Within Temptation: como foi a Unforgiving Tour no RJ

Resenha - Within Temptation (Circo Voador, RJ, 12/02/2012)

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Por Marcelo Prudente, Fonte: RockOnStage
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Foi época que o gothic metal era a bola da vez, onde não era raro encontrar quase a cada esquina uma banda com uma moça bonitinha se auto-intitulando soprano fazendo contra ponto a um vocal masculino. Mas o mercado evolui, assim como suas exigências, e por conta disso àquele que mais parecia um vôo pleno encontrou sérias turbulências pelo caminho, ficando de pé somente os poucos nomes que começaram tal movimento. E mesmo tendo sobrevivido à tormenta, muitos desses nomes sentiram a necessidade de uma remodelagem em sua música, como é o caso da banda holandesa, Within Temptation, que com acentos pop trouxe novo fôlego a sua carreira, garantindo sua sobrevivência no mercado.

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E foi com trejeitos pop que a banda sacou da cartola o álbum, The Unforgiving. E não pense você, leitor, que cito a palavra como um adjetivo depreciativo ou algo perto do descartável. Longe disso! Dosando bem o peso, a melodia e umas boas salpicadas de pop, a banda escalou um repertório bacana. E foi promovendo esse álbum que a banda aterrissou pela primeira vez em terras cariocas, no último Domingo, dia 12.

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Confesso que cheguei a subestimar o apelo do nome Within Temptation, e imaginei um público bem inferior ao que compareceu ao Circo Voador. E fico feliz em dizer que minha previsão estava equivocada. Um público razoável conseguiu driblar o calor, chuva e o caos na Lapa, a fim de prestigiar o evento.

O curta metragem "Mother Maiden" é apenas o aquecimento dos motores e ficou interessante apenas para quem tem domínio do inglês. "Shot in the Dark" é a mestre de cerimônias com todo seu quê popular de melodias simples e refrão de fácil assimilação. "In the Middle of the Night" faz a temperatura subir ainda mais, e se alguém tinha alguma dúvida que a noite seria de diversão, a incerteza se dissipou no ar como fumaça aos primeiros acordes de "Faster".

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Within Temptation é uma banda que sabe jogar bem com as cartas que tem na mão, visto que a banda não conta com nenhum músico extraordinário onde a responsabilidade do sucesso ou fracasso do show possa recair. Mesmo a vocalista Sharon den Ardel com toda sua beleza e simpatia não chama para si tal responsabilidade. Ou seja, Within Temptation é uma banda que consegue se abstrair das vaidades onde o único foco é a música. E, acredite, todo mundo, público e banda, sai ganhando com isso.

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"Fire and Ice" é o primeiro momento de calmaria. Mas como dizem: a calmaria precede a tormenta. "Ice Queen" é de longe o momento mais intenso do show, com público cantando cada verso e melodia. Não sei se os fãs mais afoitos se atentaram, mas a canção sofreu uma notória mudança de tom em relação ao registro em disco, visto que alcançar as notas originais não é uma tarefa das mais fáceis.

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Não faltaram sons antigos fazendo contraponto com o novo álbum, por exemplo, "Stand My Ground" e a novata "Sinéad" ou mesmo a pesada "Iron" fazendo parceria com "Angels". O álbum The Heart of Everything acha seu espaço no repertório da banda com "What Have You Done" e "Our Solemn Hour", mas pouco acrescentou ao saldo da noite. "Deceiver of Fools" e "Mother Earth" rememoram mais uma vez o álbum homônimo a última canção citada e prova que ainda é o disco mais querido entre os fãs.

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Uma rápida pausa para esfriar as idéias, algo mais que merecido visto o calor sufocante que fazia na casa. Na volta ao palco, "Hand of Sorrow" é energética e retoma fácil, fácil, o pique do show. O grand finale fica por conta "Stairway to the Skies" que pouco conta a favor da banda, sendo uma canção facilmente substituível no set list dos holandeses.

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Como comentei anteriormente, depois de ter sobrevivido à entressafra do estilo que pratica e ter passado pelo espinhoso processo de adequação de seu som, alterando-o a uma declarada influência pop, e ainda permanecer com uma boa base de fãs, com certeza é algo digno de muito respeito. E por parte do público carioca esse respeito só aumentou na noite do dia 12/02, que nem mesmo as erratas do som durante o show fez depreciar a boa performance dos holandeses. Ao público resta esperar a volta da banda à cidade, que nas palavras da própria Sharon não vai demorar nada a acontecer.

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Sobre Marcelo Prudente

Marcelo Prudente, 28 anos, nascido em Volta Redonda/Rio de Janeiro. É profissional da área de Comunicação, trabalha com Publicidade e Jornalismo. Começou a tomar gosto pela música quando criança por influência dos pais e tio. Louco pela carreira do velho madman, Ozzy Osbourne. Curte também Iron Maiden, Kiss, Rammstein, Rob Zombie, Alice Cooper, etc. E já perdeu a conta dos bons shows que já assistiu e dos ótimos discos que tem. Para mais informação: http://rockonstage.blogspot.com/. Long live to Rock n' Roll.

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