresce aos meus ouvidos cada vez que a escuto.

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Nota: 9.5

War Child (1974)

Sinceramente, o primeiro álbum de certa forma decepcionante da banda. A faixa título não é de todo mal, assim como "Back Door Angels" que é um interessante hard rock com boas passagens folclóricas, enfim, uma combinação musical que os fãs da banda já conhecem e gostam. "Skating Away" e "Two Fingers" também são boas músicas, mas não tem como chamar nenhuma dessas faixas de destaque, mas somente aceitáveis. Apesar dos instrumentos serem muito bem tocados, aqui falta inspiração na música tirando um ou outro lapso mais criativo. Levo em conta que a banda vinha de dois álbuns conceituais de apenas uma canção em cada um deles e estava voltando ao seu estilo convencional. Mas independente disso, é um álbum sem muito brilho se comparado aos anteriores.

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Nota: 6

Minstrel In The Gallery (1975)

Que o JETHRO TULL sempre teve uma influência medieval em suas músicas não é segredo pra ninguém, mas com certeza pode-se se dizer que em "Minstrel In The Gallery" isso foi levado ao extremo. O álbum já começa muito bem com a faixa título, das canções da banda é uma das que melhor fazem o uso da variação entre o acústico e elétrico. "Cold Wind To Valhalla" é uma das melhores do disco, com transições menos súbitas e excelente orquestra de cordas de suporte, possui um encanto simples, mas extremamente eficaz. Impossível não mencionar também "Baker St. Muse" como não somente destaque do álbum, mas um dos grandes destaques da carreira da banda, é impressionante como a banda usa 17 minutos de forma tão natural a ponto de nem vermos o tempo passar, tem belas melodias, orquestração suave, banda de apoio forte com instrumentais fantásticos, passagens populares, hard rock, vocais variados entre veemente e melancólico. Com certeza mais um grande disco da banda.

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Nota: 9

Too Old To Rock 'n' Roll: Too Young To Die! (1976)

Com certeza que aqui não estamos diante dos melhores álbuns do JETHRO TULL. Em meio a álbuns matadores da banda possui muitos momentos esquecíveis, não tem uma boa produção, soa maçante e sem inspiração. Apesar de até o conceito do álbum ser algo meio bobo, ele é passado muito bem devido a sempre sagacidade lírica de IAN ANDERSON. Mas como o álbum também não pode ser considerado inteiramente ruim, "Salamander" é uma boa peça acústica, "Big Dipper" traz de volta uma sonoridade hard rock emotiva e bom uso de flauta, a faixa título possui uma melodia cativante principalmente no refrão, vocais melancólicos e "The Chequered Flag (Dead Or Alive)" tem uma interessante veia dramática, mas o excesso de dramaticidade a deixa meio sonolenta. Sem dúvida alguma que se fosse pra escolher um álbum dos anos 70 pra descartar da discografia, seria esse sem pensar muito.

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Nota: 5

Songs From the Wood (1977)

Uma coisa é fato atentar sobre "Songs From the Wood", trata-se do álbum de sonoridade mais "verde" que a banda tem. São nítidas as influências pastorais e progressivas, provavelmente devido ao fato de que IAN ANDERSON havia se mudado para o campo pouco antes. A banda decidiu aterrissar em um terreno menos complexo e ambicioso, de faixas curtas como no início da carreira, mas com uma atmosfera diferente. Confesso não conseguir destacar uma faixa aqui, "Songs From the Wood" é um álbum não somente belo, mas bastante equilibrado, todas as faixas são boas dentro de praticamente o mesmo nível. Uma banda sólida unida a incrível personalidade de ANDERSON, tocando o estilo o qual ele parece sentir-se mais confortável.

Nota: 9.5

Heavy Horses (1978)

Considerado por um grande número de fãs como o último grande álbum da banda, "Heavy Horses" realmente faz jus ao fato das pessoas terem esse pensamento. Igualmente ao seu antecessor é um trabalho muito homogêneo, mas ao contrário aqui nota-se um brilho maior em faixas como "One Brown Mouse", "The Lullaby" e principalmente a faixa título, "Heavy Horses", com seus momentos intensos, serenos, toques clássicos reforçados com arranjos de cordas, interpretação vocal impecável, enfim, uma alquimia que a transforma em outra em que com certeza é uma das melhores canções já compostas pela banda. Com certeza um álbum excepcional, mas infelizmente muitas vezes acaba por ser subestimado.

Nota: 9

Stormwatch (1979)

Antes de avaliar a qualidade do álbum é bom também saber que estamos no ano de 1979, ou seja, uma época extremamente delicada pro rock progressivo. Grandes bandas caminhavam a passos largos em direção a uma sonoridade pop de fácil aceitação. JETHRO TULL igualmente muitas outras bandas fizeram um álbum com sonoridade diferente do que vinha fazendo, mas posso dizer que eles conseguiram recriar-se sem dar um salto suicida em direção a um pop chato. Há momentos muito agradáveis no álbum como "Dark Ages" que considero o grande destaque do disco, "Elegy" e "Flying Dutchman", enfim, quase todo o álbum é ok e provavelmente a única faixa realmente fraca seja "Orion". Apesar de "Stormwatch" não ser um álbum digno de elogios ferrenhos, também se trata de uma obra quase isenta de muitas críticas, exceto a música já citada.

Nota: 7

A (1980)

Com certa paciência e cabeça um pouco aberta, esse álbum pode crescer um pouco no conceito de quem o ouve e inicialmente não gosta. É um disco diferente, mas não necessariamente um trabalho de mal acabamento. A banda apresenta um novo som, mais moderno, com uma enxurrada de sintetizadores e os mais atualizados equipamentos eletrônicos da época. Esqueça o bandolim, esqueça o alaúde e também o quarteto de cordas assim como das passagens acústicas de violão feitas por ANDERSON. Sem dúvida considero "Fylingdale Flyer" a melhor música do álbum, mais memorável e que mostra que quando bem feito, o folk pode misturar-se ao eletrônico. "The Pine Marten's Jig", "Protect and Survive", mas principalmente, "Black Sunday", são faixas que com o tempo cresceram no meu conceito também.

Nota:6.5

The Broadsword And The Beast (1982)

Em relação a "The Broadsword And The Beast", a sensação final é basicamente a do seu antecessor, ou seja, não é um disco ruim, podendo em um longo prazo a sua qualidade se tornar cada vez mais palpável. É um álbum que agrada em mais de sua metade, das 10 músicas no total, "Beastie," "Clasp," "Fallen on Hard Times," "Broadsword," "Seal Driver," e "Cheerio." são boas canções. Tudo bem que não é nada inovador ou possui a magia de clássicos de outrora. Apesar da muitas vezes nada digerível sonoridade 80's, apresenta algumas melodias cativantes e as canções possuem boa profundidade. Talvez precisem que o ouvinte tenha um pouco mais de paciência já que no geral o amor ou compreensão não acontece com a primeira audição.

Nota: 7

Under Wraps (1984)

Esse é um álbum que mostra que nem sempre a tolerância compensa e insistir em algo na esperança de que a estranheza inicial amenize pode ser somente perda de tempo. Um trabalho sem brilho algum, lamentável. Muitas passagens horríveis de sintetizadores, flautas sem inspiração, letras estúpidas, melodias pobres. Ainda assim não vou dizer que é um disco 100% esquecível, a faixa "Under Wraps #2" faz com que pouco mais de dois minutos desse álbum seja aproveitável, no mais, deve ser completamente evitado.

Nota: 1.5

Crest Of A Knave (1987)

"Crest Of A Knave" é um álbum bem mais interessante que o seu antecessor, tudo bem que isso não é o suficiente pra dizer se é ou não um bom disco tendo em vista o qual ruim é "Under Wraps", mas sim, "Crest Of A Knave" possui seus bons e até excelentes momentos. "Farm On The Freeway" tem ótimas passagens de guitarra, flauta e excelente vocal. "Budapest" é uma verdadeira joia da banda, nas palavras do próprio IAN ANDERSON, "ela envolve vários elementos dos diferentes estilos do JETHRO TULL ao longo dos anos, tem clássico, blues, elementos folclóricos, tem momentos acústicos, mais pesados, um grande final e uma bela guitarra, tem de tudo um pouco", disparada a melhor música do álbum e com certeza somente por ela a nota do disco eleva. "Mountain Men" também é belíssima e com certeza tirando "Budapest" é o maior destaque.

Nota: 6.5

Rock Island (1989)

A banda em "Rock Island" novamente dá uma bola fora. Um disco sem muito esforço artístico e que pouco cativa os fãs familiarizados com o som da banda. Logo na faixa inicial, "Kissing Willie", parece que mais estamos ouvindo ao ZZ Top com uma sonoridade orientada por flauta, e tenho que dizer que não soou nenhum pouco legal. Praticamente não possui nenhuma canção que me prende ou chama atenção, um disco de sonoridade pálida e que se não é pelos bons momentos apresentados nas músicas "Another Christmas Song" e "Heavy Water" e que apesar de nada encantador, conseguem serem diferente das demais, seria um disco 100% esquecível.

Nota: 3

Catfish Rising (1991)

A banda realmente não parece estar nos seus anos mais inspirados ou pelo menos simplesmente criativos. Há pouco uso de teclados e menos ainda de flauta. As estruturas das canções quase nunca são progressivas e existe uma total falta de inspiração dos músicos. É fato que a banda até tenta aplicar a receita que lhe rendeu o status de dinossauro, mas peca em um desempenho indiferente e despreocupado com a qualidade do que se está fazendo. Chamar as músicas "Roll Yer Own" e "Sleeping With the Dogs" de destaques nesse caso é apenas uma maneira de apontar que em meio a um disco tão sem graça ainda brota momentos decentes.

Nota: 2.5

Roots To Branches (1996)

Não vou dizer que o JETHRO TULL esteve perdido, talvez estavam dando passos em direções que não me apetecem, mas em "Roots To Branches" digo tranquilamente que a banda está de novo no caminho certo. De forma mais inspirada, a banda apresenta a flauta sempre onipresente e espirituosa de IAN ANDERSON, elementos folclóricos e rajadas de hard rock além de uma sonoridade de teclados que lembram músicas do Oriente Médio. "Dangerous Veils" é a melhor faixa do álbum, tem um peso natural recheado de flauta e violão, ótimo trabalho de guitarra, órgão e piano que unido a um baixo jazz fazem um dos instrumentais mais interessantes do álbum. "Out of the Noise" é outro destaque, tem uma sonoridade leve e limpa por parte da guitarra e um ótimo trabalho de flauta e baixo que se executam lado a lado. Outras grandes faixas são "Rare And Precious Chain", "Out Of The Noise" e "Valley".

Nota: 7

J-Tull Dot Com (1999)

A banda novamente lança um álbum sem muita inspiração. Apesar de ter um começo forte através de "Spiral" e seguir com uma sonoridade incomum para os padrões do JETHRO TULL com os backing vocals sendo feitos pela cantora Najma Akhtar em um pop simples, mas de resultado até agradável na segunda faixa, "Dot Com", o álbum segue muito arrastado e se tornando até mesmo maçante em vários pontos. Mais uma vez a banda mostra um IAN ANDERSON colocando no mercado um disco repleto de faixas que carece de inspiração e ousadia. Não vou chegar a dizer que é um álbum ruim e se iguala aos seus piores momentos, mas é morno.

Nota: 5

The Jethro Tull Christmas Album (2003)

Sei que muitos podem achar exagero, mas particularmente acho esse o melhor álbum da banda desde "Heavy Horses". Um álbum delicioso de ouvir e me surpreendeu bastante na primeira vez que estive com ele em mãos, arranjos delicados e ricos, guitarras acústicas, bandolins, ótima percussão, acordeão, flautas, teclados bem encaixados e um baixo se não rico, mas que preenche bem as músicas. Pra quem é um amante de "Songs From The Wood" com certeza tem maior tendência a gostar desse disco aqui. Entre ótimas músicas compostas por ANDERSON para o Natal como "Birthday Card at Christmas", "Last Man at the Party", "First Snow on Brooklin" e "A Winter Snowscape" e outras tradicionais rearranjadas como "Herald", "Pavane, Greenslade" e "We Five Kings" o álbum vai se cadenciando de maneira muito agradável. Sem dúvida um álbum de Natal que merece ser comprado.

Nota: 7.5

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Sobre Tiago Meneses

Um amante do rock em todas as suas vertentes, mas que desde que conheceu o disco Selling England by the Pound do Genesis, teve no gênero progressivo uma paixão diferente.

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