Napalm Death: "Religião causa miséria do mundo"
Por César Enéas Guerreiro
Fonte: Herald Dispatch
Postado em 18 de setembro de 2006
Dave Lavender, do jornal americano The Herald-Dispatch, entrevistou em setembro de 2006 o frontman do NAPALM DEATH, Mark "Barney" Greenway. Alguns trechos desse papo:
Sobre religião: "Se você analisar o que aconteceu nos últimos milhares de anos, a religião foi amplamente usada como um meio de controlar as populações. Nosso mundo é, nos mais altos níveis, governado pela religião e é isso o que está causando toda essa miséria no mundo. Não há melhor maneira de seguir em frente do que pensar de forma livre, como seres humanos. Não devemos olhar através de um terceiro elemento que não faz nenhum sentido. Por que não confiarmos em nós mesmos?"
Sobre o fato de não abusar do álcool: "Na verdade, isso afeta a garganta e me faz ficar zonzo no dia seguinte. Não há nada pior do que gritar se você estiver de ressaca. Estou aqui para tocar em shows e a garotada paga para ver o melhor de mim, da banda e tudo o que podemos fazer".
Sobre levar seus shows para lugares devastados pela guerra, promovendo a música e a paz, incluindo shows na Malásia e Indonésia, que foram devastadas pelo tsunami, na África do Sul da era do Apartheid e na Rússia, além da Sérvia e Croácia durante a guerra dos Bálcãs: "Não acreditamos em tudo o que as pessoas falam. Vá ver com seus próprios olhos. De cada dez casos, em nove percebemos que o país é completamente diferente do que as agências de notícias dizem a você. Vá ver o que acontece realmente e tire suas próprias conclusões".
Sobre o (então) novo CD da banda, "Smear Campaign": "Eu achei que algumas partes precisavam de mais variação e texturas. No começo eu tinha um certo medo de fazer isso. Eu sempre ficava imaginando o que as pessoas pensariam. Então eu percebi que para ser criativo você precisa, obviamente, agradar você mesmo em primeiro lugar. Os vocais estão apenas onde são necessários. Ainda é NAPALM, sempre, como SWANS e MY BLOODY VALENTINE. Sou um cara que berra e grita, pra começo de conversa".
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