Resenha do novo álbum do Sepultura aponta para severas mudanças
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 21 de setembro de 2013
Por ANTONIS KATSAROS para o site grego ROCK OVERDOSE
Observação: a versão do CD resenhada pelo jornalista em questão parece não ser nenhuma das especiais que devem sair em alguns países e que contam com diversas faixas-bônus.
"Já estava na hora do SEPULTURA deixar pra trás suas ‘Roots’, de modo que possa ‘Arise’ de seus ‘Remains’ e ocupe sua ‘Nation’ ‘Against’ o ‘Chaos’ que já existe lá e que vai ficar ainda maior por causa dos jogos olímpicos e a Copa do Mundo que vão ser realizados lá. Tudo aqui é inspirado no filme ‘Metropolis’, onde um cientista tenta transformar um robô em um ser humano. ANDREAS KISSER e seus asseclas dominaram tal ideia com o conceito contrário, onde governos tentam transformar seres humano sem robôs...
Musicalmente, o novo álbum do SEPULTURA parecia estar destinado a ser algo diferente já fazia bastante tempo. Talvez o disco anterior, "Kairos", também tivesse elementos diferenciados. E então quando o anúncio do título veio – e que também é algo diferente de qualquer coisa que o Sepultura tenha feito até hoje, já que em toda sua história o grupo tem optado majoritariamente por títulos de uma palavra só. Quando você finalmente ouve o álbum pela primeira vez, você tem essa sensação de experimentação e diferenciação do passado.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Primeiro, quando o assunto são os vocais de Derrick, eles não estão como os vocais que temos ficado habituados a ver. Por vezes mais limpos, mas distorcidos, enquanto em outros momentos são mais agressivos ou absolutamente limpos. Green tenta e se dá bem em atribuir uma interpretação diferente a cada faixa. Nas guitarras, vamos ver muitas trocas, alguns riffs e solos muito interessantes, e que não se encaixam somente no nicho do Thrash Metal, mas em outros também. Toda a gravação de "The Mediator Between The Head And Hands Must Be The Heart" começou em junho passado, quando Andreas Kisser, Paulo Jr., Derrick Green e Eloy Casagrande entraram em estúdio na Califórnia com o celebre produtor Ross Robinson [Korn, Machine Head, Fear Factory], com quem já haviam colaborado no passado em ‘Roots’ e com o coprodutor Steve Evetts [The Dillinger Escape Plan, Symphony X, Incantation]. O álbum vai ser lançado em outubro pelo selo Nuclear Blast. Dave Lombardo também esteve em estúdio e aparece como baterista convidado tocando em algumas faixas.
Das 10 músicas do álbum, as que eu mais gosto são "The Vatican", "Impending Doom", "The Bliss Of Ignorance", a incrível "Grief" e "Obsessed". Prestem também atenção à introdução do disco, que começa com uma cacofonia criando uma situação de pânico. Cada música tem sua própria história. Por exemplo, "Manipulation of Tragedy", que fala sobre a ganância e a corrupção humanas, e que tem como resultado a punição da natureza com muitos desastres.
E por fim, eu sinto a necessidade de avisar a você que não tente comparar qualquer música [ou ideia] aqui com o passado do Sepultura, porque assim você não vai apreciar a música. Esse disco é algo completamente diferente de qualquer coisa que eles tenham feito até hoje, mas sem perder a identidade. Talvez seja um novo começo e todos nós somos bem-vindos a segui-los ou não. A escolha é sua. Mas falando por mim, eu vou!"
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