Deep Purple: Steve Morse conta os muitos segredos de sua sua lendária guitarra azul
Por Mauro Cestarolli
Postado em 26 de outubro de 2020
STEVE MORSE, o guitarrista do DEEP PURPLE há mais de 26 anos, detalhou em recente aparição no "Rockin' Metal Revival", os segredos escondidos por trás de sua lendária guitarra azul.
Na entrevista transcrita pela "Ultimate Guitar", Morse foi questionado sobre como surgiu a idéia para uma guitarra que utiliza quatro captadores, uma vez que o padrão da industria de guitarras é normalmente utilizar menos captadores (para os não familiarizados com o assunto, um captador de guitarra é o artefato responsável por captar e converter as vibrações mecânicas das cordas da guitarra em sinais elétricos, afim de que possam ser processadas por amplificadores ou mesas de som).
O músico que é reconhecido por sua preciosidade técnica, não poderia ter respondido de outra forma ao questionamento. Ele disse (com algumas modificações):
"Sim, quatro captadores! Eu normalmente não dou respostas curtas para perguntas que me fazem, mas vou tentar fazer isso agora. Originalmente, eu tinha uma ‘Telecaster’ (um modelo de guitarra que tem um timbre sonoro mais seco, um pouco agressivo e anasalado, e que combina muito com a sonoridade do blues e do country rock), e também tinha uma ‘Stratocaster’ (uma guitarra com timbre mais versátil, que se adequa mais facilmente a qualquer tipo de música), mas eu não conseguia produzir um som encorpado e pesado.
Sim, eu tive um ‘Telecaster’ com um captador da ‘Humbucker’ recém colocado nela. E eu pensei, 'Gosto desse som ruim que se assemelha às guitarras da Gibson, mas também gosto do que a Stratocaster pode fazer.'
Então eu tirei o braço da minha ‘Stratocaster’, e coloquei na ‘Telecaster’, criando assim um novo espaço para trabalhar, enriquecido também pela troca do captador original ‘Telecaster’ por um ‘Humbucker’ da ‘Fender’.
E isso, tornou-se o meu ‘Frankenstein’ que toquei por tantos anos com os DIXIE DREGS, você sabia? E o lance da nova assinatura sonora que criei, gerou convites de fabricantes de guitarras para desenvolver algo juntos….mas eu simplesmente não queria lidar com essas coisas.
Por fim, me perguntaram se estaria tudo bem, venderem uma nova linha de guitarras com minhas idéias, e eu disse sim. Então, depois de alguns protótipos, melhoramos minha guitarra até o ponto em que eu estava tocando apenas com aquela guitarra. Eu autografei as primeiras 50 unidades fabricadas e até hoje, essas guitarras são fabricadas artesanalmente, apesar de serem feitas atualmente em uma fábrica. ", finalizou Morse.
Apesar do guitarrista ser muito conhecido após a entrada para o DEEP PURPLE em 1994, sua carreira anterior com a banda DIXIE DREGS registrou alguns dos momentos mais emblemáticos da história do rock, com músicas que transitam do rock progressivo ao jazz, passando pelo country rock experimental. Alguns exemplos disso, estão registrados no desbravador álbum "The Great Spectacular" (1975) e também nos aclamados "What If" (1978) e "Stranger Than Paradise (1979).
Ouça um pouco da carreira de STEVE MORSE na fase anterior ao DEEP PURPLE, nesta compilação abaixo.
FONTE: Ultimate Guitar
https://www.ultimate-guitar.com/news/general_music_news/steve_morse_talks_why_classic_fender__gibson_guitars_werent_quite_right_for_him_explains_how_four-pickup_guitar_came_to_be.html
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