Possessed: Becerra fala de admiração por Max Cavalera e detalhes sobre "Seven Churches"
Por Maicon Leite
Fonte: Wargods Press
Postado em 17 de julho de 2021
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
Na última terça, 13/07, o canal do Youtube HEAVY CULTURE recebeu o lendário vocalista Jeff Becerra, único membro original do Possessed, um dos pais do Death Metal. Um detalhe interessante: esta foi a primeira live que ele participou. Formado em 1983, o grupo praticamente definiu alguns parâmetros do estilo que viria se tornar o mais pesado e agressivo, sobretudo com o lançamento do antológico "Seven Churches" em 1985. Influenciando jovens músicos de todos os cantos do mundo, como o Sepultura aqui no Brasil, o álbum carrega todo um legado em suas dez faixas, e se não fosse o fatídico momento em que foi vítima de assalto em 1989, a carreira do Possessed poderia ter entrado a década de 1990 com força total. Becerra, ao ficar paraplégico após ser baleado no assalto, voltou à ativa com a banda em 2007, e desde então tem feito shows por todo o mundo, inclusive as memoráveis passagens pelo Brasil, principalmente a turnê de 2013.
Com o lançamento do excelente "Revelations of Oblivion" em 2019, Becerra mostrou uma energia incrível, fazendo com que o álbum fosse eleito um dos melhores do ano. Com a pandemia, o grupo se viu longe dos palcos, mas o vocalista ainda pôde participar do projeto Metal Against Coronavirus, com a faixa "Celestial Burial", lançada em dezembro de 2020. Em abril deste ano foi noticiado que o músico faria uma cirurgia reconstrutiva de retalho cutâneo, que embora tenha sido um sucesso, ocasionou ao vocalista uma infecção, que com o devido tratamento antibiótico o deixou curado.
Com uma trajetória dessas, não faltou assunto com o staff do HEAVY CULTURE iniciando pela confirmação da participação de Becerra no novo trabalho do Troops of Doom, comentando como rolou o convite para cantar na faixa "The Monarch". Em relação ao "Seven Churches", o vocalista contou em detalhes como gravaram a introdução de "Pentagram" e o impacto que ela teve nos headbangers, que tentavam tocar o disco ao contrário para ouvir o que ela dizia. Sobre suas origens, que remontam ao Blizzard, onde tocava apenas baixo, Becerra comentou que ele queria tocar algo mais pesado, enquanto os outros músicos queriam seguir uma linha mais Hard Rock. Na banda estava o guitarrista Larry LaLonde, que viria a entrar no Possessed pouco depois.
Sobre LaLonde, o vocalista comentou que ele é o único ex-integrante do Possessed que ele mantém contato, pois não há mais afinidade com Mike Sus (bateria) e Mike Torrao (guitarra). Segundo Becerra, há a eventual possibilidade de LaLonde se juntar à banda em algum show, fazendo uma participação especial. Ainda sobre guitarristas, ele diz que os antigos membros tinham uma influência mais voltada à guitarristas como Steve Vai, enquanto os atuais integrantes, Daniel Gonzalez e Claudeous Creamer tem um background mais Death Metal, mas que igualmente possuem outras influências. Ele revelou ainda que a banda seguirá com a mesma formação de "Revelations of Oblivion", onde Roberto Cardenas (baixo) e Emilio Marquez (bateria) completam o line-up, e que já possui músicas novas para o vindouro registro.
Questionado sobre sua voz, que mantém igual à década de 1980, ele afirmou que não há escola, há sentimento, e que mantém o mesmo espirito daquela década, e que tenta cantar o mais alto possível, para dar seu melhor em cada disco, sentindo que embora a voz possa falhar, conta que nunca aconteceu em turnê. Sobre "Revelations of Oblivion", nos deu alguns detalhes sobre a capa, desenhada por Marcelo Vasco, dizendo que sente uma responsabilidade social para explorar a verdade atrás do caos, através de temas que abordam o bem e o mal. As ligações de Becerra com o Sepultura vão além da participação especial no EP do The Troops of Doom, e no final do papo ele revelou que é um grande fã de Max Cavalera e deu a entender que aguarda um telefonema dele para uma futura colaboração.
Confira o bate papo com Jeff Becerra.
O HEAVY CULTURE segue no dia 20/07 com Max Cavalera, enquanto no dia 27/07 será a vez do guitarrista Karl Sanders bater um papo sobre o Nile. Para finalizar o mês de julho, o staff receberá a banda Headhunter D.C. no dia 30, com Sérgio Baloff (vocal) e Paulo Lisboa (ex-guitarrista) fazendo um raio X do álbum "Born... Suffer... Die", que completa 30 anos.
Créditos da foto: Metal Skeleton Photography
Mais informações:
https://www.facebook.com/heavyculturebra
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O membro do Iron Maiden que "não aguenta mais e quer sair", segundo Regis Tadeu
A banda que Max Cavalera considerava a "versão brasileira do Iron Maiden"
Dez guitarristas que David Gilmour, do Pink Floyd, elogiou ao longo dos anos
Bruce Dickinson quer novo disco do Iron Maiden, Steve Harris não sabe, diz Nicko McBrain
Manager de Tony Iommi considerou letras de Jorn Lande "muito sombrias"
Fabio Lione publica desabafo irônico que supostamente mira sua ex-banda, o Angra
Baterista informa via Facebook que não faz mais parte do Forbidden e surpreende demais integrantes
A melhor cantora brasileira de metal na atualidade, segundo Ricardo Confessori
Por que Derek Riggs não fez a capa de "Fear of the Dark", segundo o Iron Maiden
A reação dos filhos de James Hetfield quando o Metallica retomou suas masters
Jairo Guedz conta o que ouviu de Andreas Kisser sobre sua saída do Sepultura
Pearl Jam segue à procura de novo baterista, revela Jeff Ament
Os 50 melhores álbuns de thrash metal da história segundo os leitores da Metal Hammer
Malvada anuncia Cyz Mendes como nova vocalista
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
Os 19 músicos que já estiveram no Slipknot na ordem de entrada na banda
5 curiosidades que ajudam a contar a história de Mingau, do Ultraje a Rigor
A ridícula contrapartida que Manowar ofereceu para cobrar fortuna de banda de abertura

Possessed começa a gravar o novo álbum de estúdio no próximo mês
Por que jovens fazem metal extremo de qualidade, segundo Tobias Forge, líder do Ghost
Thrash: os dez álbuns essenciais do gênero



