Korn: documentário mostra como Brian "Head" Welch foi salvo das drogas
Por Igor Miranda
Fonte: Consequence of Sound
Postado em 17 de dezembro de 2018
Brian "Head" Welch, guitarrista do Korn, é tema do documentário "Loud Krazy Love". O filme foi lançado neste mês pelo canal de TV americano Showtime, responsável também por sua produção. A direção é de Scott Mayo, que também assina o roteiro, e Trey Hill.
Sem previsão de lançamento no Brasil, "Loud Krazy Love" mostra como Head se afundou nas drogas em meio ao auge de popularidade do Korn, entre o fim da década de 1990 e início dos anos 2000. O guitarrista saiu da banda em 2005 para lidar com seus problemas e, segundo ele, foi salvo pela religião e por sua filha, Jennea Welch. Em 2013, o músico voltou ao grupo.
Em entrevista ao Consequence of Sound, Brian Welch conta que "Loud Krazy Love" é "real e visceral". "Jonathan (Davis, vocalista) relembra de sua irritação de quando eu era excessivamente religioso e dizia coisas estranhas para ele. Eles pensavam: 'o que aconteceu com ele, esteve drogado esse tempo todo?'. Todos nós curtimos, mas a metanfetamina é um nível diferente", afirmou.
Head afirma que, hoje em dia, não tem mais o comportamento de um religioso inconveniente. "Eu dizia todas aquelas coisas religiosas estranhas para eles porque estava meio maluco na época. Agora posso rir de tudo isso", disse.
O guitarrista revelou que precisou sair do Korn para exorcizar seus demônios. "Eu larguei a metanfetamina e fui despertado espiritualmente. Eu não conseguia processar tudo e dizia coisas estranhas, havia muitas piadas sobre isso. mas eu estava descobrindo quem eu era e me isolava. Não lancei material solo na época, só me concentrei na Jennea", afirmou.
Uma história narrada com destaque no documentário é de quando Jennea Welch tinha apenas 5 anos e viu mulheres nuas andando pelos bastidores de um show do Korn, onde rolaria uma festa promovida pelos músicos. "Eu vivia uma vida normal e depois fui para a estrada", contou Jennea, durante a entrevista. "Saímos daquela vida estranha, ele encontrou Deus, e nos mudamos para Phoenix, no Arizona, e tentamos viver uma vida normal. [...] Nossa relação começou a se complicar quando eu tinha 11, 12, 13 anos. [...] Foi aí que comecei a perceber que as coisas não estavam certas", afirmou a jovem.
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