Cannibal Corpse: Voltando ao Brasil para um show lotado em SP
Resenha - Cannibal Corpse (Carioca Club, São Paulo, 14/05/2022)
Por Diego Camara
Postado em 16 de maio de 2022
Animalesco. Esse é o melhor resumo possível para o show do Cannibal Corpse realizado neste último final de semana em São Paulo. A banda, que voltou ao Brasil após quatro anos de seu último show, trouxe um repertório renovado pelo álbum "Violence Unimagined", lançado durante o ano passado com ótima recepção da crítica e dos fãs. O show atraiu todos os loucos por metal extremo e encheu o Carioca Club.
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A banda responsável por aquecer o público foi o GENOCÍDIO. A tradicional banda de death metal paulista foi convidada pela Liberation para abrir o espetáculo e como sempre não comprometeu. Fazendo um setlist curto, de meia hora, a banda trouxe alguns clássicos e também novas músicas, como o cover de "Kill Again", do SLAYER, lançado no final do ano passado em um disco digital de covers. O público curtiu bastante o show, e como sempre retribuiu o carinho da banda com muitos aplausos e bate cabeça.
O Cannibal Corpse foi subir ao palco às 20h - bastante cedo para um show realizado no sábado. O público já lotava o Carioca Club, em maior presença do que o show realizado em 2018. A grande presença do público foi algo bastante legal, e a banda correspondeu aos fãs desde a primeira música, "The Time to Kill is Now", com uma bateria muito firme e os vocais rústicos de Corpsegrinder.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O som, inclusive, foi o grande destaque do show. O Carioca Club e a Liberation entregaram um som que se encaixa bem ao estilo da banda: bastante alto, explosivo e fortemente influenciado na força da bateria e nos baixos. O público curtiu bastante, batendo cabeça e já desde o começo fazendo um enorme moshpit no centro da pista.
O novo disco apareceu já no início do show, com "Inhumane Harvest". A introdução sai como um soco, bastante firme e pegada no ritmo das guitarras. O público grita desde o início, acompanhando os vocais de Fisher e fazendo um coro durante o solo de guitarra. A música corresponde ao estilo do Cannibal Corpse, mostrando porque o novo trabalho foi tão bem recepcionado, e ao vivo ele fica ainda melhor, mas visceral e cru, como deve ser as músicas do estilo.
"Já era hora!", disse Fisher ao público, recebendo aplausos e gritos dos fãs, dedicando a todas as mulheres presentes "Fucked with a Knife", uma música bastante bela e idílica sobre um stalker que mata uma mulher com uma faca. A música foi ótima, e espantosa especialmente a introdução, com uma pegada firme do baixo. A seguinte, "Wretched Spawn", do disco de mesmo nome, foi um dos destaques do show. A música deixou o público louco, não fosse por pouco, a performance extremamente rápida e potente levou o público ao frenesi.
"Eu amo vocês!", disse Fisher ao público, arrancando aplausos e gritos da plateia. O vocalista, inclusive, mais uma vez mostra porque é um dos grandes representantes do gênero, extremamente carismático com os fãs, arranca deles tudo o que deseja.
Setlist:
The Time to Kill Is Now
Scourge of Iron
Inhumane Harvest
Code of the Slashers
Fucked With a Knife
The Wretched Spawn
Gutted
Kill or Become
I Cum Blood
Evisceration Plague
Death Walking Terror
Necrogenic Resurrection
Condemnation Contagion
Unleashing the Bloodthirsty
Devoured by Vermin
A Skull Full of Maggots
Stripped, Raped and Strangled
Hammer Smashed Face
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