Aerosmith: Que noite, que despedida em POA
Resenha - Aerosmith (Anfiteatro Beira-Rio, Porto Alegre, 11/10/2016)
Por Karen Waleria
Postado em 12 de outubro de 2016
Pontualmente às 22 horas iniciou o tão aguardado show do AEROSMITH em Porto Alegre. Performance esta que poderá, infelizmente, ser a última em solo gaúcho.
Essa é a segunda vez que a banda americana se apresenta na cidade; em 2010 os "Bad Boys from Boston" se apresentaram na FIERGS.
A capital teve a honra de abrir a turnê "Rock n' Roll Rumble – Aerosmith Style 2016" no país e abriu com categoria, o Anfiteatro Beira-Rio não deixa nada a desejar no quesito som e acomodação do público. Tomara que mais show sejam feitos no local. Mas voltando ao show...
Com mais de quatro décadas de estrada, para ser mais precisa, 46 anos de estrada, Steven Tyler (vocal), Tom Hamilton (baixo), Joe Perry (guitarra solo), Joey Kramer (bateria), e Brad Whitford (guitarra base) enlouqueceram 30 mil pessoas na noite de ontem, dia 11 de outubro, que lotaram o Anfiteatro na capital gaúcha. Ingressos esses que foram vendidos em menos de 48 horas depois do início das vendas.
O público foi agraciado com uma sucessão de hits de várias épocas da carreira dessa que é uma das maiores bandas de rock do mundo, sem sombra de dúvidas, e alguns covers que agradaram em cheio os presentes.
O mega-performático Steven Tyler é um show à parte, hipnotiza no palco. É dificil crer que ele já está com quase 70 anos de idade, tamanha energia, carisma, sex-appeal, voz - não necessariamente nessa ordem. Como mantém essa longevidade? Me pergunto e aposto que muitos dos presentes fizeram esse mesmo questionamento.
Os norte-americanos fizeram algumas mudanças no setlist em relação às apresentações anteriores, mas a que chamou mais atenção foi a inclusão de "Pink".
A música foi tocada em homenagem ao "Outubro Rosa", campanha de conscientização sobre o câncer de mama. Antes de cantá-la, Steven Tyler dedicou a música à esperança de que se encontre uma cura para a doença. Brad Whitford e Joey Kramer usaram também junto às suas roupas um laço rosa, símbolo da campanha.
Foram incluidas no setlist músicas do lado B da carreira da banda como "Kings and Queens" e "Monkey On My Back", desconhecidas do grande público, mas vindo deles, quem reclama, não é mesmo?
Quando Joe Perry assumiu os vocais em "Stop Messin' Around", quando no telão principal foram exibidas imagens do guitarrista tocando num dos símbolos da Porto Alegre, na Estátua do Laçador...Não preciso dizer que o público vibrou muito nesse momento. Bela homenagem aos gaúchos.
O bis iniciou, tradicionalmente com "Dream On", mas ver o frontman cantando e tocando esse hit num piano de perto, arrepia, emociona.
O final apoteótico com gelo seco e chuva de papel picado anuncia que, infelizmente, o show chegara ao seu fim. Mas não tem como ficar triste após presenciar um espetáculo desses, é a mais pura verdade. Ouso dizer isso. Quem presencia um show do AEROSMITH só consegue sentir alegria após a performance desses dinossauros, mestres, deuses.
No show que teve 1h50 de duração o quinteto mostrou que tem energia para dar e vender.Se foi uma despedida da banda mesmo, foi como popularmente se diz, foi uma despedida com chave de ouro.
A mini-tour brasileira do Aerosmith continua no próximo sábado, dia 15 de outubro, no Allianz Parque, em São Paulo e termina dia 21 de outubro, no Classic Hall, em Recife.
Setlist:
1- Back in the Saddle Again
2- Love In An Elevator
3- Cryin'
4- Crazy
5- Kings & Queen
6- Livin' On The Edge
7- Rats in the Cellar
8- Dude
9- Same Old Song & Dance
10- Monkey on my Back
11- Pink
12- Rag Doll
13- Stop Messin' Around
14- I Don't Want to Miss a Thing
15- Come Togheter
16- Walk This Way
17- Train Kept a Rollin'
Bis
18- Dream On
19- Sweet Emotion
Fotos: Edu Defferrari/ Divulgação
Agradecimentos à Hits Entretenimento pelo credenciamento.
Comente: Estava no show ou vai em algum dos próximos?
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