Trivium: "O metalcore vai morrer dentro de um ano"

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Por Karina Detrigiachi, Fonte: myYearbook, Tradução
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O vocalista e guitarrista do TRIVIUM, Matt Heafy concedeu uma entrevista ao site myYearbook e entre vários assuntos falou sobre a inspiração para o novo álbum, rótulos e vida na estrada. Abaixo podem ser conferidos alguns trechos da conversa.

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Vocês estão escrevendo músicas nesta turnê?

Heafy: "Temos por volta de 30 músicas escritas para o próximo álbum, em estágio de produção. Temos uma música nova completamente finalizada a qual gravaremos em janeiro para fazer parte do jogo de vídeo-game ‘God of War 3'".

É difícil para vocês eliminarem algumas músicas e manterem as mais especiais?

Heafy: "Não, sempre é possível decidir. Quando você escuta as músicas, uma após a outra, você pode imediatamente dizer quais são as fracas e quais são as fortes."

Você tem escrito várias músicas sobre mitologia. No que você tem se inspirado ultimamente?

Heafy: "Cada álbum tem sido de um jeito. Os dois primeiros eram sobre coisas pessoais. O terceiro foi sobre problemas sociais, o quarto sobre mitologia. Para o próximo álbum, quero fazer de uma forma que mesmo que você não goste de Metal possa apreciá-lo e mesmo que não fale inglês, entenda sobre o que a música fala. Quero que isso transcenda os limites normais do que é o Metal. Vai ser sobre a busca e será escrita com o coração."

Quais bandas você tem escutado atualmente?

Heafy: "Tenho escutado muito música clássica. Também, o novo álbum do MUSE, o novo do RAMMSTEIN, o novo do COLDPLAY e muitos álbuns do DEPECHE MODE. Todos os álbuns do NINE INCH NAILS. É, eu acho que é isso."

A maioria dessas bandas não são Metal. Você acha que atualmente há uma quantidade satisfatória de bandas do gênero?

Heafy: "O problema agora é que muitas bandas estão ficando muito extremas e em tantos subgêneros diferentes. Eu me lembro da cena hardcore quando eu estava no ginásio; não era tão difícil. Era um tipo de influência punk, meio durão. Hoje em dia a cena hardcore está ficando tão ridiculamente pesada e tão técnica que nem sequer estão tocando mais músicas. É tão pesado e tão ridículo que não faz sentido. Com o Metal está acontecendo a mesma coisa. Todos continuam se sub-rotulando nessas pequenas categorias que ninguém mais sabe o tipo de música que está escutando.

Definitivamente há boas bandas. Acho que todo mundo está tão obcecado com tantas outras coisas além de fazer boas músicas que estão inibindo sua própria banda".

Qual foi o gênero mais ridículo com o qual já rotularam o TRIVIUM?

Heafy: "Algumas pessoas nem se importaram em rotular nosso terceiro álbum pois disseram que soávamos como uma cópia do METALLICA. Ouvimos algumas coisas engraçadas, algumas coisas inteligentes, e algumas não tão inteligentes. O metalcore eu sempre descartei pois esse estilo vai morrer dentro de um ano. Não existem mais tantas bandas de metalcore. Esse é o problema com os subgêneros. Nos chame de Metal se quiser, queremos apenas fazer nossa música. Quando as pessoas começam a dar popularidade a esses nomes ridículos, estão acabando com sua própria banda."

Vocês se sentem pressionados em manterem-se fiéis ao tipo de som que os fãs esperam do TRIVIUM?

Heafy: "É complicado porque cada álbum é tão diferente. Tenho certeza de que as pessoas possuem seus álbuns favoritos. Não é necessariamente uma pressão ruim, mas uma pressão positiva em fazer nosso som soar da melhor maneira possível."

Obviamente, a vida na estrada não é típica, em nenhum sentido, isso ajuda no processo de composição?

Heafy: "Definitivamente. Acho que você tem que captar aquela tensão ou vibração e escrever sobre ela. Percebi que muitas bandas estão escrevendo sobre coisas positivas agora, e a vida não é assim. Não estou querendo dizer que você tem que ser deprimido o tempo todo, mas há dificuldades na vida sobre as quais você precisa escrever. Não importa onde as pessoas estejam, é algo com o qual todos podem se relacionar."

Para ler a entrevista completa (em inglês) acesse este link.




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Sobre Karina Detrigiachi

Designer, nascida na cidade de São Paulo, Kari como é mais conhecida, cresceu ouvindo Deep Purple, Led Zeppelin, Skid Row e Alice Cooper. É apaixonada por todas as vertentes do Metal, porém ouve de tudo um pouco sem se prender a rótulos.

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