Matérias Mais Lidas

imagemO mega sucesso do Led Zeppelin que era pra ser uma piada mas se tornou um hino

imagemDave Mustaine perde a compostura e xinga membro da equipe do Judas Priest

imagemA banda de hard rock dos anos 1970 que é a queridinha de Xande de Pilares

imagemMorre Patricia Kisser, esposa do guitarrista Andreas Kisser

imagemMetallica em "Stranger Things" deixa fãs preocupados com a "popularização" da banda

imagemKirk Hammet, Zakk Wylde e Dave Mustaine falam sobre Randy Rhoads

imagemGuns N' Roses: A crítica de Portnoy ao trabalho de Matt Sorum

imagemLed Zeppelin ou Pink Floyd, qual dos dois vendeu mais discos de estúdio?

imagemAerosmith: Steven Tyler deixa reabilitação e morre esposa de Joey Kramer

imagemAxl Rose teria sofrido ataque de ansiedade antes de show, diz jornal

imagemO que Lemmy Kilmister aprendeu trabalhando como roadie de Jimi Hendrix

imagemA bizarra exigência de Ace Frehley para participar da última turnê do Kiss

imagemFilho de Trujillo fez guitarra na "Master of Puppets" que toca em Stranger Things

imagemAngra: vídeos e setlist de show celebrando "Rebirth" em SP, com convidada especial

imagemMédico que tratou câncer de Mustaine escreveu letra de faixa do Megadeth


Stamp

Testament: como terapias nativas ajudaram Chuck Billy a vencer o câncer

Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
Fonte: Legendary Rock Interviews
Em 20/09/12

John Parks, da Legendary Rock Interviews, conduziu em setembro de 2012 uma entrevista com o vocalista Chuck Billy, do TESTAMENT. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Legendary Rock Interviews: Você passou por um susto relacionado à saúde cerca de uma década atrás. Muitos de nós que são fãs e odeiam consultas médicas receberam um grande alerta ao saber sobre você, mas eu sempre quis saber quais os sintomas que você teve ou quando você soube que algo estava errado?

Chuck: Eu tinha começado a fumar na época. Eu tinha sido fumante por cerca de dois ou três meses e eu estava subindo as escadas na minha casa e ficando ofegante e pensei: "Cara, esses cigarros estão mesmo me matando. Tenho que parar de fumar, eu não consigo respirar". Essa foi a primeira coisa que notei. Acho que eu fui realmente feliz e abençoado e tinha um anjo olhando para mim, porque eu provavelmente teria apenas continuado a fumar de qualquer jeito, e eu era o tipo de cara que nunca vai ao médico. Eu provavelmente não tinha ido ao médico, desde a época em que jogava futebol na escola. Um dia, totalmente do nada, uma agente imobiliária bateu na minha porta e disse-me que tinha alguém que queria comprar a minha casa. Minha casa não estava ainda à venda, mas ela tinha alguém que tinha dito a ela que queria comprar a minha casa. Eu lhe disse que não estava interessado, mas quis saber por quanto ela a venderia e, quando ela me disse, pensei: "Bem, bem, se você puder vendê-la por esta quantia, então Eu estou interessado. " [Risos] Então ela o fez. Ela vendeu. E naquele momento eu estava tocando com esses caras em Antioch, que ficava cerca de uma hora da minha casa e era legal ficar naquela pequena cidadezinha do interior com não muita coisa acontecendo lá fora. Então, quando vendemos nossa casa, eu disse à minha esposa: "Ei, vamos nos mudar pra lá. É tranquilo, perto de um rio. Vamos lá." Então, o baterista com quem eu estava trabalhando era um cara da SADUS e sua esposa trabalhava em um hospital lá e recomendou um médico. Minha esposa e eu decidimos trocar médicos e dentistas e tudo mais e resolvemos ir a um consultório. O médico ligou de volta e estava tudo bem com a minha esposa, mas eles queriam que eu me submetesse a uma tomografia no meu peito e raios-X. É assim que eles encontraram. Por isso, foi como uma espécie de situação acaso. Se essa senhora nunca batesse na minha porta para vender a minha casa, eu provavelmente teria morrido e nem teria percebido, porque eu tinha um tumor em meu peito que era do tamanho de uma abóbora. Ele foi crescendo no meu coração e empurrando meus pulmões. É por isso que eu não conseguia respirar. Eu não tinha qualquer espaço lá para que os meus pulmões se expandissem.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Legendary Rock Interviews: Não havia dor ou qualquer coisa?

Chuck: Sem dor, nada, só um pouco de falta de ar. Eles fizeram biópsias, e que o meu médico me disse foi que meu corpo tinha construído um escudo em torno do tumor, eu acho, tentando lutar contra isso e construiu uma concha grossa ao redor do tumor. Quando eles fizeram a primeira biópsia, ele voltou com um resultado negativo por causa dessa "casca", até que foi mais fundo. Quando eles foram mais profundo, quando eles a abriram, ela começou a derramar, e quando isso aconteceu foi quando o médico disse, "Ok, está derramando. Segunda-feira você começa a quimioterapia". E foi assim que tudo isso começou.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Legendary Rock Interviews: Toda essa terapia quase soa pior do que o tumor, mas você falou de como você realmente encontrou ajuda através de formas mais nativo-americanas tradicionais,certo?

Chuck: Um dia eu cheguei em casa depois da quimioterapia e Charlie, um cara que uma amiga de infância queria que eu conhecesse, apareceu na minha casa sem avisar. Logo quando nos conhecemos, houve uma conexão, como se tivéssemos conhecido um ao outro por um longo tempo, e eu estava muito confortável com ele. Ele chegou e disse que iria executar uma cerimônia de cura em mim e que, depois, ele ia me sentar no chão e iria explicar algumas coisas para mim. Eu deitei no chão e tinha um cetro de águia e uma flauta e estava cantando, e eu posso dizer que eu tinha os olhos fechados e me vi flutuando pelo céu e ele me levou para esta viagem. Era como viajar pelo céu. E ouvi o vento e os lobos, uivando e cantando, e eu estava pensando comigo mesmo: "Como ele está fazendo tudo isso?" porque essa experiência foi realmente alucinante. Ele passou uma pena de águia em meu peito e foi como se algo se movesse dentro de mim. Então ele me sentou para conversar comigo e explicar algumas coisas. Ele disse que havia coisas que estavam acontecendo que não iriam fazer qualquer sentido para mim, mas quando elas começassem a acontecer, eu iria perceber que as coisas iriam começar a se encaixar e fazer sentido. Ele me disse que o vento iria ser o meu guia espiritual e ia comunicar o que iria me acontecer. Então ele se foi. Tudo aconteceu dentro do período de cerca de uma hora. Semanas se passaram, e nós tivemos um churrasco e tinha alguns amigos, e esta noite eu estava acordado no meio da noite por causa do vento, e eu fui ao banheiro, porque eu estava tendo todos esses problemas de estômago na época. Meu estômago simplesmente não estava bom e eu ficava dias sem ir ao banheiro. Eu desci as escadas e sentei-me no banheiro de hóspedes. Eu vi, da janela do nosso banheiro de hóspedes, uma núvem, como um funil, e as latas de cerveja lá fora fazendo um ruído de chocalho, girando no vento. Sentei-me no vaso sanitário, soltei alguma coisa e tive essa sensação estranha e o vento parou e as latas de cerveja cairam no chão. Bem nessa hora eu tive essa sensação esmagadora de que a doença saira do meu corpo. Eu subi as escadas e acordei minha esposa e disse: "Ei, eu não tenho mais câncer. Estou curado. Acabei deixá-lo lá embaixo. " [Risos] Ela, é claro, disse que eu estava louco e foi isso. Naquela semana, quando eu fui fazer meus exames de sangue, meu médico disse: "Uau, o tumor está livre do câncer", e eu só me tornei um verdadeiro crente nessa hora. (N.T. Crente é uma tradução para "believer", aquele que crê, acredita. Não é o termo que também foi usado no Brasil para designar evangélicos ou protestantes).

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Legendary Rock Interviews: eu imagino. Uau.

Chuck: Eu realmente não era antes disso. Fui criado como católico e nunca realmente acompanhei a cultura nativa ou as crenças e a espiritualidade, até que eu fiquei doente. Mas quando ele me disse isso e explicou a cadeia de eventos que eu realmente me tornei um verdadeiro crente. Eu não disse nada aos médicos. Eles me disseram que eu estava livre do câncer, mas o tumor ainda estava lá, mas muito grande para operar. Eu voltei para as tradições nativas e viajei para Los Angeles com meu filho e fui para aos locais de cura lá. Eu fui até as "foothills" porque outro amigo meu conhecia um outro curandeiro, que era um descendente direto de Geronimo, que viveu com os lobos. Nós paramos em frente da casa dele e ele tinha uma matilha de lobos lá, um pequeno numa jaula, dois perambulando livres e um sentado na varanda. Meu amigo disse: "Você tem que se aproximar da casa, e se os lobos mostrarem agressividade, isso significa que você não pode ir lá dentro, mas se não, então você pode passar". Então, eu caminhei e eu passei pelo lobo da varanda e entrei. O curandeiro me ensinou técnicas de aterramento para me unir à terra e usar a energia da terra, concentrando-a para encolher o meu tumor e passamos algum tempo conversando. Eu estava me tornando cada vez mais crente e sabia que ao ir para casa, continuaria praticando isso e venceria. Então, depois de algumas semanas, fui ver o meu médico e descobri que meu tumor era agora pequeno o suficiente para ser operado. Entrei e tive cirurgia de peito aberto para cortar o tumor e fiquei livre desde então. Desse ponto em diante, eu sabia que seria sempre um crente, que não importa o caminho que tomasse ou estrada que eu escolhesse, minha espiritualidade e crença na cultura nativa seria forte.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A entrevista, na íntegra e no idioma original, você confere no link abaixo.

http://www.legendaryrockinterviews.com/2012/09/17/chuck-billy-of-testament-talks-to-lri-about-dark-roots-dublin-death-patrol-and-embracing-life/

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Airbourne 2022
publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp


Testament: só as bandas que lotam estádios estão indo bem

Savatage: guitarrista do Testament relembra passagem



Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

Mais matérias de Leonardo Daniel Tavares da Silva.