Beatles: em 9 de setembro de 1968 eles gravavam Helter Skelter
Por Marlon Reguelin
Fonte: Ultimate Classic Rock
Postado em 09 de setembro de 2013
No dia 9 de setembro de 1968, o engenheiro de gravação Chris Thomas recebeu uma nota do produtor George Martin. "Chris, espero que tenha tido um bom feriado. Eu estou aproveitando o meu agora. Fique disponível para os Beatles."
No livro "The Beatles: Recording Sessions", Thomas relembra: "Paul McCartney foi o primeiro a entrar. Quando me viu, ele disse: "O que você está fazendo aqui?" Após o jovem engenheiro explicar a situação para McCartney, o Beatle respondeu: "Bem, se você quiser produzir nosso disco, você pode. Se não o fizer, podemos apenas te dizer para ir se f...".
A sessão foi gravada sem problemas. A canção que trabalharam naquele dia? Uma das faixas mais crus que os Beatles gravaram: Helter Skelter.
Uma tomada anterior já tinha sido gravada em meados de Julho. Uma versão de inacreditáveis 27 minutos. Mas o grupo decidiu que deveriam gravar uma nova versão e adapta-la para um tamanho mais compacto. Já a versão que entrou no disco original, foi gravada no dia 9 de setembro, após um série de takes com média cinco minutos cada. E foi justamente o último deles o escolhido como definitivo, onde ao final pode-se ouvir Ringo jogando as baquetas pelo estúdio e gritando: "I’ve got blisters on my fingers!" ("Estou com bolhas nos meus dedos!").
McCartney disse mais tarde que foi inspirado por uma entrevista que Pete Townshend concedeu à revista Guitar Player, onde afirmou que sua nova canção "I Can See For Miles" era a coisa mais barulhenta e mais crua da banda já tinha feito. McCartney, então, decidiu liberar sua fera interior. Decidido a gravar algo realmente barulhento, ele escreve "Helter Skelter" (creditada à dupla Lennon – McCartney, como todas as canções que qualquer um deles compusesse, e assim acaba silenciando os críticos, que o viam como sendo um compositor muito suave.
"Helter Skelter" captura os Beatles em seu registro mais pesado e estridente - especialmente no final da canção, quando quase tudo se desfaz. Nos próximos anos, serviria como inspiração para tanto heavy metal quanto para o punk.
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