Marilyn Manson: "Holy Wood", a história inacabada

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Narcissus Narcosis, Fonte: MansonWiki, Tradução
Enviar correções  |  Ver Acessos

"Holy Wood" é um romance de ficção escrito por MARILYN MANSON entre os anos de 1999 e 2000 (embora MANSON diga que algumas partes tenham sido escritas ainda em 1995). Inicialmente concebido como um complemento para o álbum "Holy Wood (In the Shadow of the Valley of Death)", mantém-se inédito devido a uma série de atrasos, que se acredita serem motivados por problemas de publicação.

Marilyn Manson: ele interpretará cantor viking/death na série American GodsEsquisitices: algumas exigências bizarras para shows

MANSON refere-se ao trabalho como "um romance de ficção provavelmente comparável a algo como Laranja Mecânica. As histórias não são semelhantes de alguma forma, mas é um comentário social e tem lugar em um tempo que não é nem no passado nem no presente. Trata-se de todos os assuntos nos quais 'Holy Wood' (álbum) se concentra: o valor das crianças, política, religião e violência como entretenimento. Eu sei que será recebido com grande controvérsia e ódio, e tenho certeza que alguém vai lê-lo e querer fazer dele um filme. A ideia original de fazer um filme do jeito que eu queria nunca seria possível. Ele nunca seria exibido nos cinemas. As imagens são muito violentas."

Enredo

Descrevendo o enredo do romance em si, MANSON diz: "Toda a história, se você tomá-la desde o início, é paralela à minha, mas apenas disse em metáforas e símbolos diferentes o que eu pensei que as pessoas poderiam extrair. É sobre ser inocente e ingênuo, muito parecido com o que Adão era no paraíso antes deles caírem em desgraça. E ver algo como Hollywood, que eu usei como uma metáfora para representar o que as pessoas acham que é o mundo perfeito, e sobre querer -a vida inteira - se encaixar nesse mundo que acha que você não faz parte dele, que não gosta de você, que te bate em cada passo que você dá, lutando, lutando e lutando... e, finalmente, chegando lá, todos ao seu redor são as mesmas pessoas que te mantiveram abaixo na primeira vez. Então, automaticamente, você odeia todo mundo ao seu redor. Você fica ressentido com eles por tê-lo tornado parte do jogo sem que percebesse que o estava comprando. Você troca uma cela por outra em alguns aspectos. Isso torna-se a revolução, ser idealista o suficiente para achar que pode transformar o mundo, e o que você descobre é que não pode mudar nada exceto você mesmo."


MANSON também afirmou que há uma personagem "muita inspirada em Walt Disney", que foi uma grande influência para a escrita do livro e do álbum que o acompanha. Ao descrever o cenário, ele comparou Hollywood, a cidade, à Disneylândia. "Pensei o quão seria interessante se criássemos uma cidade inteira em um parque de diversões - e a únicas coisas que nos divertiriam seriam sexo e violência, e tudo o que as pessoas realmente querem ver."

No início de junho de 1999, MANSON declarou ao MTV Movie Awards que ele estava escrevendo um roteiro de filme, mas se recusou a se aprofundar no assunto. No mês seguinte, no entanto, tornou-se sabido que a New Line Cinema havia aprovado "Holy Wood" e que MANSON estava escrevendo o roteiro (derivado do romance que ele tinha escrito durante a sua ausência de três meses da vida pública, após Columbine) com a ajuda do escritor Robert Pargi. Na ideia central havia uma personagem para a então noiva do cantor, Rose McGowan.

No início do ano 2000, no entanto, o projeto foi adiado pois, como o MANSON temia, o filme havia sido alterado de tal forma que teria arruinado a sua visão artística sobre ele. Foram feitos planos para primeiro lançar o álbum no outono e o romance - que o MM chama de "gráfico" e "fantasmagórico" - em 2001. A terceira e última parte do plano era o lançamento de um livro artístico, com imagens relacionadas ao livro e ao álbum feitas pelo próprio MANSON e o colaborador de arte de longa data P.R. Brown.

Questionado sobre o projeto no fim do ano 2000, MANSON disse: "Eu não tenho certeza sobre o filme. É algo que posso fazer do meu jeito, mas recentemente eu estive conversando e pensando em fazê-lo em um filme de animação, porque a personagem da história é baseada em uma metáfora sobre mim, mas é muito jovem e não é alguém que eu seria capaz ou quereria retratar como um ator, mas o livro será lançado no início do ano e também é chamado "Holy Wood."

Ainda que em 2002 MANSON tenha mencionado o livro em vários posts de revistas online, uma data de lançamento tinha sido estabelecida e atrasou devido a uma "forma de religião." Muitos acharam que ele se referia ao cristianismo, entretanto, em uma entrevista para a revista oficial da Playstation, para promover a sua aparição como Edgar em "Area 51" - e por outras declarações posteriores, ficou claro que a origem mais provável das objeções era da Igreja de Cientologia, em que o MANSON havia participado de algumas reuniões, mas não tinha se impressionado. O cantor citaria Jack Parsons [influente cientista americano, um dos primeiros discípulos de Aleister Crowley e membro de um grupo local da Ordo Templi Orientis)e sua biografia "Sex and Rockets" no livro.

Em 13 de março de 2003, MANSON postou na seção The Oracle do seu site oficial: "O livro tem sido escrito por 3 anos, mas a censura de certas ideias, ideais e opiniões me impediu de liberá-lo para o público. Me desculpe se não posso dizer mais, mas há uma objeção religiosa ao lançamento porque a inspiração para a história não foi apenas a minha própria vida (os três álbuns incluídos), mas também alguns documentos 'privados' que eu descobri. Esta é uma estrada profunda e escura, e eu não encontrei a porta de saída."

MANSON comentou sobre o romance em novembro de 2005: "Eu acho que não era o momento certo para ele surgir, porque era sobre tudo o que estava acontecendo, e as pessoas não seriam capazes de entender o ponto que eu estava querendo chegar. Elas acabariam por provar o ponto do livro, nada muito além, exceto pelo fato de eu ter a satisfação de que estaria certo em minhas observações.

Eu acho que há um lugar para a história no mundo dos vídeo games narrativos ou uma graphic novel - um lugar onde você pode ser experimental e mergulhar melhor na história. A história, inicialmente, era sobre mim, e eu acho que ela precisa ser sobre todos para que tenha o valor que merece. Ela representa um momento difícil da minha vida, então parte de mim não quer lidar com isso. Mas quando volto atrás e releio, me sinto orgulhoso dela. Eu quero que ela esteja em um lugar que tenha razão de ser, e que seja irônico também. Vídeo games, sendo o bode expiatório moderno da violência, combina muito bem com o que a história é. Haverá um lar para ela muito em breve, mas eu ainda não posso dizer qual será. Eu só estou tentando descobrir onde se encaixa melhor."

MANSON mencionou o romance novamente em uma entrevista à revista Bizarre, no dia 5 de maio de 2012: "Eu escrevi um roteiro, que foi o que se tornou um romance chamado 'Holy Wood', anexado ao meu disco. Voltei a lê-lo depois de 10 anos e encontrei uma nova fé naquilo que foi escrito. É mais aplicável à minha personalidade agora, e ao ambiente que nós vivemos. Ele ficou ainda melhor com a idade. Assim, as pessoas podem esperá-lo emergir. Não virá na forma do nome "Holy Wood", embora a cidade de Hollywood seja o elemento principal da história. É uma interpretação sarcástica de onde eu moro."



GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção MatériasTodas as matérias sobre "Marilyn Manson"


Marilyn Manson: ele interpretará cantor viking/death na série American GodsMarilyn Manson
Ele interpretará cantor viking/death na série American Gods

Hall Of Shame: as melhores músicas ruins da história do MetalHall Of Shame
As melhores músicas ruins da história do Metal

Em cana: os rockstars em suas fotos mais constrangedorasEm cana
Os rockstars em suas fotos mais constrangedoras

Megadeth: Friedman explica os motivos de sua saída da bandaMegadeth
Friedman explica os motivos de sua saída da banda


Esquisitices: algumas exigências bizarras para showsEsquisitices
Algumas exigências bizarras para shows

Raul Seixas: Por trás da letra de Carimbador MalucoRaul Seixas
Por trás da letra de "Carimbador Maluco"

Poeira: a fúria de Ian Anderson pra cima do Led ZeppelinPoeira
A fúria de Ian Anderson pra cima do Led Zeppelin

Black Metal: o lado mais negro da cena brasileiraBlack Metal
O lado mais negro da cena brasileira

Ódio musical: os artistas mais detestados em lista da SpinnerÓdio musical
Os artistas mais detestados em lista da Spinner

King Diamond: As opiniões do rei sobre SatanismoKing Diamond
As opiniões do rei sobre Satanismo

Edguy: nunca disse que odeio os EUA, diz Tobias SammetEdguy
"nunca disse que odeio os EUA", diz Tobias Sammet


Sobre Narcissus Narcosis

Narcissus Narcosis é fã de Marilyn Manson desde o final dos anos 90 e tirou o seu nome de uma música do cantor. Além do roqueiro, também é apreciador de literatura, cinema, filosofia, psicologia, teatro, shows, etc.

Mais matérias de Narcissus Narcosis no Whiplash.Net.