Entrevista: Edu K fala sobre trajetória e atual formação do Defalla
Por Eduardo Rodrigues
Fonte: Revista Freak
Postado em 21 de junho de 2019
Edu K é um dos mais irreverentes artistas brasileiros e sempre esteve à frente do seu tempo em suas ideias e atitudes, atingindo sucesso em todas as áreas em que atua. O mentor da banda Defalla, uma das pioneiras na mescla de estilos musicais, está mais ativo que nunca e com uma nova versão da sua icônica banda. Conversamos com o músico, DJ, apresentador e produtor musical, Edu K, que nos contou um pouco da sua trajetória e a atual situação do DEFALLA.
Edu, primeiramente gostaria de agradecer em nome da Revista Freak por nos conceder essa entrevista. Conheço o seu trabalho há muito tempo e gostaria de começar perguntando como você iniciou a sua carreira?
EduK: Eu que agradeço, manu!!! Tudo começo quando eu vi o James Brown na TV quando eu era mlk! Depois veio o John Travolta nos "Embalos de Sábado à noite", daí pra dublar o Keith Richards com uma guitarra de plástico e montar a primeira banda com um parce do colégio – o Gustavo Xis, que tocou guita na Cachorro Grande e hoje toca nos Spoilers – foi dois toque! Isso era tipo 1981, em Foz do Iguaçu e tinha acabado de sair o "Emotional Rescue" dos Stones. Não tinha google, nao tinha MTV, só tinha o Fantástico haha e segunda-feira eu e o Xis fomos a pé pro colégio, tipo dois zumbi, depois de ver a estreia do clipe de "She’s so Cold" no famigerado programão de domingo da famiglia brasilera haha. No colégio a gente descobriu q tinha um manu q morava do otro lado da rua q tinha uma guita, dae depois da aula, a gente foi la bate na porta do manu hahaha. Esse manu ae, o Christophorus, tinha uma gianinni strato cor de creme e sabia toca "A casa do sol nascente" hahaha. botamo na banda, que o Xis chamou de…errrr….Fluxo de Energia, no ato. Como todos os livros de história do rock braza nunca escritos podem atestar, essa banda seria a gênese da banda Fluxo (já em Porto Alegre, em 1984), que por sua vez viria a se transforma no Defalla em 85.
Quais são as suas influências e o que você está escutando atualmente?
EduK: viiishhhh millis coisa, manu! do Miles Davis que meu pai botava na goma quando eu era milk ("Miles Run The Voodoo Down" do Bitches Brew define e zera a vida) aos Stones satânicos de 69 aos Stooges, do "Raw Power" com o nefasto James Williamson, ao Kraftwerk i u Moroder, que me enfiaro o bug da eletrônica na raba, ao Hip Hop raiz do Bronx (que eu descobri em 78/79 quando us radialista da época botavo o flup side dos 12″ da "Sugar Hill" e do Kurtis Blow pra canta musiquinha de natal em cima haha), ao funk carioca do Malboro e depois das rádio de montagem ao funk minimal de 2019 à Anitta deusa da poha, toda ao house lindo do Mat.Joe ao fidget destruidor de neurônios do yoda master da música concreta Switch ao country rock dos Flying Burrito Brothers ao "The Hurting" dos Tears For Fears, que é um dos melhores discos ever à fritacera germânica do Wagner, à tamborzada big beat do Fatboy Slim ao emo trap do Lil Uzi Vert, ao pop trap do Lil Pump ao black trap do Ghostemane ao brazilian bass boladão da poha do Malik Mustache, ao Chet Baker já sem os dente, cantando como um deus banguela na trilha sonora do "Let’s Get Lost", à Billie Holiday já com o pé na cova e soando como nenhum outro ser humano jamais soou ou soará no "Lady In Satin", ao MCR arrancando meu coração e pisoteando por cima cantando "I’m Not Ok" ao BMTH com aquela delicia do Oli Sykes cuspindo "Diamonds That Aren’t Forever" na minha cara, ao STP com mozão for life Scott Weiland à banda do meu daddy Joe Perry, o Aerosmith que É SIM a maior e última banda de roque ainda viva ao… I Could Go On And On como se pode ver mas finalizo no black metal norueguês true do Mayhem e em especial do Darkthrone do keridão Fenriz que é só o que eu escuto ultimamente: o Old Star ja é o melhor disco de 2019, hands down fazeny xifrinhu!
Você já transitou entre vários estilos musicais na sua trajetória, teria algum que você se identifique mais?
Edu K: 100% Hip Hop, 100% House, 100% Black Metal, 100% trap , 400% Edu K!
Após algumas mudanças na formação do DEFALLA nos últimos anos, você poderia falar um pouco sobre a atual situação da banda?
Edu K: algumas… hahahhahahah
Edu K: Fazem 10 meses q o Johnny Zanei, lenda viva do britpop do ABC paulista e baixista/booker atual da banda, ressuscitou o Defalla das trevas. Nesse tempo já trocamo de som e formação umas 20 veiz haha, eu pari um estilo novo que nasceu e morreu em questão de meses – o BAILE PUNK, filho bastardo do metal raiz con o funk minimal 2019, fizemo millis show histórico, tivemo uma festa própria no Z no Largo da Batata em sp e agora tamo nos preparando pra volta pra estrada com a formação gold que é u Johnny + u Willian Paiva (batera monster e gato nas horas vagas) e meu sonho de consumo emo na guita, o mayor guitar hero da poha toda, o Filipe Fi na guita, com repertório retro so com os clássicos mais topzera ever da banda: eu finalmente entendi q o Defalla nao é mais meu, agora ele é de vcs fãs simpatizantes parces e companheiros de trincheira e optei por fazer o certo 👉🏽 give the people what they want, como ja dizia o Ray Davies.
Confira a entrevista completa no link abaixo:
https://revistafreak.com/entrevista-edu-k-um-dos-maiores-icones-do-rock-nacional-fala-sobre-sua-carreira/
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