Resenha do novo álbum do Sepultura aponta para severas mudanças
Por Nacho Belgrande
Fonte: Playa Del Nacho
Postado em 21 de setembro de 2013
Por ANTONIS KATSAROS para o site grego ROCK OVERDOSE
Observação: a versão do CD resenhada pelo jornalista em questão parece não ser nenhuma das especiais que devem sair em alguns países e que contam com diversas faixas-bônus.
"Já estava na hora do SEPULTURA deixar pra trás suas ‘Roots’, de modo que possa ‘Arise’ de seus ‘Remains’ e ocupe sua ‘Nation’ ‘Against’ o ‘Chaos’ que já existe lá e que vai ficar ainda maior por causa dos jogos olímpicos e a Copa do Mundo que vão ser realizados lá. Tudo aqui é inspirado no filme ‘Metropolis’, onde um cientista tenta transformar um robô em um ser humano. ANDREAS KISSER e seus asseclas dominaram tal ideia com o conceito contrário, onde governos tentam transformar seres humano sem robôs...
Musicalmente, o novo álbum do SEPULTURA parecia estar destinado a ser algo diferente já fazia bastante tempo. Talvez o disco anterior, "Kairos", também tivesse elementos diferenciados. E então quando o anúncio do título veio – e que também é algo diferente de qualquer coisa que o Sepultura tenha feito até hoje, já que em toda sua história o grupo tem optado majoritariamente por títulos de uma palavra só. Quando você finalmente ouve o álbum pela primeira vez, você tem essa sensação de experimentação e diferenciação do passado.
Primeiro, quando o assunto são os vocais de Derrick, eles não estão como os vocais que temos ficado habituados a ver. Por vezes mais limpos, mas distorcidos, enquanto em outros momentos são mais agressivos ou absolutamente limpos. Green tenta e se dá bem em atribuir uma interpretação diferente a cada faixa. Nas guitarras, vamos ver muitas trocas, alguns riffs e solos muito interessantes, e que não se encaixam somente no nicho do Thrash Metal, mas em outros também. Toda a gravação de "The Mediator Between The Head And Hands Must Be The Heart" começou em junho passado, quando Andreas Kisser, Paulo Jr., Derrick Green e Eloy Casagrande entraram em estúdio na Califórnia com o celebre produtor Ross Robinson [Korn, Machine Head, Fear Factory], com quem já haviam colaborado no passado em ‘Roots’ e com o coprodutor Steve Evetts [The Dillinger Escape Plan, Symphony X, Incantation]. O álbum vai ser lançado em outubro pelo selo Nuclear Blast. Dave Lombardo também esteve em estúdio e aparece como baterista convidado tocando em algumas faixas.
Das 10 músicas do álbum, as que eu mais gosto são "The Vatican", "Impending Doom", "The Bliss Of Ignorance", a incrível "Grief" e "Obsessed". Prestem também atenção à introdução do disco, que começa com uma cacofonia criando uma situação de pânico. Cada música tem sua própria história. Por exemplo, "Manipulation of Tragedy", que fala sobre a ganância e a corrupção humanas, e que tem como resultado a punição da natureza com muitos desastres.
E por fim, eu sinto a necessidade de avisar a você que não tente comparar qualquer música [ou ideia] aqui com o passado do Sepultura, porque assim você não vai apreciar a música. Esse disco é algo completamente diferente de qualquer coisa que eles tenham feito até hoje, mas sem perder a identidade. Talvez seja um novo começo e todos nós somos bem-vindos a segui-los ou não. A escolha é sua. Mas falando por mim, eu vou!"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção do Iron Maiden que arrepia Bruce Dickinson; "genial"
Nergal anuncia que o Behemoth suspenderá atividades em 2027
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Jimmy Page renega o álbum apontado como seu favorito do Led Zeppelin
O álbum do Guns N' Roses que Axl Rose queria superar; "Quero crescer como artista"
A única banda em que Geddy Lee entraria "sem pensar duas vezes"
Mike Portnoy - o melhor baterista de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
Com Roger Daltrey e Eddie Vedder, Best of Blues and Rock 2026 confirma atrações
Banda venezuelana Van Der Dijs perde todos os integrantes em terremoto
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
A única banda de rock nacional que não virou peça de museu, segundo Regis Tadeu
Clássico do Led Zeppelin supera 1 bilhão de plays no Spotify
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
A lenda do rock que Lou Reed odeia: "Pessoa mais sem talento que já ouvi na vida"
As únicas três canções dos Beatles que Frank Zappa curtia; "apenas um bom grupo comercial"
A banda de southern rock mais metal do mundo que "esmagou" o The Who, segundo Gary Holt
O clássico que Legião Urbana compôs para se afastar de rótulo de banda de dois acordes
A honesta resposta de Kiko Loureiro para quem o chama de arrogante e metido


A música do Anthrax que Andreas Kisser considera "quase prog"
Max Cavalera e Andreas Kisser usaram uma guitarra e uma palheta nas gravações de "Schizophrenia"
Assista o show completo do Sepultura no Hellfest 2026, na França
Max Cavalera explica o que fez o Sepultura mudar o som em "Chaos A.D."
Os 10 momentos mais impactantes e fundamentais do metal nacional
O disco do Sepultura que explodiu as "regras do metal", segundo a Classic Rock
O álbum do Sepultura que a Classic Rock não recomenda aos ouvintes
Andreas Kisser não compreende a maneira como Eloy Casagrande deixou o Sepultura
A banda que era a "versão brasileira do Iron Maiden", segundo Max Cavalera
O dia que Iggor Cavalera descobriu sobre Max e Gloria: "O que está acontecendo aqui?"
Por que Steve Vai teve dificuldade de tocar Sepultura na guitarra? Andreas Kisser responde
O que impediu o Ratos de Porão de ser tão grande quanto o Sepultura, conforme João Gordo



