Blaze Bayley: bom show para poucos pagantes em Natal

Resenha - Blaze Bayley (DoSol Rock Bar, Natal, 15/04/2010)

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Por Bruno Bruce
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Quem diria que um dia o IRON MAIDEN perderia Bruce Dickinson e contrataria um total desconhecido para o posto mais cobiçado do mundo metálico? Quem poderia imaginar que, após sua saída do Maiden, BLAZE BAYLEY estaria em Natal, na Rua Chile e no DoSol? Pois é. Aquela máxima de ‘o mundo dá voltas’ fez minha cabeça girar rápido demais na tentativa de absorver este show. Este evento precede sua apresentação no pernambucano Abril Pro Rock sendo uma das 13 datas no Brasil. Mais uma vez digo: "turnê" brasileira com uma data em São Paulo e outra em Porto Alegre é uma piada de mal gosto que engana muita gente!

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De propósito não assisti o natalense THUNDER STEEL abrindo a noite. Estava na rua contando os gatos pingados que aguardavam BLAZE BAYLEY, entreolhando-se assustados, imaginando o fiasco. Se a cidade de São Paulo já foi chamada de túmulo do samba, Natal será então o túmulo do Heavy Metal. Imperdoável a acanhada quantidade de pagantes (95 defensores da fé). Cadê os ‘headbangers de Orkut’, vorazes comentaristas de resenhas? Idiotas. Essa nova geração de baixadores de música é uma merda, composta de preguiçosos comedores de bolachas recheadas em frente a um computador, destruída pelas facilidades da Era Digital. Tive vergonha de ser headbanger potiguar!

Não conhecia o trabalho solo do Sr. Bayley Alexander Cook! Nunca me interessou. Admito que cometi um grave erro. Desde que pisou no palco nos retribuiu com um Metal revigorante, inspirado. Quanto mais desfiava faixas arrebatadoras maior a minha vergonha, diminuída pelo agito de gente que cantava suas músicas a plenos pulmões, retirando momentos de alegria de uma banda que tocou um set list de quase 2 horas. Você não lerá aqui uma crítica faixa a faixa (eca!). Sim. Tocaram uns 3 clássicos do IRON MAIDEN e chorei escondido, lá atrás. Quanto a eterna discussão: o som do DoSol é bom ou ruim? Deixo que o balançar de cabeça negativo de Blaze (vi umas 3 vezes) ao olhar para as caixas responda a questão. Nem as falhas em seu microfone o fizeram parar de cantar! Para quem não sabe o que isto, eu digo: profissionalismo. Já vi muita banda local fuleira dando chilique por nada.

Mr. Bayley decadente? Carreiras artísticas passam por altos & baixos. Essa nova geração de bangers é que já nasceu morta, nos desonrando.

Desejo de todo coração que os tradicionalíssimos headbangers pernambucanos apaguem nossa péssima imagem.




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