Reação em Cadeia
Postado em 06 de abril de 2006
Por Adriane Oliveira - Drikinha [REC]
Fonte: www.bandareacaoemcadeia.com
"Fenômeno" ou "Cadeia de Ouro". Com esses adjetivos, a banda REAÇÃO EM CADEIA vem sendo aclamada como uma das mais promissoras da rica cena pop gaúcha. Mas é bom frisar: não é uma expressão repetida à toa, da boca pra fora. Inúmeros fatores – como aceitação de público e de crítica e também um disco de ouro (50 mil cópias vendidas) –, na verdade, justificam o título.
Formada por quatro jovens de Novo Hamburgo/RS – Jonathan Corrêa (voz e violão), Daniel Jeffman (guitarras), Márcio Abreu (baixo) e Nico Ventre (bateria) – na faixa etária dos vinte e poucos anos, a REAÇÃO CADEIA já conseguiu prodígios surpreendentes para um grupo com tão pouca vivência na estrada.
No Rio Grande do Sul e mesmo no Brasil, a banda é um fenômeno por uma simples razão: não há similares para o som que fazem – nem em Porto Alegre. Contemporânea do estilo pós-grunge (um dos nichos do chamado "novo rock", que foi buscar elementos na vertente de Seattle), do qual o Creed, o Nickelback e o The Calling são grandes nomes, a REAÇÃO EM CADEIA é representante original desta cena por aqui. Com o gênero estourado também no Brasil e optando por uma linguagem universal, a banda de Novo Hamburgo tem grandes chances de emplacar pelo país afora.
Quem bem define o contexto é o diretor Artístico do selo Antídoto, Heron Domingues: "a REAÇÃO EM CADEIA faz parte de uma linhagem de novos grupos que, pelo acesso à informação que têm, vivem a mesma influência do seu momento histórico". As influências da REAÇÃO, contudo, não esquecem os atemporais Led Zeppelin e Iron Maiden, por exemplo. E também reverenciam o passado mais recente na sonoridade da primeira leva de bandas de Seattle, em especial Soundgarden e Pearl Jam.
O disco de estréia, Neural, de 2002, produzido por Vinícius Tonello (que já trabalhou em estúdio com a Bidê ou Balde e integra a nova formação da Rosa Tattooada), prima pelo cuidado e pela excelente qualidade técnica da sua gravação. E por uma curiosidade: foi terminado em apenas um mês. Timbres escolhidos a dedo, afinações pouco convencionais e a pegada rasgante do guitarrista Daniel traduzem o clima do álbum: um festival de guitarras e sobreposições de riffs criativos respaldados no baixo viajante de Márcio e na veemência da bateria de Nico.
Outro aspecto merecedor de atenção no CD é as composições. Todas saídas do universo de vivências pessoais de Jonathan, as canções favorecem suas interpretações repletas de sentimentos, que não encontram limites em função do seu poder de voz. Duas delas são hits absolutos no Estado: "Me Odeie" – cujo tema é bem definido pela dualidade amor-ódio –, há meses, é uma das mais pedidas nas rádios pop rock.
Neural também passeia por baladas absolutamente roqueiras e apaixonadas, como na melancólica "Espero" e na reflexiva "Neurose". O rock de peso, porém, sempre reaparece no disco. É o caso de "Até Parar de Bater" e "Letargia", ambas pontudas por guitarras beirando ao heavy e ao hard. No final, uma faixa oculta, que leva o nome do CD, junta os doze temas de Neural.
A banda lançou também seu 2º disco, "Resto", que como Jonathan mesmo diz: "É o que ainda resta do outro disco". É o resto das vivências amorosas de Jonathan Corrêa. Ainda está por vir lançamento do clipe da nova música de trabalho "Estou Melhor", que já está entre as mais pedidas das rádios.
Bem... O sul já reagiu. A partir de agora, só falta o Brasil ouvir para que a REAÇÃO seja EM CADEIA.
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