Kiko Loureiro: Dave Mustaine é um gentleman, e é fácil trabalhar com ele
Por Bruce William
Fonte: Blabbermouth
Postado em 27 de abril de 2016
Em conversa com a rádio WSOU de New Jersey, Kiko Loureiro falou, dentre outras coisas, sobre a diferença entre trabalhar com o Angra e com o Megadeth, e contou como é lidar com Dave Mustaine no dia a dia.
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A diferença entre compor e gravar com o Angra e o Megadeth:
Kiko: "Bem, antes de tudo, eu fui convidado para o Megadeth e algumas semanas depois estava no estúdio, então basicamente conheci todos no estúdio. Claro que não cheguei e fui gravando, fiquei coisa de três semanas observando Chris Adler gravando a pré-produção da bateria para conhecer melhor os caras. Então esta é a grande diferença. Quando se está tocando em uma banda por muitos anos e conhece os caras há tempos, comparando com o Megadeth onde eu conhecia os caras havia poucas semanas e tinha que passar minhas ideias ou tocar com eles. Acredito que o lado bom é que tudo é novidade e todos estão empolgados. Mas do outro lado, eu ainda estava entendendo o que é o Megadeth, o conceito da banda, a reação dos fãs, eu não sabia de muita coisa. Digo, eu conhecia do lado de fora, mas não sob a perspectiva de dentro da banda, que é diferente. Pois, para dar ideias é preciso entender exatamente o que a banda é e quer ser, qual o conceito anterior e o conceito futuro... mas toda a empolgação e frescor que se sente são fantásticos. Acho que, no fim das contas, com a reação dos fãs e o resultado do álbum, fica claro que foi ótimo este novo momento".

Como é trabalhar com Dave Mustaine:
Kiko: "Bem, claro que fui ao estúdio com esta expectativa que muitos tem. E em todas entrevistas sempre perguntam 'como é trabalhar com Mustaine?' por causa da reputação de ser este grande guitarrista que de vez em quando diz coisas com que as pessoas não concordam e coisas assim. Mas, para ser honesto, Dave, ele é um super cavalheiro, em primeiro lugar. Quando o encontrei pela primeira vez, eu ainda estava meio que fazendo audições, embora não fosse exatamente uma audição; passamos um dia em Nashville. Ele me mostrou a região, almoçamos, tomamos café, cerveja à noite, então passei o dia inteiro com ele; não toquei em minha, vamos dizer, 'audição'. Então eu descobri um cara muito perspicaz, muito inteligente, sabe muito sobre música, e a banda, a música do Megadeth. Ele é autodidata, então tudo que criou foi por conta própria, então ele sabe do que fala. Manja de política, conhecedor da indústria da música em geral, e é um cavalheiro, eu posso dizer. Então é interessante trabalhar com ele. E no estúdio, compor com ele... para mim, eu estou no ramo da música há muitos anos, respeito o espaço dele pois é o cara que vêm compondo para o Megadeth há trinta anos. Daí quando me juntei aos outros caras no estúdio, fiquei observando e analisando, tentando entender, assimilando suas ideis e tentando torná-las um pouco melhores, se possível - você sabe, respeitando as coisas como são. Acredito que esta é uma boa maneira de trabalhar. E aos poucos fui mostrando outras ideias e acho que encontrei um jeito legal de interagir com ele. E até agora está sendo fantástica a nossa interação. E no fim das contas, acabei fazendo alguma parceria com ele, pois eu precisava daquele tempo para deixá-lo confortável com minhas ideias e também para que eu compreendesse o que é o Megadeth, o que Dave quer da banda. E assim eu posso realmente colaborar com ele. Acho que não foi um grande problema. É de fato fácil de trabalhar com ele, mas primeiro é preciso entender as coisas. Ele é uma pessoa muito interessante, então você precisa de tempo para compreendê-lo".

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