Ghost BC: fama e anonimato não andam de mãos dadas
Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
Fonte: blabbermouth
Postado em 03 de agosto de 2013
Joe Bosso do MusicRadar.com conduziu uma entrevista com um dos nameles ghouls da banda sueca GHOST antes do concerto de 28 de julho da banda no Music Hall of Williamsburg, no Brooklyn, Nova York. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.
MusicRadar.com: Como a composição da banda e apresentação - toda a estética - começou e evoluiu?
Nameless Ghoul: O início nem um pouco sexy foi que o GHOST era um só projeto, apenas algumas canções e uma voz. Muito cedo, quando isso ainda era embrionário, alguns de nós que estávamos no projeto soubemos que não iríamos voar se ele fosse apenas uma banda. O que eu visualizava para a apresentação era grande e bombástico, esta enorme merda. [Risos] Mas isso não funcionaria se você estivesse apenas ali em uma camisa, sendo um cara. Nesse ponto, nós ficamos tipo, "Vamos ficar juntos e construir isso" Precisávamos saltar algumas etapas que todo mundo estava fazendo. Conseguimos obter um contrato de gravação e uma base de fãs - nos tempos do MySpace - e, de repente, estávamos lá, e foi como se, "Oh, merda, precisamos ter uma banda juntos agora". Temos tudo juntos, e sim, agora vamos olhar para trás e não parecer cool. Mas o que você está vendo no momento é só o começo, nós estamos olhando para 2017.
MusicRadar.com: OK, falando sério, o quão assustadoramente quente é ficar vestindo aquele manto com capuz no palco?
Nameless Ghoul: Você se acostuma. Não é mais um grande choque. Tivemos alguns choques, como a vez que tocamos no porão de Webster Hall, em Nova York pela primeira vez. Esse show foi incrivelmente quente, provavelmente era de 100 graus lá embaixo. O show foi tinha umas 100 pessoas ou mais que a capacidade do lugar, e não havia ar. Assim que você entra nessa fase em que você está se concentrando na respiração, é muito estranho e desorientador. Tocar ao ar livre é sempre complicado. Estamos neste jogo de tentar conseguir o que queremos, por isso nós que temos de tocar em certos lugares que não são perfeitos - por enquanto. Alguns shows ao ar livre são muito quentes, mas alguns são muito frios também. Quando há uma brisa muito fria que vem em você, isso é algo que você tem que estar preparado. Imagine se o Papa levantasse os braços - ele seria uma vela.
MusicRadar.com: Até que ponto vocês tentam proteger suas identidades? Você é muito jovem, mas tempos atrás, os membros do KISS escondiam seus rostos em casas noturnas - fotógrafos em todos os lugares tentavam desmascará-los.
Nameless Ghoul: Eu acho que temos sido capazes de manter nossa coisa tão longe porque não houve esse tipo de nível de interesse na banda.
MusicRadar.com: Mas isso vai mudar.
Nameless Ghoul: Isso vai mudar, por isso é uma espécie de paradoxo. Para ir mais longe, como uma banda, não funciona paralelamente com estar anônimo. Eu li um artigo no jornal outro dia, uma parte em que comparavam bandas que tiveram membros anônimos. Foi desde SLIPKNOT a Daft Punk, THE RESIDENTS e houve uma que eu nem conhecia sobre, e THE KNIFE. Meio que classificou o nível de fama enquanto somos anônimos, mas se esqueceram de mencionar como todo mundo era popular no contexto. Então esse cara que eu nem conhecia alcançou uma boa classificação, pois ele ainda é anônimo, e eu pensava, "Você está brincando comigo?" [Risos] Obviamente, ele não é muito grande, e nem todo mundo sabe quem são THE RESIDENTS também. As pessoas sabem que SLIPKNOT é porque eles são uma banda de um milhão de vendas. No entanto, a fama e o anonimato não andam de mãos dadas.
Comente: Qual a sua opinião sobre as máscaras do Ghost?
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