Crosby Stills Nash And Young
Postado em 06 de abril de 2006
Por Raul Branco
No panorama dos anos 60, com o psicodelismo, o pop, a busca de sonoridades diferentes e novas experiências no ar, um grupo surgiu para unir tudo, misturar harmoniosamente e servir composições que marcariam a história do rock. Vindos de bandas conhecidas, aclamadas e respeitadas, Crosby, Stills, Nash & Young seriam a síntese – ao lado do Jeferson Airplane e do The Mammas and The Pappas – do que foi a segunda metade da década nos EUA. Curiosamente, dois de seus componentes nem norte-americanos eram.
Graham Nash, compositor, vocalista e guitarrista do grupo pop inglês The Hollies, conheceu Stephen Stills (ex-Buffalo Springfield) e David Crosby (ex-The Byrds) numa festa na casa de Joni Mitchel e tentaram algumas harmonias. Gostaram tanto que Nash abandonou os Hollies e um mês depois formaram um grupo e entraram em estúdio para gravar seu primeiro disco , intitulado simplesmente Crosby, Stills & Nash (1969). O disco fez sucesso instantaneamente

Ainda faltava algo: uma voz mais rascante para contrastar com a suavidade dos vocais. Para completar o quarteto, Stephen Stills convidou seu antigo companheiro de banda, o guitarrista Neil Young, que já gravara dois discos solo. Ironicamente, as disputas entre Stills e Young haviam sido a causa do rompimento do Bufalo Springfield; agora tentavam retomar juntos a antiga parceria, que havia funcionado maravilhosamente, com ambos revezando-se nos solos de guitarra e violão. Young aceitou e, em sua primeira turnê - que incluiu o festival de Woodstock - o grupo já se chamava Crosby, Stills, Nash & Young.
O álbum seguinte, "Deja Vu" (1970), tinha excelentes composições e era bem mais elétrico, com clara influência de Young e das lembranças do antigo som do Buffalo Springfield, chegando ao primeiro lugar da parada de sucessos. Após a turnê do verão de 1970 o grupo dissolveu-se com alguma amargura, mas o álbum duplo ao vivo que resultou desse período, "4 Way Strret"(1970), lançado após o rompimento, tornou-se seu melhor trabalho. Ao vivo o grupo realmente brilhava, com os vocais harmoniosos dos quatro, o violão de doze cordas de Crosby, a guitarra furiosa de Young, os solos intrincados de Stills, o violão e o piano de Nash e o apoio do baixista Calvin "Fuzzy" Samuels e do baterista Johnny Barbata. Os lados A e B traziam músicas acústicas, enquanto os lados C e D eram dedicados ao som eletrificado, com exceção da belíssima "Find the Cost of Freedom", que encerrava o disco quase como um acalanto. Ao ser lançado em CD (1992), foram incluídas mais 4 músicas ao vivo, uma de cada componente, onde o destaque ficou para Neil Young, com um meddley arrasa-quarteirão: "Cinnamon Girl / The Loner / Down By the River".

Todos partiram para carreiras independentes, apesar de Nash & Crosby formarem uma dupla de algum sucesso e Stills criar a banda Manassas e posteriormente a Stills-Young Band. Eles voltariam a tocar juntos como Crosby, Stills & Nash em 1974 , quando foi lançada a coletânea "So Far", que mais uma vez atingiu o primeiro lugar entre os mais vendidos.
Em 1977 voltaram a gravar e a apresentarem-se juntos regularmente, até que Young resolveu gravar com os antigos parceiros. O resultado foi o álbum "American Dream" (1998), o segundo que o quarteto gravou em estúdio. Após a experiência, novamente eram um trio e assim continuam, excursionando e gravando até o final de 1999, quando entram em estúdio, em paz, para gravar "Looking Forward".
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