Silverchair
Postado em 06 de abril de 2006
Biografia originalmente publicada no site Dying Days
Por Caio Favaretto
O Silverchair tem sua origem por volta de 1992, em Newcastle, Austrália, quando um grupo de colegas de classe se reúne com o intuito de formar uma banda. Inicialmente, não havia instrumentos, os 4 amigos (Daniel Johns, Chris Joannou, Ben Gillies e Tobin Finanne), tocavam apenas raps, o que não passava de uma brincadeira. Daniel resolve comprar uma guitarra, levando Tobin a comprar a sua, fazendo a segunda guitarra. Ben, a bateria e Chris, um baixo. Todos eram muito jovens e os ensaios realmente eram inaudíveis. Daniel Johns gritava a todo pulmão letras de ódio e dor, e nenhum dos outros membros tinham grande intimidade com seus instrumentos, o nome "Innocent Criminals" realmente era um retrato fiel da banda. Tempos depois Tobin muda-se para a Inglaterra abandonando a banda. Os primeiros shows da banda eram basicamente covers de bandas como Black Sabbah, Led Zeppelin, Deep Purple, entre outros dinossauros do Rock setentista.
A banda começa a tomar forma após ganhar o concurso promovido por uma rádio da região com a música "Tomorrow", onde ganharam a gravação de um Cd, um videoclipe e sua música exibida na rádio. Algum tempo depois assinaram contrato com uma subsidiária da Sony, a Murmur. Neste momento a banda passa e se chamar "Silverchair" e já lança seu primeiro single "Tomorrow". No início de 1995, é lançado o segundo single da banda. "Pure Massacre" também se torna um sucesso e antecede o lançamento do álbum "Frogstomp", até hoje o mais vendido da banda. O próximo disco é lançado em 1997, chamado "Freak Show", não vai tão bem de venda como o primeiro, vendendo um pouco mais de 500 mil cópias nos Estados Unidos, embora nele estejam sucessos como "Abuse me", "Freak" e "Cemetery". Os garotos saem em sua primeira turnê mundial, acompanhado pelos pais e tutores, já que eram menores e estavam todos de recuperação. Excursionam abrindo shows de bandas de peso, como o Red Hot Chili Peppers. "Neon Ballroom" é lançado em 1999, é o terceiro disco da banda e fonte de sucessos como "Anthem For The Year 2000", "Ana's Song" e "Miss You Love". Embora o som ainda seja bem pesado, as letras estão mais bem trabalhadas, refletindo o amadurecimento de um excelente letrista, Daniel Johns.

O banda é motivo de grandes controvérsias, tendo diversas vezes, sido considerada pelos ortodoxos do Grunge, como uma mera cópia do Pearl Jam. É possível notar que o clipe de "Tomorrow" se assemelha bastante a "Jeremy", talvez pelo fato de Mark Pelligton ter dirigido ambos. O Silverchair se defende dizendo que, embora respeite muito a banda, suas influências vêm principalmente dos primórdios do Rock, como o Led Zeppelin. Daniel Jonhs, vocal e compositor, sofre com diversos problemas de depressão de anorexia, tendo freqüentado clínicas de tratamento. É vegetariano radical e boicota quaisquer produtos que envolvam abate de animais e/ou agressões ao meio ambiente. Foi eleito o homem bem mais vestido do rock, embora afirme ele afirme que pouco liga para a aparência. O Silverchair é umas das poucas bandas que são realmente fiéis ao seu estilo. Com letras que tocam fundo, sejam elas românticas ou pregando o ódio e o caos, tentam mover a juventude, que há, um dia, de despertar do pesadelo Pop e abrir os olhos para toda a realidade que insiste em tapar.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Controvérsias à parte, o Silverchair toca firma sua carreira como um dos mais importantes nomes da música na Austrália, e mostrando uma maturidade e um crescimento impressionante como músicos. Com o final dos shows de divulgação de "Neon Ballroom" (o último aconteceu durante o Rock In Rio em 2001), a banda passou a se concentrar nas composições para seu próximo álbum, que sairia por uma nova gravadora, após o rompimento da banda com a Sony. Marcando o encerramento do contrato com a antiga gravadora, e por iniciativa da Sony, foi lançada a coletânea "The Best Of", com os maiores sucessos do grupo.
O novo disco, "Diorama" só foi lançado em 2002, recebido entusiasticamente pela crítica como o melhor álbum do Silverchair até aqui. No entanto, a promoção de "Diorama" foi comprometida por problemas de saúde de Daniel Johns, que sofre de artrite, impossibilitando a banda de tocar ao vivo.

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