Soilwork: Em primeira vez no Brasil, um ótimo público em SP

Resenha - Soilwork (Clash Club, São Paulo, 10/09/2016)

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Por Diego Camara
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Para uma estreia, um belíssimo show! Mas não era de se esperar algo diferente dos suecos do Soilwork. Uma das potências do death metal escandinavo, a banda sempre prezou, em seus mais de 20 anos de carreira, pela potência das guitarras, a base sólida e as excelentes melodias. O Soilwork era uma das joias do gênero que nunca pisaram em terras brasileiras. Até, obviamente, este último sábado.

O local escolhido para a apresentação foi a já conhecida do público paulista Clash Club. É um local já conhecido por alguns problemas, desde a construção do local – que não é dos mais gostosos para se ver um show – quanto pelo áudio. A casa, em grande lotação como estava neste show, deixa o público muito distante, e seu palco baixo dificulta que muitas pessoas consigam ver o show, especialmente quem esta longe.

O show teve abertura da banda HATEMATTER, que agradeceu ao público por terem sido escolhidos para a abertura do show dos suecos em São Paulo. Sem dúvidas era um belo momento para divulgar o lançamento do último disco da banda, “Foundation”, afinal a influência do Soilwork no som destes caras é mais que clara. Sou sincero em dizer que já havia ouvido estes caras anteriormente em algum show, e que eles não tinham chamado minha atenção no momento. “Foundation”, porém, tem um som potente, com uma bateria bastante forte, e a qualidade do show dos caras foi digna do gênero. Eles claramente evoluíram muito e estão no seu melhor momento, pois a banda ao vivo mostrou toda sua qualidade. Vale muito a pena dar uma ouvida no último disco dos caras.

Pouco depois, o Soilwork veio ao palco para sua apresentação. O público estava claramente ansioso, muitos fãs, muita espera. O show começou na hora marcada, e não demorou muito para estes caras pegarem o público pelo colarinho e lançar eles no teto. Abriram o show com “The Ride Majestic”, do último álbum da banda, e o público estava afiado e cantando muito com Strid. O som da banda e da casa corresponderam à altura, a bateria estava linda e as guitarras extremamente polidas.

Strid foi sem dúvidas o grande destaque do show. Ele se mostrou extremamente animado com o público, se aproximando, subindo nos retornos e chamando os fãs para o bate cabeça. Parecia, nestes momentos, que plateia e músico já haviam se encontrado anteriormente, tão boa era a ligação entre ambos, belíssima sinergia. “Desculpem-nos por demorar mais de 20 anos para vir para cá”, disse ele. Não preciso dizer que ele claramente foi mais que perdoado.

O setlist foi no geral muito bom. A banda fez um setlist que passou por toda a sua carreira e trouxe quase todos os seus álbuns ao vivo, e também se focou em seu último disco, “The Ride Majestic”, lançado em 2015 e ainda em turnê. Dentre o que foi tocado, gostaria de dar um destaque para as músicas “Death in General”, com seu tom macabro e seus lindos solos de guitar; e “Overload”, que fez a Clash ficar pequena de tanta animação do público.

Tudo parecia tão perfeito até então, a qualidade do som deixou a desejar em torno da metade do show. O som da casa, que estava às mil maravilhas, estava tão potente e alto que acabou se embolando no centro da casa. Parecia que havia fluxos de som colidindo uns com os outros, e o vocal acabou bastante prejudicado (mais que o resto da banda, mas o problema claramente afetou todo o som do Soilwork). Isso ocorreu na metade do show, e foi bastante notório em músicas como “Petrichor” e “Bastard Chain”. A qualidade do som voltaria melhorar na parte final do show, e no bis ele retornaria ao nível das primeiras músicas.

Sobre o bis, difícil não apontar ele como a melhor parte do show. Além de o som estar ótimo e extremamente potente, a banda trouxe três grandes sucessos para coroar a apresentação em São Paulo. Não há nem muito que dizer, além de que a banda deu o seu melhor e o público se emocionou demais. Já em “Follow the Hollow”, o mosh pit se abriu no centro da pista da Clash e levantou todo o público. “Momentary Bliss” e “Stabbing the Drama” levaram o público ao êxtase. Senti a Clash Club tremer, como se ela própria estivesse no ritmo do Soilwork.

No final do show, Strid agradeceu uma vez mais ao público, especialmente pela hospitalidade dos brasileiros que muito bem os receberam. Espero que todo este clima seja mais um motivo para que retornem, afinal não é todo o dia que temos um show deste nível de qualidade. Como um adendo, gostaria de parabenizar a LiberationMC pela ótima aposta em ouvir os anseios do público brasileiro, afinal a casa cheia mostra que realmente estes caras eram esperados pelos brasileiros há muito tempo por estas bandas, o que ressalta que nesta maré de bandas vindo todo o ano ao país há muito espaço e demanda por shows diferentes e bandas novas. Que sirva de exemplo.

Setlist:
1. The Ride Majestic
2. Nerve
3. The Chainheart Machine
4. The Crestfallen
5. Death in General
6. Tongue
7. Overload
8. Petrichor by Sulphur
9. The Living Infinite I
10. Bastard Chain
11. Rejection Role
12. Whirl of Pain
13. Late for the Kill, Early for the Slaughter

Bis:
14. Follow the Hollow
15. This Momentary Bliss
16. Stabbing the Drama

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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